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A BÍBLIA EM RESUMO
A BÍBLIA EM RESUMO

A BÍBLIA E SEUS 66 LIVROS EM RESUMO

 

 

GÊNESIS 

"No princípio, criou Deus os céus e a terra"Gênesis 1:1

 

Gênesis significa “princípio” ou “origem”. Esse livro trata da criação e da vida, e lança as sementes de tudo que é posteriormente abordado em toda a Bíblia. Gênesis descreve de maneira bela a simplicidade da vida primitiva na terra, mas também mostra a introdução do pecado e da corrupção — com a respectiva abominação e o juízo sobre o mal executado por Deus. Mediante a criação, Gênesis simboliza a obra vivificante de Deus iniciada na alma humana — o novo nascimento — com a promessa de frutificação.

 

O livro gira especialmente em torno da vida de sete eminentes patriarcas:

  1. Em Adão, vemos lições de vida e Ele é uma figura de Cristo, pois era cabeça de toda uma raça. Mas também está em contraste com Cristo, visto que a morte o reivindicou, enquanto que Cristo é a Cabeça viva.
  2. Enoque fala-nos do andar e da trasladação. Ele andou com Deus e “pela fé [...] foi trasladado”, figura dos santos que serão arrebatados na vinda do Senhor.
  3. Noé ilustra o trabalho e a salvação. O que ele fez foi uma obra de fé, e a sua salvação para dar início a um novo mundo é figura daqueles crentes que — em um dia vindouro — serão salvos através da tribulação e preservados para o período milenial.
  1. Abraão nos fala de e de separação. O seu altar fala da fé, e a sua tenda, da separação. Mediante o chamado de Deus, ele tornou-se peregrino.
  1. Isaque apresenta os princípios da submissão e da continuação, pois a sua vida foi, em geral, uma vida de obediência e de perseverança.
  1. Jacó ilustra a disciplina e a esperança. As intervenções de Deus em sua vida levaram Jacó a sujeitar-se a Deus e, finalmente, conduziram-no à adoração ao aproximar-se da morte.
  1. José: o tema de sua vida é sofrimento e exaltação. Ele é um precioso exemplo de fé em todos os tempos.

 

ÊXODO

 

"E disse o Senhor: Tenho visto atentamente vi a aflição do meu povo, que está no Egito [...] portanto, desci para livrá-lo". Êxodo 3:7-8

 

Êxodo significa “saída”, “partida”. Livramento é o grande tema desse livro, em que vemos Israel se tornando uma grande nação, porém escravo sob o jugo dos egípcios. Depois de muita tribulação e angústia e após Deus enviar pragas terríveis sobre o Egito, Israel é libertado.

Vemos, no capítulo 12, o sangue do cordeiro aspergido nas ombreiras e na verga da porta das casas — figura de nossa redenção da culpa do pecado pelo sangue de Cristo. Em seguida, temos a divisão do mar Vermelho e a segura travessia de Israel antes do afogamento dos egípcios, que tipifica a nossa redenção da servidão do pecado e do mundo pelo poder de Deus — consumada pela morte e ressurreição de Cristo.

A segunda seção do livro, que começa no capítulo 19, trata da promulgação da Lei e da edificação do Tabernáculo, junto com a instituição de um sacerdócio especial em Israel. Embora hoje os crentes de modo algum estejam debaixo da Lei, a sua promulgação simboliza a autoridade de Deus estabelecida entre o povo redimido.

O sumo sacerdote é um tipo de Cristo e está vinculado à família sacerdotal, hoje constituída por todos os santos — a Igreja de Deus, sacerdotes crentes que O adoram em espírito, não mais mediante cerimônias carnais. Mas o serviço do Tabernáculo também é uma bela ilustração da graça pela qual Deus continuamente cuida de Seu povo, deleitando-Se em ter os Seus filhos junto de Si, o que só é possível mediante o sacrifício de Cristo.

 

LEVÍTICO

"Isto é o que o Senhor falou, dizendo: serei santificado naqueles que se cheguem a mim e serei glorificado diante de todo o povo". Levítico 10:3

 

Levítico tem esse título em honra a Levi, cujo nome significa “unido”, “juntado”. É um livro que trata dos santos princípios de Deus quanto à adoração, princípios mediante os quais Ele une o Seu povo Consigo mesmo. É por isso que deparamos primeiro com as ofertas necessárias para aproximar-se de Deus: o holocausto, a oferta de manjares, o sacrifício pacífico, o sacrifício pelos pecados, o sacrifício pela culpa — todos aludindo ao sacrifício único de Cristo em seus vários aspectos. Mas o sacerdócio também é destacado aqui. Arão é uma figura de Cristo, o grande Sumo Sacerdote. Os filhos dele tipificam todos os crentes da presente época da Igreja, pois estes são chamados para exercer o sacerdócio e designados “sacerdócio santo” e “sacerdócio real” (1 Pedro 2:5,9).

Várias leis aparecem nesse livro. Qualquer espécie de mácula (pecado, profanação, certas doenças etc.) desqualificava a pessoa a se aproximar de Deus, até que o problema fosse eliminado conforme a ordenança divina específica para cada caso. Por exemplo, era vetado o consumo de carnes de animais imundos, simbolizando a total rejeição a tudo que é moralmente impuro. E a lepra, figura da operação do pecado que corrompe o ser humano, tornava-o inapto a se aproximar de Deus. O mesmo aplicava-se a outras impurezas cerimoniais. A razão é que, alegoricamente, são indícios de alguma impureza moral ou espiritual. Hoje, não mais observamos o tipo, mas a realidade que esse tipo pretende nos comunicar.

No capítulo 23, são enumeradas as sete festas do Senhor que o povo de Israel tinha de celebrar, não para o próprio prazer deles, mas em adoração a Deus. Todas aludem à grandeza da obra do próprio Deus em Seus caminhos de governo (dispensações). O grande tema de Levítico é a aproximação de Deus em santa adoração.

 

NÚMEROS

 

"Segundo o mandado do Senhor, por Moisés, foram designados, cada um para o seu serviço e a sua carga; e deles foram contados, como o Senhor ordenara a Moisés". Números 4:49 (ERA)

 

Esse livro trata da enumeração do povo e da delegação de atribuições a Israel durante a marcha pelo deserto. Deus deu instruções quanto ao serviço deles e à condução de suas guerras enquanto estivessem a caminho da terra de Canaã. Deus também designou uma função específica para cada grupo, seja uma das doze tribos, das quais se escolhiam os homens de guerra, seja dos coatitas, gersonitas e meraritas, famílias da tribo de Levi que foram separadas para servir os sacerdotes no que se relacionasse ao Tabernáculo. Vemos nesses detalhes a grande sabedoria e o cuidado de Deus em determinar todas as coisas que dizem respeito à trajetória de Seus santos neste mundo, o qual por experiência constatamos ser um deserto.

A história da peregrinação do povo de Israel resume-se em quase quarenta anos de fraqueza, fracasso, reclamações e desobediência. Isso tristemente se repete na igreja de hoje — se a contemplarmos no exercício de sua responsabilidade. Contudo, o infalível cuidado e a fidelidade de Deus brilham mais forte e ofuscam de maneira maravilhosa os erros de Seu povo. Isso é especialmente notório na história de Balaão (capítulos de 22 a 24), onde vemos como Deus defende o Seu povo contra cada esforço do inimigo em derrotá-lo.

Josué e Calebe (14:6-9) são exemplos animadores de devoção inabalável em contraste com a desobediência geral. Eles nos lembram de que não precisamos fracassar. Podemos resistir sem ser abalados pelas circunstâncias ou pelas pessoas que nos rodeiam. Basta cultivar a profunda convicção de que é Deus que enumera o Seu povo, que lhe delega atribuições e que o estabelece no lugar que entende seja apropriado para nós ou em algum serviço que Lhe apraz.

 

DEUTERONÔMIO

 

"Recordar-te-ás de todo o caminho pelo qual o Senhor, teu Deus, te guiou no deserto estes quarenta anos, para te humilhar, para te provar, para saber o que estava no teu coração, se guardarias ou não os seus mandamentos". Deuteronômio 8:2 (ERA)

 

Deuteronômio significa “repetição da Lei”. Esse livro contém essencialmente um discurso de Moisés a Israel, no qual ele faz uma recapitulação fiel da história do povo, apresentando os acontecimentos à luz da glória de Deus. Nessa história, Moisés não mostra apenas a aprovação de Deus pelos atos de obediência do povo ou Sua desaprovação pela infidelidade e desobediência deles. Ele ressalta também a maravilhosa graça, a paciência e a sabedoria de Deus em Seus sistemas de governo. Assim, deveriam recordar que foi Deus Quem os conduziu e também considerar a maneira como Ele os guiou pelo caminho. Longe de exaltá-los no mundo, Deus humilhou-os e os colocou à prova para saber se o obedeceriam. Ele permitiu que experimentassem a fome e alimentou-os com maná para que percebessem que dependiam dEle, bem como da veracidade e da suficiência de Sua Palavra.

O livro também confirma e enfatiza a responsabilidade de Israel em fazer a vontade de Deus com diligência, pois tinham de prestar contas a Ele. É um aspecto que nos remete ao tribunal de Cristo. E, visto que Deuteronômio é um livro cheio de detalhes, somos lembrados de que os detalhes de nossa vida têm muito mais importância do que imaginamos, porque, naquele dia, quando estivermos diante do Senhor, eles serão minuciosamente examinados.

 

Leslie M. Grant

 

A Assembléia (Parte 7)