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A LINGUAGEM SIMBOLICA DO APOCALIPSE - capítulo 4
A LINGUAGEM SIMBOLICA DO APOCALIPSE - capítulo 4

A LINGUAGEM SIMBOLICA DO APOCALIPSE

APOCALIPSE capítulo 4

Versículo 1

- uma voz, que como de trombeta

Veja o capítulo 1:10. 

Versículo 2

 - trono

A sede e a revelação do justo governo, do juízo e da provisão divina. SI 9:7; 89:14; 97:2; Pv 20:28; Is 16:5.

Versículo 3

- a pedra de jaspe

Trata-se provavelmente do diamante ou brilhante, a mais bela de todas as pedras preciosas. Em Êxodo 28: 17-20 é mencionada por último, em Apocalipse 21:19 em primeiro lugar. Essa pedra representa a glória e o caráter de Deus revelados e demonstrados de forma visível à criação. Jaspe no capítulo 21 é a glória de Deus, que é a luz, a força e a segurança da nova Jerusalém. Ap 21:11,18-19.

-A pedra de sardônica

Também conhecida como rubi. Pedra cor de sangue (rubi procedente do oriente médio). Esta e o diamante eram as duas pedras mais preciosas conhecidas até então.

-A pedra de sardônica e jaspe

Respectivamente, a primeira e a última pedra do peitoral do sumo sacerdote. Simbolizam por isso o alfa e o ômega da glória de Deus. a sangue, o ponto de partida dessa glória, alcança sua plena manifestação no governo de Deus. Êx 28:17,20; 39:10,13; veja também a glória incompleta das criaturas em Ez 28:13.

- A pedra de jaspe e sardônica

Em Apocalipse 4 a "pedra de jaspe" é mencionada primeiro, pois aqui, no exercício do governo de Deus, é a Sua glória que está no primeiro plano. Mas a Sua glória também está intimamente relacionada com o sacrifício providenciado por Deus, de modo que ambos estão inseparavelmente ligados.

- O arco celeste semelhante à esmeralda

O arco celeste é o sinal da "aliança eterna" , uma aliança de graça que Deus fez com a criação, para nunca mais a destruir com dilúvio. Gn 9:8-17; Ez 1:28.

- Esmeralda

Pedra preciosa de cor verde semelhante à folhagem e à erva da terra.

Dessa maneira o trono de governo está associado à aliança que abençoa a criação terrena e a protege do mal. Pv 20:28; Is 16:5

Versículo 4

- ao redor do trono havia vinte e quatro tronos o poderio governamental real é estendido a outros e conectado ao trono que está no centro. Isto é desenvolvido de uma maneira coerente com o seu caráter. Ap 20:4. assentados sobre os tronos vinte e quatro anciãos Vinte e quatro é o número dos turnos do ministério sacerdotal¹)

em conexão com o governo².

 ¹ 1 Cr 24:7-19. ² ZC 6:13.

- Vinte e quatro anciãos

O número completo dos redimidos (de ·todas as dispensações); eles foram feitos sacerdotes e estão glorificados no céu. São caracterizados pela sabedoria e pela maturidade de discernimento.

1 Tm 3:1-7; 1 Pe 5:1-4.

- Vestes brancas

Veja o versículo 3:5. A pureza e a santidade manifestas em forma de adorno. É a dignidade pessoal deles.

- Coroas de ouro

A dignidade real associada à justiça de Deus. S121: 3 (compare com o versículo 5: 12).

Versículo 5

- Relâmpagos, trovões e vozes

Relâmpagos: O inicio inesperado e repentino dos juízos. Mt24:27; SI 18:14; 97:4; 144:6; Ez 1:13; Na 2:4;Zc9:14.

Trovões: A terrível manifestação da majestade do governo ameaçando perdição e ruína. 1 Sm 2:10; 7:10.

Vozes: poderosos clamores divinos que querem ser ouvidos. Nada se lhes opõe. Jó 37:2; SI 29:3-9; 46:6; 68:33; Ez 1:24. As vozes, expressando palavras ou não, têm o propósito de chamar a atenção dos homens. At 13:27.

Grandes vozes: sempre as temos no Apocalipse relacio­nadas com a cena celeste e sua majestade3; exceto uma vez, quando estão ligadas ao caráter celestial daquele que fala4.

3)Ap 11:12; 12:10; 16:1,17; 19:1; 21:3. 4)Ap 1:10.

as demais grandes (ou fortes) vozes: Uma chamada para despertar a atenção geral por ocasião de um grande acontecimento público. Ap 5:2,11; 6:10; 7:2,10; 8:13; 10:3; 14:7,9,15; 18:2; 19:17.

Os três itens juntos (relâmpagos, trovões, e vozes):

Sinais portentosos da majestade e do poder divinos exercendo juízo.

Êx 19: 16; 20: 18; SI 77 : 18; Is 29:6; 30:30; Ap 8:5; 11:19; 16:18.

diante do trono ardiam sete lâmpadas de fogo, as quais são os sete Espíritos de Deus

A plenitude do Espírito para trazer à luz e consumir tudo aquilo que é incompatível com o governo de Deus. Trata-se da perfeição espiritual que caracteriza todos os caminhos do governo de Deus com relação a este mundo.

{Veja os versículos 1:4,12}.

lâmpadas de fogo

Trata-se da mesma palavra também empregada em Mt 25: 1­8 e Jo 18:3

Versículo 6

-diante do trono5  um como mar de vidro, semelhante ao cristal6

Está em contraste com a água e com o lavar das mãos e dos pés no mar de bronze7).

Alude à pureza consolidada, que é definitiva e perfeita, digna da glória de Deus8). Esse mar de vidro representa o caráter de todos os envolvidos nesse cenário e que se aproximam do trono. Mas também representa o caráter do caminho que conduz ao trono: pureza imutável, que não se turva por nada. Nesse caminho, pode-se andar sem deparar com mancha alguma. O que temos em 15:2, porém, seria antes a recordação do que foi feito por aqueles que estão de pé diante de Deus junto ao mar de vidro. 

5)Ap 15:2. 6)Ez 1:22. 7)Êx 30:17-21. 8)Ap 22:1.


Versículo 6 e 7
- os quatro animais (ou seres viventes)

São os atributos de Deus vistos segundo sua eficácia. Eles são acionados e manifestos no governo divino e no juízo sobre a terra. Os quatro animais executam os juízos.Para isso assimilaram o caráter dos querubins de EzequieI9). Se interpretados como pessoas, pode tratar-se tanto de anjos como de santos glorificados10). Entendidos como os cabeças simbólicos das quatro porções da criação11), representam o poder judicial de Deus na criação segundo os quatro aspectos dos seus atributos: o leão, que é o poder irresistível do juíZ012); o bezerro, determinação, firmeza e persistência desse poder judicia13); o homem, que é a sua inteligência14); e a águia, a rapidez com que esses juízos irrompem sobre a terra15).

9)Ez 1:4-12; 10:5. 10)Ap 4:8-10; 5:8,14. 11)Gn 2:20. 12)Jz 14:18; 2 Sm 1:23. 13)Lv 11:3; Pv 14:4; Ez 1:7. 14)Pv 20:27; 28:2; 30:2. 15)2 Sm 1:23; Jó 9:26.

Versículo 8

- seis asas

Assim eram os serafins de Isaías16), que representam a purificação pelo fogo. (Do mesmo modo que os querubins representam os juízos consumidores). As seis asas: com duas cobrem o rosto, porque não ousam contemplar a santidade divina em Cristo; com duas cobrem os pés, porque não ousam permanecer em pé na presença dele; com duas voam, para anunciar por toda parte a divina santidade de Cristo.

16) Is 6:2-3.

cheios de olhos por diante e por detrás (versículo 6)

O conhecimento (segundo o aspecto exterior) de coisas futuras e passadas com as quais lida o governo que procede do trono.

ao redor e por dentro, estavam cheios de olhos

A clara e perfeita percepção (segundo o aspecto interior) das coisas que os rodeiam.

2 Cr 16:9; Zc 3:9; 4: 10.

 

H.Rossier

 

"Estudos sobre a palavra de Deus” - Apocalipse 4