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AUXÍLIO ou EMPECILHO
AUXÍLIO ou EMPECILHO

AUXÍLIO ou EMPECILHO

ENTRE IRMÃOS OU IRMÃS

(Exemplos de indivíduos do Novo Testamento)

Pedro e João

Pedro e João seguiram ao Senhor Jesus desde o dia em que foram chamados, formando-se entre ambos um vínculo especial. Ainda assim, mesmo sem se dar conta, João veio a ser um tropeço para o amigo no último dia da vida de Cristo sobre a terra.

Simão Pedro seguia de longe os soldados que levavam o Senhor ao palácio de Caifás e deparou com uma porta fechada - obstáculo permitido por Deus. Mas João fez valer os seus relacionamentos pessoais para que a entrada de Pedro fosse admitida (João 18:15-16). As conseqüências? Por um lado, Pedro negou ao Mestre, apesar. da advertência que recebera do Senhor Jesus, e chorou amargamente. Mas, por outro lado, aprendeu a conhecer a si mesmo. O Senhor lhe dissera: "Roguei por ti ( ... ) tu, pois, quando te converteres, fortalece os teus irmãos" (Lucas 22:32). Haveria, portanto, uma restauração.

Antes disso, no monte da Transfiguração, Pedro e João "achavam-se premidos de sono" (Lucas 9:32). No Getsêmani, os dois dormiram de tanta tristeza (Lucas 22:45). Não puderam velar uma hora sequer com Jesus. Nem um nem outro foi capaz de auxiliar o companheiro, despertando-o, apesar de o Mestre vir três vezes até eles ­não lhes seria possível velar com Ele, tal como lhes pedira?

Na manhã do dia da ressurreição, Maria Madalena veio a Pedro e. João, dizendo-­lhes: "Tiraram do sepulcro o Senhor, e não sabemos onde o puseram"· (João 20:2). Pedro foi o primeiro a sair, apressando-se para chegar ao sepulcro. Iria João abandoná-lo, já que Pedro negara ao Senhor? Não, "ambos corriam juntos". Que alento! Juntos, os dois tornaram-se testemunhas da ressurreição.

Mais tarde, Pedro arrastou vários discípulos, entre eles João, para uma pescaria (João 21). Trabalharam a noite inteira sem pescar nada. Ao clarear da madrugada, Jesus estava na praia. Os discípulos não o reconheceram. Depois de algum tempo - por Sua voz ou por Sua atitude - João O reconheceu, e o discípulo a quem Jesus amava disse ao amigo: "É o Senhor!" (v. 7). Pedro jogou-se na água e nadou ao encontro dEle. Os demais discípulos foram de barco ao encontro desse "mesmo Jesus", que haviam conhecido no tempo de Seu ministério. Então desenrolou-se a inesquecível 'conversa entre o Senhor Jesus e Simão, na qual o Senhor o restaurou para o serviço. Que bênção João proporcionou a seu amigo!

Algumas semanas mais tarde, os dois subiam juntas "ao templo para a oração da hora nona" (Atos 3:1). Posteriormente, vemo-los juntos outra vez, recebendo Paulo em Jerusalém e estendendo-lhe a "destra de comunhão" (Gálatas 2:9), ou seja, identificando-se com o trabalho dele, orando e ajudando-o em tudo que era necessário.

 

Saulo e Ananias

Saulo converteu-se no caminho para Damasco, porém foi cegado pela luz brilhante que tinha visto. Tomado pela mão, foi conduzido até a cidade sem ver ninguém. Jejuou durante três dips. Viria alguém em seu socorro? "Havia em Damasco um discípulo chamado Ananias [ ... ] Então o Senhor lhe ordenou:

Dispõe-te, e vai [ ... ] procura por Saulo, apelidado de Tarso; pois 'ele está orando" (Atos 9:11). Ananias temeu ir ao encontro do homem conhecido como perseguidor dos cristãos. Obedeceu, porém, e prestou socorro ao recém-convertido ­um auxílio que Saulo jamais esqueceria.

      

Barnabé

Mais tarde, o jovem Saulo iria a Jerusalém. Queria unir-se aos discípulos, mas estes estavam com medo dele. Teria que empreender a jornada solitário?

"Barnabé, tomando-o consigo, levou-o aos apóstolos" (At 9:27), e então eles o receberam.

Vários anos mais tarde, depois que passou pela instrução do Senhor, Saulo subiu a Jerusalém para conhecer Cefas (Pedro) e permaneceu "com ele quinze dias" (Gálatas 1:18).Saulo não viu a Cristo na terra, porém o irmão mais experimentado, que convivera com o Senhor, falou forneceu todos os detalhes ao jovem discípulo. Quanta coisa Paulo aprendeu nesses poucos dias!

Dessa maneira, três homens de Deus vieram a ser um importante auxílio para aquele que viria a ser "um instrumento escolhido para levar" o nome de Jesus "perante os gentios e reis, bem como perante os filhos de Israel" (Atos 9:15). 

Saulo, por sua vez, teve de aprender a aceitar ajuda. Mãos fiéis o conduziram a Damasco, onde lhe foi dito o que precisava fazer. Ananias foi enviado pelo Senhor, e Paulo aceitou com gratidão a sua visita e a imposição de mãos. Ele, que havia partido para Damasco respirando ameaças de morte, agora tinha de sujeitar-se a deixar a cidade descendo em um cesto pela muralha.

Chegando a Jerusalém, aceitou com alegria a disposição de Barnabé em conduzi-I o aos apóstolos. Mais tarde, recebeu na casa de Pedro todo o ensinamento que este lhe pôde transmitir. É sempre uma alegria poder ajudar - mas aceitar ajuda também, desde que, em ambos os casos, o Senhor esteja no controle da situação.

Contudo, é sempre delicado dar conselhos a um irmão ou irmã. Se isso for feito na dependência do Senhor, a vontade de Deus cumprir-se-á na vida deles, revertendo em bênçãos. Mas ... o conselheiro sempre conhece, de fato, a vontade de Deus? "Não sejais insensatos, mas entendei qual seja a vontade do Senhor" (Efésios 5:17 - ERC). Pode ser que as partes envolvidas estejam confusas, e o Senhor permite que isso aconteça. Ele bem pode servir-se de um dos Seus para lançar luz a outros. Mas é necessário prudência, para que ninguém seja conduzido a um caminho que não seja o que o Senhor preparou, tanto no serviço quanto no casamento ou em outras circunstâncias da vida. Podemos ser um auxílio ,- mas também uma armadilha!

 

Pedro e Paulo

Em Gálatas 2:11, lemos que Pedra foi a Antioquia. Ele conhecia a liberdade cristã. Conduzido pelo Espírito Santo, já estivera antes na casa de Cornélio e depois explicara aos anciãos de Jerusalém como se deu esse arrebatamento. Por isso, já havia comido com os gentios. Porém, chegaram à Antioquia, da parte de Tiago, alguns legalistas, apegados às tradições. Pedro, amedrontado, afastou-se dos irmãos de procedência gentia. Dessa maneira, tomou­-se um empecilho para outros judeus - até mesmo para Barnabé -, que começaram a proceder hipocritamente, como ele. Pedro abandonou a verdade do Evangelho, e Paulo teve de repreendê-lo diante de todos.

Mesmo que tenhamos ajudado a muitos, se, em vez de contar com a aprovação do Senhor, nos deixarmos influenciar pelo legalismo, podemos nos converter em empecilho para os nossos irmãos. No caso de Paulo e Pedro, a questão em pauta eram as verdades essenciais, não simplesmente pontos de vista ou interpretações divergentes deste ou daquele versículo. Quando se trata de verdades fundamentais, claramente expostas na Palavra de Deus, não devemos temer apresentar o ensinamento tal como apresentado nas Escrituras.



Áquila e Priscila

Aqüila e Priscila foram de grande auxílio a Paulo, recebendo-o em casa, na cidade de Corinto - Paulo exercia o mesmo ofício que eles, o de fabricar tendas. Depois, os três seguiram juntos para Éfeso (Atos 18: 1-3, 19). 

Apoio chegou de Alexandria.

Era homem eloqüente e poderoso nas Escrituras e fervoroso de espírito, no entanto conhecia apenas o batismo de João. Paulo já não se encontrava ali. Iria Aqüila dizer abertamente ao recém-chegado: "Seu ensino é insipiente, parece que você não compreendeu a doutrina de Jesus"? Não! Junto com a esposa, convidaram aquele homem instruído à sua casa e, com toda a tranqüilidade, expuseram-lhe "com mais exatidão [ ... ] o caminho de Deus” (At 18:24-26). Eles não menosprezaram Apoio. Se a pessoa não tem bom discernimento, é preciso' explicar-lhe muitas coisas em detalhes. Esse é o verdadeiro auxílio.

Febe 

Já falamos sobre Febe, servidora da igreja em Cencréia (Romanos 16:1-2). Ela estava partindo para o estrangeiro e havia auxiliado outros cristãos. Então Paulo, em reciprocidade; pediu que fosse assistida em "tudo que vier a precisar". Esse é um belo exemplo para nós!

De maneira semelhante, os filhos são conclamados a "exercer piedade para com a própria casa e a recompensar a seus progenitores; pois isto é aceitável diante de Deus" (1 Timóteo 5:4). Os jovens devem recordar quantas fadigas os pais sofreram por eles, muitas vezes trabalhando duro para criá-los, ensinar-lhes a Palavra de Deus e apresentar em toda a sua vitalidade a Pessoa do Senhor. Agora, convém que os filhos', em . troca, evidenciem a sua gratidão para com eles e continuem a amá-los e respeitá-los, mesmo depois de terem estabelecido o seu próprio lar e de já não dependerem mais deles. Há jovens que se esquecem dos pais, como se estes nunca tivessem feito nada por eles. Essa é uma injustiça que Deus não deixará de castigar (Provérbios 30:17). Não se trata de recompensá-los com dinheiro, mas com afeto e cuidado, honrando-os.



Evódia e Síntique

Em Filipenses 4:2-3, lemos que Evódia e Síntique combateram juntas com Paulo a favor do Evangelho. Mas surgiu entre elas uma divisão, talvez uma rivalidade. O apóstolo então suplicou, a uma e a outra, que tivessem um mesmo sentimento no Senhor, a mesma orientação de espírito. Rogou também ao seu "fiel companheiro" que auxiliasse as duas irmãs. Não é fácil, mas, se o irmão chamado para ajudar em caso semelhante puder primeiro orar com uma pessoa e a seguir com a outra e depois convencê-las a orar juntas, já terá dado um grande passo.

Essa ajuda em particular será muito mais eficaz que exclamações do tipo: "Que escândalo essas divergências entre irmãs, que trabalharam tanto tempo juntas! Que vergonha!". Não! Irmãos, não convém dramatizar! Em vez disso, ressaltemos o bem, como fez o Senhor nas cartas de Apocalipse 2 e 3, e depois exortemos com a humildade e o amor que convêm. Só o Senhor é capaz de nos mostrar o que dizer e como dizê-lo.



Estéfanas e Onesíforo

A casa de Estéfanas nos é apresentada como exemplo, porque "se consagraram ao serviço dos santos" (1 Coríntios 16:15).

Em sua última epístola, Paulo recorda, com profunda comoção, as visitas de Onesíforo, irmão que tantas vezes o animou e que não se envergonhou de suas algemas, pois, quando o apóstolo esteve em Roma, o procurou até encontrá-lo. O apóstolo também menciona os muitos serviços que o amigo lhe  prestou em Efésio (2 Timóteo 1:16-18).

Nem todos esses homens foram apóstolos, mas tinham em seu coração, conforme as oportunidades que o Senhor lhes concedia, o propósito de ser um auxílio aos que estavam à sua volta - até mesmo ao velho apóstolo, agora prisioneiro e abandonado.

Que o Senhor conceda a todos nós o desejo de ser um auxílio aos que nos rodeiam! Há muitos corações vazios de afeto, sobretudo pessoas mais idosas, as quais podem nos parecer duras e antipáticas, mas são assim porque lhes faltou o afeto e o respeito. Que os jovens (e outros nem tão jovens) saibam testificar a esses amigos o interesse e a consideração que lhes são devidos. Quem se fizer disponível, especialmente a favor dos mais solitários e desprovidos, verá que o próprio Senhor lhes abrirá caminho para prestar uma ajuda que não será esquecida.

“Paz seja com os irmãos e amor com fé, da parte de Deus Pai e do senhor Jesus Cristo”

(Efésios 6:23)

"Fim desta série de estudos"

 

G. André

 

Deve o cristão participar da política