Congresso
Vocę Participaria de um Congresso Bíblico?
Sim
Năo
Ver Resultados

Partilhe esta Página



Total de visitas: 54449
“ESTUDOS SOBRE A PALAVRA DE DEUS” -APOCALIPSE 1
“ESTUDOS SOBRE A PALAVRA DE DEUS” -APOCALIPSE 1

“ESTUDOS SOBRE A PALAVRA DE DEUS”

tradução de “Synopsis of the books of the Bíblie – John Nelson Darby

APOCALIPSE – CAPÍTULO 1

 

Ocupemo-nos agora do Apocalípse propriamente dito.
É uma Revelação que pertence a Jesus Cristo. Deus deu-lha, e Ele notificou-a a João. Embora Deus acima de tudo, bendito eternamente, Cristo é considerado aqui como Filho do homem, como o Messias rejeitado ou o Cordeiro, e Chefe sobre todas as coisas. O fato de a Revelação Lhe ter sido confiada é importante, porque a constitui imediatamente testemunho de Jesus e Palavra de Deus - como sendo comunicada por Jesus e dada por Deus. O testemunho de Jesus e a Palavra de Deus vêm a João sob a forma de uma visão, e João presta testemunho de tudo o que viu.

Tudo, nesta Revelação, é de caráter profético; não é o Espírito de Deus, o mensageiro do Pai e a graça do Filho, que é enviado à assembléia, no seu próprio lugar quer dizer, não é uma comunicação inspirada e dirigida diretamente à própria assembléia, para ela mesmo, como estando no lugar que, como coisa particular, lhe pertence, mas é uma revelação profética, feita a João, tocando a Igreja, como estando no mundo, e tocando o próprio mundo.

Estando a Igreja já em decadência e o castiçal à beira de ser movido, fosse qual fosse a demora da graça concedida, o tempo estava próximo, e a rejeição da Igreja sobre a Terra  deve ser tomada como ponto de partida. Um outro sistema ia ser estabelecido. O apóstolo não estava de modo nenhum voltado para as assembléias; estas estavam atrás dele. O pensamento do Espírito dirige­-se a Cristo, tomando posse do Reino. No entanto, Cristo estava ainda no meio das igrejas, mas como Filho do homem, caráter no qual Ele julga o mundo e dele é o herdeiro. O apóstolo volta­-se e vê-O; mas como devia relatar a maneira como Cristo ia agir em Juízo com o mundo, convinha mencionar, embora de passagem, "as coisas que são". Apresentando-as nas sete igrejas contemporâneas não havia necessidade de nenhuma menção de tempo. O resultado final era deixado como estando ao ponto de vir, porque se estava nos últimos dias; no entanto, se houvesse algum atraso, era dada, nessas assembléias, a ocasião de oferecerem um quadro completo do conjunto da História da Igreja. Nisto eu vejo a sabedoria do Espírito e o caráter do ministério de João, expresso por estas palavras do Senhor: "Se eu quero que ele permaneça até que eu venha".

Embora, evidentemente, estas cartas às igrejas sejam de aplicação universal, a cada um daqueles que têm ouvidos para ouvir, e não sejam dirigidas à consciência universal da Igreja, de modo nenhum duvido de que as sete igrejas representem a História da Cristandade, da Igreja sob a responsabilidade do homem. O que o prova é, em primeiro lugar, o fato de o julgamento' do mundo vir imediatamente após estas epístolas (sendo as igrejas "as coisas que são"), e em seguida o caráter do que mostram as sete igrejas, começando pelo abandono do primeiro amor e terminando pela exortação a permanecerem firmes até que Cristo venha - e só depois a rejeição final.

A escolha do número sete, que não pode significar algo de completo, dado num mesmo instante, porque os estados descritos são diferentes; a alusão à vinda de Cristo, e a menção feita, na carta à igreja de Filadélfia, da grande tribulação que deve vir sobre toda a Terra; o objeto, claramente indicado, na advertência à Igreja, isto é, a vinda de Cristo, tornando-se então o mundo a cena do julgamento - tudo isto não deixa nenhuma dúvida acerca do fato de as sete igrejas representarem fases sucessivas da História da Igreja professante, embora não sejam necessariamente consecutivas, indo a quarta até ao fim, assim como as três fases que se seguem e se continuam de forma colateral1.

Mas, embora nos seja assim falado da Igreja, o próprio Deus aparece aqui (capítulo 1 :4-5) como sendo o administrador do mundo, mesmo quando Se dirige à Igreja; Cristo, como Homem, está-Lhe sujeito nesse desígnio, e o Espírito Santo é mencionado como sendo o agente direto do poder na séptupla perfeição segundo a qual ele é exercido. Não é o Pai e o Filho, mas Deus, que É, e que, no entanto, abraça no Seu Sero passado e o futuro, que não está nunca em contradição consigo mesmo, realizando no tempo tudo o que Ele próprio anunciou no passado. A forma da expressão é aqui muito particular: "O que é, e que era, e que há de vir".

Não se trata apenas da idéia abstrata de Jeová, que era, e que é, e que há-de vir. Deus é, em primeiro lugar, apresentado na Sua existência presente e absoluta: "O que É", o "EU SOU", e, em seguida, para O ligar a caminhos precedentes (não a relações atuais), João declara que Ele é Aquele "que era", que Se tinha revelado nos séculos passados à Terra e aos homens, aos Abraões e aos Moisés; e, ao mesmo tempo, Ele era Aquele "que há de vir" para realizar tudo o que tinha sido revelado de Si próprio e por Ele mesmo. Jesus Cristo, de Quem se fala em último lugar como do homem em relação imediata com o testemunho de Deus à Terra e com o governo da Terra, é apresentado como a fiel testemunha de Deus, tal como o tinha sido pessoalmente sobre a Terra, como ressuscitado de entre os mortos, mas sem ser questão nem da sua ascensão nem da Sua Senhoria como Chefe da Igreja, e, enfim, no governo ainda não estabelecido, como o Príncipe dos reis da Terra.

1) O conteúdo das cartas dá razões morais disso, e veremos mais à frente que a estrutura do livro assim o confirma.

Os santos exprimem então (v.5-6) a consciência que têm do que Cristo fez por eles; mas é em relação com o Reino, e não com Cristo, como Seu corpo ou Sua esposa, nem em relação com as alegrias celestes que lhes são próprias, mas com o que há de mais elevado quanto à glória e à posição que lhes é dada. É a conseqüência necessária da consciência que eles têm de uma relação tão íntima e tão preciosa. Seja qual for a glória de Aquele com quem estamos em relação, é o que Ele é para nós, a intimidade da nossa relação com Ele que nos vem ao coração quando a Sua glória é proclamada. Quando um general vitorioso passa em triunfo através de uma cidade, o sentimento do seu filho ou da sua esposa será:

"É o meu pai!", ou então: "é o meu esposo!"; mas aqui o sentimento, embora do mesmo caráter, é mais desinteressado:

"Aquele que nos ama, e em seu sangue nos lavou dos nossos pecados". É o Seu amor por nós que é celebrado, mas com o sentimento pessoal expresso pela palavra "nós". Os santos sabem o que Ele fez por eles e, além disso, o que Ele os fez ser. O seu amor é perfeito. Rei e Sacerdote são aqui os seus caracteres mais salientes: Um para estar o mais perto possível de Deus, em poder, neste mundo, e o outro para mais Se aproximar dEle no Céu. Ele fez ­nos reis e sacerdotes para o Seu Deus e Pai. A.Ele seja a glória! Tal é o pensamento do santo quando se fala de Cristo. Ele ama-nos, purificou-nos e deu ­nos um lugar com Ele. Isto sobe do coração dos santos, quando o Seu Nome é pronunciado. É a resposta do coração, quando Ele é proclamado, antes mesmo de ser feita alguma comunicação. Não nos é dito que Ele tenha feito isso; é a consciência que disso têm os santos que abrem as suas bocas2

Quanto aos outros, tudo deve ser dito. A primeira coisa que é anunciada é a Sua aparição no mundo. Não há nenhuma comunicação direta à Igreja pelo que l1le diz respeito; não é esse o objetivo do livro. A Igreja, como vimos, tem a consciência do que Ele é, sem que algo lhe seja anunciado. "Ele vem com as nuvens", e "todo o olho o verá; os Judeus que os traspassaram, e todas as tribos da Terra se lamentarão sobre Ele". Ele vai aparecer, sim, mas para o Juízo ...

2) Encontremos a mesma coisa no fim, quando a profecia é encerrada. Aqui, temos o que Ele foi o que Ele fez pelos santos; lá, o que Ele é para o futuro (ver o capítulo 22:17).

Encontramos em seguida o que é tão notável em João, isto é, como Deus e Cristo Se fundem no que ele exprime. Por exemplo, no versículo 8 não se pode dizer se ele fala de um, se de outro! É Cristo; mas é Cristo Jeová, o Todo-Poderoso, o Senhor, que é, e que era, e que há de vir, o primeiro e o último (veja-se no capítulo 22 os versículos 12 e 13).

Assim, temos os santos destes dias e a aparição de Cristo para o Julgamento. Ele é Deus, o primeiro e o último, o Alfa e o Ômega; é o círculo completo da posição, desde os dias de João até ao fim. A posição prática que João toma com todos os santos consiste em ter parte "no reino e na paciência de Jesus Cristo". Ele pertence ao Reino, mas deve esperar enquanto Cristo espera, até que os Seus inimigos sejam postos com escabelo de seus pés. O nome genérico dado ao testemunho aplica-se a todo o ministério de João, do mesmo modo que à profecia: é a Palavra de Deus e o testemunho de Jesus; simplesmente, ter-se-ia podido pensar que a profecia não era esta última coisa, visto não ser dirigida à Igreja pelo seu Chefe, tocando a ela mesma, mas o espírito de profecia é o testemunho de Jesus.

Tal é a introdução do livro.

Entremos agora no seu conteúdo. João foi arrebatado em espírito, no dia do Senhor. É do seu lugar e do seu privilégio como Cristão que nos é falado aqui, e não do período profético em que o Espírito Santo ia introduzi-l03. No dia da ressurreição - a sua posição própria - no dia em que os Cristãos se reúnem, o apóstolo, afastado da sociedade dos fiéis, goza, no entanto, embora só, do poder do Espírito Santo, que eleva, de uma maneira especial, a sua alma. Deus emprega-o assim, tendo permitido que para tal, ele fosse afastado dos irmãos, de modo a não poder comunicar diretamente com eles, tendo em vista a sua edificação espiritual! O perverso imperador de modo algum poderia pensar na bênção que nos adivinha do seu ato, ao afastar o apóstolo; tal como Augusto, nos seus planos políticos, quando ordenava o recenseamento do seu império, poderia imaginar que, procedendo assim, enviava a Belém um pobre carpinteiro com sua esposa, para que Jesus Cristo nascesse naquela cidade. Nem os Judeus que, por respeito pelas suas superstições ou pelos seus estatutos, pediam que se quebrassem as pernas do malfeitor sobre a cruz, nem os soldados romanos, ao executarem essa ordem, podiam sequer supor que estavam enviando ao Céu esse companheiro de Cristo! Deus, com os Seus inescrutáveis desígnios, está por detrás de toda a cena; mas é justamente Ele que tudo faz mover nessa mesma cena! Temos de aprender isto e deixá-LO agir, sem nos preocuparmos demasiado com os afadigados movimentos dos homens; por estranho que, por vezes, nos pareça, eles não fazem senão cumprir os planos de Deus. Tudo o mais perecerá e desaparecerá; a nós cabe apenas fazer a Sua vontade e fazê-la tranqüilamente!

3) Este período é o dia do Senhor, do Eterno; o dia dominical é o domingo, o primeiro dia da semana.

João ouve atrás dele, aqui, na Terra, a mesma voz que mais tarde, o chamará a subir ao Céu - a voz do Filho do homem. Ela chama a sua atenção com poder, e, voltando-se para ver a Pessoa que falava, como outrora Moisés se voltara para considerar a sarça, João vê, não a imagem da presença de Deus em Israel, mas sim os vasos da luz de Deus sobre a Terra; um sumário completo de todo esse testemunho, e, no meio dos castiçais, Cristo como Filho do homem! Deus dá-nos assim, no Apocalipse, toda a história, quer do mundo, quer do que é de Deus no mundo, desde o primeiro declínio da Igreja até aos novos céus e à nova Terra. Mas não era possível que Deus pusesse de lado a espera sempre atual de Cristo ou que justificasse o pensamento de indiferença e de culpa da Igreja, a saber: "O meu Mestre tarda em vir" . É por isso que, como sempre, esta história, e mais particularmente a da Igreja, é dada de maneira a deixar inteiramente de fora a questão do tempo. As sucessivas fases morais da Igreja são apresentadas em quadros que descrevem o estado das assembléias existentes, escolhidas com esse fim, e começando pelo seu primeiro declínio para terminar pela sua completa rejeição. Tomadas como igrejas, o princípio geral da responsabilidade está em evidência, e a assembléia é considerada, não como o corpo de Cristo, abençoado com uma bênção que não pode falhar, mas como podendo ser rejeitada e posta de lado sobre a Terra; porque, evidentemente, é o que pode acontecer a uma assembléia local e à Igreja visível, Igreja exterior.

Essas igrejas são vistas como lâmpadas, ou castiçais distintos, isto é, na sua posição de serviço, ou antes, o testemunho no mundo. São apresentadas sob o seu caráter próprio, como sendo de Deus, colocadas por Ele no mundo - são de ouro. Ele pode tirá-las, porque a sua luz é muito frouxa, ou então essa luz, o seu testemunho não é fiel; todavia, o que é tirado estava fundado sobre a Justiça divina, fora originariamente estabelecido por uma mão divina.

O Espírito ocupa-Se, antes de tudo, do caráter de Aquele que anda no meio dos sete castiçais de ouro. Em primeiro lugar, o Espírito apresenta a sua posição atual, antes de mostrar o que Ele era: "Vi... um semelhante ao Filho do homem" . Não aparece aqui como sendo Cabeça do único corpo, nem mesmo como o Intercessor celestial; é claro que também O não vemos como o Cristo, o que é o caráter judaico do Senhor. Podemos notar que são precisamente estes os caracteres que João deixa de lado, quando fala do Senhor no primeiro capítulo do seu Evangelho. João vê-O aqui revestido de um caráter de alcance muito mais extenso, como estabelecido sobre todas as obras da mão de Deus, e herdeiro de todas as promessas e de todos os desígnios de Deus para com o homem, segundo a Sua divina Justiça. Não é visto como Filho do homem no Seu serviço. O Seu vestido desce até aos pés, e tem em volta do peito o cinto da Justiça divina. Tal é o Seu caráter.

Em seguida são-nos apresentados os Seus atributos ou qualidades: Primeiramente, é o Ancião de dias. A mesma verdade se encontra no capítulo 7 de Daniel. O Filho do homem vem até ao Ancião de dias; mas, um pouco mais à frente, no mesmo capítulo, é o Ancião de dias que vem (v.22). O Filho do homem é Jeová. Isto caracteriza todo o testemunho. Na primeira Epístola a Timóteo 6:14-15, lemos: "Até à aparição de nosso Senhor Jesus Cristo, a qual, a seu tempo, mostrará o Bem­-Aventurado, e único poderoso Senhor, Rei dos reis e Senhor dos Senhores"; mas, quando Cristo aparecer, é Ele que é o Rei dos reis, o Senhor dos senhores (Apocalipse 19: 16). Nesta glória, Ele é revestido dos atributos do Juízo: "Os seus olhos como chama de fogo", o que penetra através de tudo e tudo sonda, mas, além disso, o fogo é sempre o emblema do Julgamento; é, portanto, o caráter do que sonda tudo e tudo põe a nu. "Os pés, semelhantes ao bronze polido" indicam a firmeza do Juízo, que encontra o pecado; porque o bronze representa a Justiça, considerada, não de uma maneira intrínseca em Deus, quando nos aproximamos dEle, mas sim na sua ação para com o homem, como tal responsável. O propiciatório era de ouro; o altar dos holocaustos e a cuba eram de bronze. Mas adiante do tabernáculo estava um altar, isto é, em relação com o pecado, um sacrifício para o homem, embora o fogo estivesse lá; enquanto que aqui temos a ardente fornalha do Julgamento. A Sua voz" com a voz de muitas águas" , tinha o caráter do poder e da majestade.

Temos, em seguida, a supremacia oficial da Sua Pessoa. Tinha na Sua mão direita, no Seu poder, tudo o que era autoridade, subordinada, quanto à luz e à ordem, ao que concerne à Igreja. Tinha o poder do Julgamento pela Palavra, e a autoridade suprema - representada pelo sol - na plenitude do seu mais elevado caráter. Assim, nós O vemos com a Sua glória pessoal, como Jeová; os Seus atributos como Juiz Divino, e a Sua posição oficial suprema. Mas nem por isso Ele deixava de ser o Redentor, Aquele que, na Sua graça, assegura a bênção daqueles que Lhe pertencem. João cai a Seus pés, como morto, tal como acontece sempre na visão profética de Jeová, porque não se trata aqui do Espírito de Adoção. Vemos isto para Daniel (capítulo 10), e para lsaías, em espírito (capítulo 6), mas o poder do Senhor sustém o santo - não o destrói! Põe a Sua mão direita sobre João, declara ser o Primeiro e o último, o próprio Jeová, mas, ao mesmo tempo, Aquele que, no Seu amor, deu a Sua vida e tem poder absoluto sobre a morte e sobre a sepultura; Aquele que livra da morte - e não o que a ela sujeita! Ele ressuscitou! Saiu vitorioso da morte e do sepulcro e deles tem as chaves! Tem pleno poder sobre essas coisas - poder divino, para suster contra elas! Ele, que foi morto e que retomou a vida, e que agora, mesmo como Homem, vive pelos séculos dos séculos, atua assim, não apenas no poder da vida divina num homem, mas sim no poder da vitória alcançada sobre tudo aquilo a que o homem estava sujeito pelo pecado e pela enfermidade.

Tal é a posição que Ele toma respectivamente perante João, Seu servo, e perante as assembléias. Veremos mais à frente que o estado das últimas igrejas põe em evidência outros caracteres que só os olhos da fé descobrem. Mas os que são descritos no primeiro capítulo são aqueles que João tinha visto e que devia transmitir à posteridade.

Quanto aos atos proféticos, ele devia escrever as coisas que eram, isto é, o estado dessas diversas assembléias que, historicamente, representavam os diversos estados da Igreja: é uma História. Depois, tinha também de escrever as coisas que haviam de acontecer depois daquelas, ou seja, quando a história da Igreja fosse concluída sobre a Terra. O conjunto dos elementos que foram a História da Igreja é, pois, para o Espírito, o tempo presente: "As coisas que são". O futuro era o que viria em seguida, os caminhos de Deus para com o mundo. Como objeto de espera imediata, a vinda do Senhor e os acontecimentos proféticos preparatórios ficavam com um período de tempo mais ou menos indefinido; se havia demora - e devia havê-la - se havia uma espera mais ou menos prolongada, ela permanecia sempre uma espera presente.

Podemos notar que Cristo aparece aqui na Sua glória pessoal, ao mesmo tempo que vemos a Sua posição relativamente às assembléias. Não nos é pessoalmente revelado como Filho do homem, quer dizer, como tomando o lugar de Filho do homem; vemos somente Aquele que é o Ancião de dias, de maneira a podermos compreender que é Ele que era o Filho do homem. Mais à frente veremos que não reveste o Seu caráter pessoal intrínseco, mas sim um caráter ou uma posição relativos. Todavia, quando a narrativa das coisas futuras é introduzida, temos algo de análogo ao que nos é apresentado aqui.

Em relação com o mundo, Ele é visto como sendo o Cordeiro, Aquele que o mundo rejeitou, mas que tem sobre o mundo um direito de redenção. É ali representado com sete chifres e sete olhos, isto é, com o Seu poder sobre o mundo, tal como aqui O vemos Filho do homem, com sete estrelas na mão direita. São estas as coisas que João viu.

O Apocalipse é um livro muito difícil. Contudo, há muitos motivos para que este livro da revelação seja lido e não desprezado:

1 É a revelação de "Jesus Cristo", nosso querido Salvador.
2 A revelação foi feita a Seus servos. O apóstolo João, exilado na ilha de Patmos, teve a felicidade de ser um deles.
3 A revelação nos fala não de um futuro distante e incerto, mas de coisas que devem acontecer em breve.

4 Por fim, não devemos nunca nos esquecer de que a leitura séria de qualquer porção das Escrituras já é suficiente para conferir uma bênção à nossa alma (Apocalipse 1:3), por se tratar da Palavra de Deus. Não se pede que a entendamos completamente, mas que a guardemos (Lucas 11 :28).

 

Deus, o Juiz de Todos