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Estudos sobre o Apocalipse (8, 9, 10 e 11)
Estudos sobre o Apocalipse (8, 9, 10 e 11)

Estudos sobre o Apocalipse

 

CAPÍTULO 8

De novo o interesse de Deus pelos santos, ativamente manifestado pela intercessão eficaz do grande Sumo Sacerdote, traz Julgamentos sobre o mundo. Para Os que estavam sob o altar não havia nenhuma intercessão; estavam consumados, tendo sido rejeitados e mortos, como Cristo. Mas há sobre a Terra santos que ainda têm necessidade dessa intercessão, para que o seu grito, na sua enfermidade, seja ouvido e atendido. O fumo do incenso sobre até Deus com as orações dos santos. O grande Mediador toma do fogo do altar, põe-no no incensário e lança-o sobre a Terra. A resposta à intercessão são Julgamentos; os sinais do poder de Deus manifestam-se e segue-se uma inversão da ordem de coisas sobre a Terra: Há vozes, trovões, relâmpagos, como quando o Trono é erigido, e, além disso, terremotos.

Ao sinal dado do alto, respondem Julgamentos de natureza especial. Caem sobre o mundo romano — a terça parte da Terra (ver capítulo 12:4). Em primeiro lugar, é um Julgamento vindo do Céu: saraiva e fogo misturado com sangue, indicando assim a violência do Julgamento, para a destruição dos homens. O seu efeito consiste na destruição dos que são elevados em dignidade no mundo romano, bem como de toda a prosperidade geral. Em seguida, um grande poder, como Julgamento de Deus, é lançado na massa de povos (penso que se trata ainda do mundo romano). Daí resulta a destruição dos homens, e, no mesmo âmbito, de tudo aquilo que serve para a sua subsistência e pertence ao seu comércio. Depois disso, um personagem que deveria ter sido uma forte especial de luz e de ordem na esfera do governo, cai do lugar que ocupa e corrompe as fontes morais dos motivos e dos sentimentos populares, isto é, o que governa e dirige os homens de maneira a caracterizá-los. Essas fontes morais tornam-se amargas, e muitos morrem por causa desse amargor. A última dessas quatro pragas cai sobre os governantes mais poderosos e destrói a sua ação nas suas respectivas esferas. Tudo isto tem lugar nos limites do mundo romano. Os julgamentos gerais terminam assim, subvertendo mundo romano e trazendo a calamidade e a confusão aonde se encontra o poder do mal contra os santos.

Em seguida são anunciadas as calamidades que devem abater-se especialmente sobre os habitantes da Terra, que ali têm estabelecido a sua residência, em contraste com a chamada celestial, que não foram nem despertados nem comovidos pelos Juízos com que a Terra foi atingida e que, a despeito de tudo, a ela se ligaram como a um lugar permanente. Infelizes, três vezes infelizes! A expressão: “os que habitam sobre a terra” já foi empregada na promessa feita a Filadélfia, e na súplica das almas que estão sob o altar, porque o caráter, quer de Filadélfia, quer dos mártires, está em contraste com “os que habitam sobre a Terra”. Depois de tudo o que Deus acaba de realizar, eles formam uma classe distinta, manifestada e designada como tal no que se passa sobre a Terra. É contra essa classe incrédula e perversa que são dirigidos agora os Julgamentos terrestres de Deus: O primeiro, contra os Judeus; o segundo, contra os habitantes do mundo romano; o terceiro, universal.

 

CAPÍTULO 9

O quinto anjo toca a sua trombeta e alguém que, pela sua posição, deveria ter sido um instrumento para difundir a luz e manter a ordem governamental sobre Terra, é visto como que caído do seu lugar, e é-lhe dado o poder de desencadear toda a tenebrosa influência de Satanás. Abre o poço do abismo — o lugar onde o mal está encerrado e acorrentado, e não aquele onde ele é punido, isto é, o lago de fogo. A suprema autoridade e toda a luz celeste sobre a Terra, assim como a influência salutar da ordem, são obscurecidas e terminam, como conseqüência da funesta influência satânica que se expande livremente. E isto não é tudo: Dessa má influência saem numerosos e diretos instrumentos do poder satânico. Multidões de gafanhotos morais, com o aguilhão de falsas doutrinas nas suas caudas. Não para destruir a prosperidade temporal sobre a Terra, mas sim para atormentar os Judeus ímpios; não para os matar, mas para os atormentar e torturar. Esse mal deve continuar durante cinco meses, porque ainda não é Juízo final. O tormento assim infligido é pior do que a morte — é o sofrimento e a angústia do coração. Esses gafanhotos apresentam a imagem de um poder militar imperial: São coroados, e, para quem os vê de frete, oferecem uma aparência de energia masculina; mas quando se vêem detrás, e o segredo do que eles são, na realidade, é descoberto, mostram-se fracos e em sujeição. Estão armados e cobertos pela couraça de uma consciência endurecida; estão sob as ordens de Satanás e dos instrumentos diretos do seu poder. O anjo do abismo, que rege as profundezas das astúcias de Satanás, conduze-os como governador do poder das trevas. Nós somos demasiado incrédulos relativamente à influência direta de Satanás para obscurecer os espíritos dos homens quando isso lhe é permitido, quando os homens são abandonados à sua obcecante influência. Cruéis tormentos, que não lhes deixam nenhum repouso, tormentos piores do que a morte, e a cegueira do espírito, tornam-se a porção daqueles que outrora constituíam o povo amado de Deus. Um ai passou.

O sexto anjo toca a sua trombeta. A calamidade que se segue é muito mais caracterizada pela ação do homem, e é mais providencial. É dirigida contra os habitantes do império latino. Os instrumentos desse Julgamento são desencadeados de além do Eufrates — uma multidão inumerável de cavaleiros. Mas não é tudo! As consciências (as couraças) e as suas palavras (a sua boca) estão sob o poder de Satanás, em Juízo da parte de Deus. Esta vez os homens são feridos de morte. A boca desses instrumentos do Julgamento exala o poder de Satanás, e a sua influência doutrinal é satânica; é por isso que eles praticam o mal.

Não creio que a morte aqui seja apenas física (embora possa sê-lo); suponho que signifique antes o tornarem-se apóstatas. Todavia, os restantes homens, que não estão assim caídos, não se arrependem da sua idolatria nem das suas más obras.

 

CAPÍTULO 10

Tais são as pragas preliminares que caem sobre o conjunto dos Judeus e dos Gentios cristianizados, mas não é ainda o antagonismo direto do poder do mal contra Deus. Isso é o que vai agora ser desenvolvido, mas em primeiro lugar, no pequeno livro aberto, vamos ver esta frase posta no seu lugar, na história geral: O livro é visto aberto, como sendo uma parte da profecia bem conhecida e conduzida diretamente até ao fim sobre um terreno bem conhecido; não são os caminhos de Deus não revelados e ainda menos manifestados, preparando a saída final; Cristo desce e afirma o Seu direito sobre todas as coisas neste mundo: Coloca o pé direito sobre o mar e o esquerdo sobre a terra e faz ouvir a voz da Sua força à qual responde a voz do Todo-Poderoso, mas as revelações desta voz são seladas! Então Cristo jura por Aquele que vive pelos séculos dos séculos que não haveria mais demora. Todas as coisas tendem para o resultado final…

Ao som da sétima trombeta, o mistério de Deus deve terminar; o Seu poder intervirá diretamente. O profeta deve, pois, recomeçar a profetizar a muitos povos, e nações, e línguas, e reis.

 

CAPÍTULO 11

Somos transportados aqui, abruptamente, ao centro dos temas proféticos: Jerusalém, o templo, o altar e os adoradores. Estes — os que adoram interiormente, no segredo de Deus — assim como o altar são reconhecidos e aceites por Deus. A profissão geral do Judaísmo é rejeitada e já não é reconhecida. É abandonada para ser calçada aos pés pelos Gentios durante a meia semana de sofrimento. Os que ocupam o lugar de sacerdotes, os verdadeiros adoradores segundo o pensamento de Deus, estão lá e são reconhecidos. Deus dá também um testemunho completo — duas testemunhas — o que era requerido pela lei; estes continuam a prestar testemunho, dia após dia, durante toda a meia semana. Estas testemunhas estão em grande sofrimento e opróbrio, mas revestidas de poder, tal como Elias e Moisés, quando o povo estava em apostasia e no cativeiro. Não é ainda o restabelecimento de Israel, com a realeza e o sacerdócio; isso terá lugar mais tarde, quando for cumprido o que vemos em Zacarias (cap. 4), isto é, o castiçal com as duas oliveiras. Mas é um testemunho suficiente, demonstrando o que há de acontecer. Ninguém pode tocar nessas testemunhas enquanto durar meia semana da sua profecia; a sua palavra leva a morte aos seus inimigos! Temos no Remanescente o sacerdócio e a profecia, mas não a realeza, escusado seria dizê-lo; mas temos, praticamente, um testemunho à realeza. O sofrimento mostra que ela está ausente, todavia, ninguém pode tocar nas testemunhas, até que o seu tempo se cumpra. Nisto, elas são semelhantes a Cristo, semelhantes a Ele na Sua humilhação no meio de Israel; somente Ele não mata os Seus inimigos. O fato é assinalado nos Salmos, como sendo a porção do Remanescente. O estado das testemunhas é caracterizado por uma total humilhação e pela resposta perfeita de Deus à sua palavra profética. Mas, ao terminarem o seu testemunho, as coisas mudam de figura: Têm de se haver com a Besta que sobe do abismo! Permanecem diante do Senhor da Terra; não são pregadores de um Evangelho celeste, mas sim testemunhas do direito que Deus tem sobre a Terra e, em relação com ela, do Seu amor pelo Seu povo. Prestam testemunho aos direitos de Deus, quando os Gentios inimigos estão de posse da terra. Quando vem a sua hora, a Besta mata-os, e os seus corpos são deixados na praça da cidade. As nações impedem que sejam sepultados. O que habitam na Terra, que querem tê-la para si e nela encontrar os seus prazeres, estão alegres, porque as testemunhas do Senhor da Terra os atormentavam. Mas, após três dias e meio, vivificadas pelo Espírito de Deus, sobem ao Céu numa nuvem, não em segredo, como sucedeu com Cristo, mas bem à vista dos seus inimigos! Ao mesmo tempo, a décima parte da grande cidade do mundo cai devido ao terremoto que tem lugar na Terra, e resto dos homens, aterrorizados, dão glória a Deus! Deus atuava já como o Deus da Terra. Passou o segundo ai.

Esperamos assim o fim da meia semana indicada; a sétima trombeta ia em breve tocar para terminar o mistério de Deus. A trombeta toca, e grandes vozes no Céu declaram que o reino terrestre do seu Senhor (Jeová) e do Seu Ungido (Cristo) é vindo, e isto representa a maior desgraça e é tema do mais profundo terror para os que habitam a Terra. O mal, provindo de Satanás, tinha caído especialmente sobre os Judeus; o que era causado pelo homens tinha atingido sobretudo os que habitam no império latino; a última calamidade procede diretamente de Deus, quando as nações se têm irritado, a ira de Deus é vinda, e é chegado o momento de uma remuneração completa e da libertação final.

Encontramos de novo os anciãos anunciando os motivos dos louvores e das ações de graças. Vozes no Céu proclamam o fato do reino de Jeová e do Seu Ungido de harmonia com o Salmo 2, e anunciam que Ele (porque como sempre, João reúne Um e Outro num mesmo pensamento) reinará pelos séculos dos séculos — e assim será. Mas o reino terrestre e o reino eterno são ambos celebrados. Somente, no reino eterno, são omitidas a distinção do reino do mundo e da subordinação de Cristo (do Seu Cristo). Nas ações de graças dos anciãos, o Senhor, Deus, Todo-Poderoso (Jeová, Elohim, Shaddai) é celebrado como o Grande Rei que toma para Si o Seu poder e o Seu reino, porque é o reino de Deus. O que eles dizem compreende duas partes: As nações irritam-se, e isso traz consigo o tempo da ira de Deus, e o dos mortos, para serem julgados. É a primeira parte — a ira do homem e o Juízo de Deus. Em seguida, Ele dá a recompensa aos profetas, aos santos e a todos os que temem o Seu Nome, e põe longe da Terra os que a corrompiam — é a bênção! A primeira parte é geral — é o tempo da ira e do Juízo; a segunda parte e a recompensa e a libertação dos santos sobre a Terra. Isto termina por completo a história geral simbólica. A última trombeta soou e o mistério de Deus terminou.

No que se segue (cap. 12 e seguintes), temos os pormenores: A Besta e a relação da Igreja e dos Judeus com ela; Babilônia, e, em seguida, as bodas do Cordeiro; o Julgamento da Besta e do falso profeta; Satanás amarrado; as duas ressurreições e o Juízo Final, vindo depois a descrição da cidade celestial. Mas esta profecia começa (v. 19), quanto aos caminhos proféticos relativos à Terra, por uma alusão especial aos Judeus. É aberto no Céu o templo de Deus, e a arca da Sua aliança, referente a Israel, é vista ali. Mas é o Julgamento o que a caracteriza agora — Juízos de todas as espécies, vindos uns do Alto e outros produzidos aqui, na Terra, calamidades e subversões(1).

1) Quando o Trono é estabelecido para o Julgamento (cap. 4), é caracterizado unicamente pelo que procede diretamente de Deus. Não há ali nada do que encontramos aqui — tremores de terra e saraiva.