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PROFECIA: OS TEMPOS FINAIS (PARTE 3)
PROFECIA: OS TEMPOS FINAIS (PARTE 3)

PROFECIA:
OS TEMPOS FINAIS 3

 

QUEM É A ASSÍRIA?

"Ai da Assíria, cetro da minha ira! A vara em sua mão é o instrumento do meu furor. Envio-a contra uma nação ímpia e contra o povo da minha indignação lhe dou ordens ... Por isso, acontecerá que, havendo o Senhor acabado toda a sua obra no monte Sião e em Jerusalém, então, castigará a arrogância do coração do rei da Assíria e a desmedida altivez dos seus olhos... Porque uma destruição, e essa já determinada, o Senhor, o SENHOR dos Exércitos, a executará no meio de toda esta terra" (Is 10:5-6,12,22-23).

Quem é, especificamente, esse desolador, a vara de disciplina na mão de Deus, apontado na profecia como o executor do juízo divino sobre os judeus decaídos e ímpios?

Isaías 10 nos dá a resposta.

No passado tratava-se do império assírio, aquele que precedeu o império babilônio. Isaías viveu na Palestina e atuou entre os anos 760 a 700 a.C. aproximadamente. Foi ele quem anunciou o juízo a Israel, especialmente às dez tribos do Reino do Norte, cuja capital era Samaria, em decorrência dos muitos pecados que o povo havia cometido contra Deus. Tal como profetizou, assim aconteceu: a Assíria invadiu o Reino do Norte e, depois de um cerco de 3 anos, em 722 ou 721 a.C., levou os moradores das dez tribos para o cativeiro, de onde nunca mais voltaram (veja 2 Rs 17).

Mas as profecias que dizem respeito aos assírios se cumpriram apenas em parte, isto porque Deus, na sua grande misericórdia, acabou poupando as duas tribos do Reino do Sul dos golpes mais extremos do juízo. Nos tempos finais, porém, essas profecias serão cabalmente cumpridas.

Se pesquisarmos nos diversos livros proféticos que anunciam o juízo sobre o povo terreno de Deus para verificar quem será- o grande inimigo de Israel nos tempos finais, chegaremos à seguinte conclusão: nos profetas que se manifestaram antes do último cerco de Jerusalém, em 588 a.C. (também chamados "Ammi-Profetas", que quer dizer: "Profetas-do-meu-povo "), esse adversário se chama Assíria; nos profetas que profetizaram durante o cativeiro até o tempo das nações (chamados "Lo­-Ammi-Profetas", que significa:

"Profetas do não-meu-povo" ­Os 2:23), o adversário se chama principalmente de "rei do Norte" (Dn 11:10-45), e em Ezequiel ele é o "rei do Extremo Norte" (Ez 38 e 39). Dai fica claro que, do ponto de vista profético, o "assírio" dos "ammi-profetas" equivale aos dois reis, do "Norte" e do "Extremo Norte", apontados pelos "Lo-Ammi­-Profetas". Aliás, em Joel 2:20, a própria Assíria é mencionada como sendo o "exército que vem do Norte".

Ainda que o "rei do Norte" e o "rei do Extremo Norte" sejam dois poderes distintos, ambos, no entanto, levam as características da Assíria, este antigo inimigo do povo de Israel.

O território que o império assírio ocupava naquele tempo compreende a área onde hoje estão a Síria, o Iraque, a Jordânia, o Líbano e partes da Turquia e do Irã. Sua capital, Nínive, ficava ao norte do atual Iraque, não distante da cidade de Mossul.

Depois dessa excursão que acabamos de fazer pela Assíria, ainda nos encontramos no período da grande tribulação. Porém, quando o rei do Norte invadir a Palestina, também esse período se estará aproximando de seu término. Eu pessoalmente acredito que o cerco do rei do Norte durará 5 meses. Em Apocalipse 9:1-11, essa invasão é-nos descrita, e do versículo 4 consta que o alvo desses juízos serão as pessoas que não têm na testa o selo de Deus - descrição que corresponde aos judeus ímpios. Nessa passagem encontramos também datas. O texto diz que serão atormentados durante cinco meses (v. 5). Isso

significa, portanto, que nessa ocasião já transcorreram pouco mais de três anos da grande tribulação e que os grandes e derradeiros acontecimentos dos tempos finais estão prestes a começar.

Agora vamos considerar mais de perto a invasão do "rei do Norte", para isso devemos abrir a Bíblia em Daniel 11:40-45:

 

O REI DO NORTE

"E, no fim do tempo, o rei do Sul lutará com ele, e o rei do Norte o acometerá com carros, e com cavaleiros, e com muitos navios; e entrará nas terras, e as inundará, e passará. E entrará também na terra gloriosa, e muitos países serão derribados, mas escaparão das suas mãos estes: Edom, e Moabe, e as primícias dos filhos de Amom. E estenderá a sua mão às terras, e a terra do Egito não escapará. E apoderar-se-á dos tesouros de ouro e de prata e de todas as coisas desejáveis do Egito; e os líbios e os etíopes o seguirão.

Mas os rumores do Oriente e do Norte o espantarão; e sairá com grande furor, para destruir e extirpar a muitos. E armará as tendas do seu palácio entre o mar grande e o monte santo e glorioso; mas virá ao seu fim, e não haverá quem o socorra." (Dn 11:40-45 - E.R.c.).

A primeira coisa que temos nesta passagem é um um conflito entre o rei do Sul (o Egito) e "ele", ou seja, o anticristo, que é descrito em versículos anteriores ao nosso trecho (Dn 11:36-39). Logo depois, entretanto, ou até mesmo simultaneamente, o "rei do Norte" (que bem pode ser a Síria, provavelmente em aliança com outros estados árabes!) intervirá nesse conflito, aliás, com ataque muito violento, comparado a "águas fortes e impetuosas que transbordarão pelas ribanceiras" (veja Is 8:7-8; 10:22; 28:17; Dn 9:27), e derribará tudo. Será um ataque tanto por terra quanto por mar. A torrente não inundará somente a Palestina, referida aqui como "terra gloriosa", mas também penetrará outras terras. Vimos, portanto, que o rei do Norte desempenhará um papel dominante nessas últimas batalhas.

1. É bastante notável que no tempo presente o ódio que há entre Sitia e lraque é quase mortal. Justamente por essa razão a Sitia, na recente Guerra do Golfo, lutou contra o lraque alinhada com os aliados ocidentais. Já há vários anos a Sitia vem aplicando táticas que visam a promovê­-Ia a uma posição de vanguarda entre os povos árabes.

Contudo, três países conseguirão esquivar-se da fúria expansiva do rei do Norte: Edom, Moabe, e parte de Amom. Esses três situavam-se no território onde hoje temos a Jordânia. Será nessa região que Deus há de preservar o remanescente do declínio iminente? Outra possibilidade é que Edom seja um nome profético atribuído à Arábia Saudita; mas não gostaríamos de especular a esse respeito.

Depois que o rei do Norte tiver invadido a Palestina, arrasando-a completamente, ele continuará sua marcha e subjugará o Egito. Nessa marcha de conquistas, o rei do Norte contará com o apoio da Líbia e da Etiópia, dois países do noroeste da África. Porém, em meio às conquistas lhe chegarão notícias do Oriente e do Norte, e ele ficará muito atemorizado.

Antes de averiguarmos que notícias são essas, vamos terminar, ao menos por enquanto, a consideração do trecho de Daniel 11: o rei do Norte interrompe sua marcha vitoriosa no Egito e, furioso, bate em retirada com o propósito de aniquilar e exterminar a muitos. Contudo, antes de passar para o próximo ataque, arma as "tendas do seu palácio" (uma espécie de quartel-general) entre o mar grande (o mar Mediterrâneo) e o monte santo e glorioso (sobre o qual está edificada Jerusalém). Ele não vai se acampar longe de Jerusalém, certamente com a intenção de atacá-Ia de novo. Tendo-a tomado apenas em parte na ocasião anterior (compare com Zacarias 14:2), dessa vez quer destruí-Ia definitivamente. Mas, de repente, ele chegará ao seu fim, e não haverá quem possa socorrê-Io.

A nossa próxima etapa é considerar com brevidade o "príncipe que há de vir", a respeito de quem lemos em DanieI 9:26, e João chama de "a besta", em Apocalipse 13:18.

 

A BESTA (OU UMA CONFEDERAÇÃO EUROPÉIA)

"E eu pus-me sobre a areia do mar e vi subir do mar uma besta que tinha sete cabeças e dez chifres, e, sobre os chifres, dez diademas, e, sobre as cabeças, um nome de blasfêmia. E a besta que vi era semelhante ao leopardo, e os seus pés, como os de urso, e a sua boca, como a de leão; e o dragão deu-lhe o seu poder, e o seu trono, e grande poderio. E vi uma de suas cabeças como ferida de morte, e a sua chaga mortal foi curada; e toda a terra se maravilhou após a besta. E adoraram o dragão que deu à besta o seu poder; e adoraram a besta, dizendo: Quem é semelhante à besta? Quem poderá batalhar contra ela? E foi-lhe dada uma boca para proferir grandes coisas e blasfêmias; e deu-se-Ihe poder para continuar por quarenta e dois meses. E abriu a boca em blasfêmias contra Deus, para blasfemar do seu nome, e do seu tabernáculo, e dos que habitam no céu. E foi-lhe permitido fazer guerra aos santos e vencê-Ios; e deu-se­lhe poder sobre toda tribo, e língua, e nação. E adoraram-­na todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo." (Ap 13:1-8).

João está na praia e vê uma besta emergindo do mar. Na Palavra de Deus, o mar é uma representação dos povos em sua agitação (verifique SI 65:7; ls 17: 12-13; Ez 26:3; Lc 21 :25-26; Ap 17:15). Apocalipse 11:7 diz que essa besta sobe do abismo: sua procedência é satânica.

A besta tem dez chifres, o que prefigura dez reis. Na etapa derradeira, esses dez reis receberão poder juntamente com a besta (Ap 17:12-14). Por trás disso está Satanás, aqui denominado dragão, que confere enorme poder à besta. Além disso, a besta tem sete cabeças, o que indica uma inteligência extraordinária. Esse poderoso soberano aplicará suas capacidades intelectuais e poderes satânicos, antes de tudo, para blasfemar de Deus e para induzir muita gente à apostasia. Aliás, ele as obrigará a isso valendo-se de violência e brutalidade.

A besta reúne em si as características de três animais: é semelhante ao leopardo, tem pés como os de urso e boca como a de leão. É bem provável que haja alguma ligação entre esses símbolos e os quatro animais que Daniel viu e descreveu em Dn 7. Nesse capítulo, os quatro animais prefiguravam quatro Impérios mundiais que se sucederiam: o babilônio, o medo-persa, o grego e o Império Romano. Na descrição do último animal, Daniel não menciona as cabeças, mas os dez chifres.

João viu que uma das cabeças foi acometida de uma ferida mortal, que todavia curou-se para admiração de toda a humani­dade. Essa cura tem por conseqüência o fato de grandes multidões se tomarem adora­dores do dragão e da besta.

A besta não representa apenas um determinado reino, mas, principalmente, a pessoa que detém o seu poder. Trata-se do regente de um território que corresponde aproximadamente à região outrora ocupada pelo Império Romano ocidental. Que seria isso, senão uma "Confede­ração Européia", constituída em sua fase derradeira por dez zonas de domínio diferentes2.

2. Não duvido de que a Comunidade Européia atual seja precursora dessa "Confederação Européia". Seria precipitado afirmar que países precisamente a integrarão, e qual o seu contorno geográfico - embora saibamos que suas fronteiras de certa forma corresponderão ao antigo Império Romano Ocidental. Daniel 11 também deixa claro que ao menos a Síria e o Egito não serão seus integrantes. Esse reino receberá o legado espiritual e intelectual do antigo Império Romano. De Apocalipse 17:9, sabemos que as "sete cabeças" fazem referência à cidade dos sete montes, Roma, e correspondem à capital do Império Romano.

A besta é permitido operar livremente durante quarenta e· dois meses. Observe que temos aqui, outra vez, a duração da grande tribulação. Durante esse período, a besta fará guerra contra os santos. Nesse tempo, muitos aos que permanecerem fiéis a Deus pagarão com a vida por isso. Deus permite à besta vencer muitos dos santos, isto é, matá-Ios. Mas esses santos ressuscitarão no início do reino milenar (Ap 20:4 - mais adiante ainda trataremos disso).

O bloco europeu, que concentra cerca de 40% do comércio global, já é sem dúvida a maior potência econômica do mundo. Creio podermos dizer que também tem o mais significativo peso político.

No entanto, veremos que esse reino tão poderoso, uma vez constituído3, por fim se levantará contra Deus, sim, até mesmo batalhará contra o próprio Senhor Jesus.

Esse é justamente o tema do Salmo 2. Até valeria a pena lê-Io agora. É extraordinariamente vivo, sobretudo quando atentamos para os diferentes inter1ocutores ou grupos nele descritos.

Vv 1-2: O salmista inicia o salmo com as palavras: "Por que se enfurecem os gentios e os povos imaginam coisas vãs? Os reis da terra se levantam e os príncipes conspiram contra o SENHOR e contra o seu Ungido".

Vv 3: Em seguida o salmista menciona o que dizem esses conspiradores: "Rompamos os seus laços, e sacudamos de nós as suas algemas".

Vv 4-5: O salmista também descreve a reação de Deus: "Ri­-se aquele que habita nos céus; o Senhor zomba deles. Na sua ira, a seu tempo, lhes há de falar, e no seu furor os confundirá".

Vv 6: Agora é Deus mesmo quem fala de seu decreto com respeito ao Messias: "Eu, porém, constituí o meu Rei sobre o meu santo monte de Sião".

Vv 7-9: Chega a vez de o Messias falar, e ele discorre a respeito do que Deus lhe disse: "Proclamarei o decreto do SENHOR: Ele me disse: Tu és meu filho, eu hoje te gerei. Pede-me, e eu te darei as nações por herança e as extremidades da terra por tua possessão. Com vara de ferro as regerás e as despedaçarás como um vaso de oleiro".

Vv 10-12: Por fim o salmista conclama os reis a sujeitarem-se voluntariamente ao domínio de Cristo: "Agora pois, ó reis, sede prudentes; deixai-vos advertir, juízes da terra. Servi ao SENHOR com temor e alegrai-vos nele com tremor. Beijai o Filho para que se não irrite, e não pereçais no caminho; porque dentro em pouco se lhe inflamará a ira. Bem-aventurados todos os que nele se refugiam"

 

A BATALHA NO ARMADOM.

"E o sexto anjo derramou a sua taça sobre o grande rio Eufrates; e a sua água secou­-se, para que se preparasse o caminho dos reis do Oriente. E da boca do dragão, e da boca da besta, e da boca do falso profeta vi saírem três espíritos imundos, semelhantes a rãs, porque são espíritos de demônios, que fazem prodígios; os quais vão ao encontro dos reis de todo o mundo para os congregar para a batalha, naquele grande Dia do Deus Todo-poderoso.

(Eis que venho como ladrão. Bem-aventurado aquele que vigia e guarda as suas vestes, para que não ande nu, e não se vejam as suas vergonhas.) E os congregaram no lugar que em hebreu se chama Armagedom" (Ap 16:12-16).

Quando o sexto anjo derrama a sua taça da cólera de Deus, já estamos quase no fim da época da grande tribulação. Já terão passado todos os juízos dos selos, ocorridos nos primeiros 3 1/2 anos, como também os juízos das trombetas, que terminaram no transcorrer dos últimos 3 1/2 anos. O derramamento das taças de ira acontecerá imediatamente antes da vinda de Cristo.

Por ocasião desse novo juízo de Deus mediante o derramamento da sexta e penúltima taça de cólera, ocorrerá uma concentração inaudita de tropas em Armagedom. Armagedom é o outro nome da região montanhosa de Megido, que fica a sudeste da planície de Jezreel; essa planície se estende da região montanhosa da Galiléia e Samaria até o mar Mediterrâneo. O lugar junto à cidade de Megido é um conhecido campo de batalhas, e muitos reis do Antigo Testamento encontraram sua morte ali (veja Jz 4:5,19; 6:33; 7:1; 1 Sm 31:1-7; 2 Rs 9:27; 23:29). Nos dias de Salomão, Megido era uma das mais importantes bases estratégicas (1 Rs 9:15-19).

A sexta taça é derramada sobre o Eufrates, isso o faz secar­-se e liberar o caminho para que os reis procedentes do lado do nascimento do sol passem e invadam a terra palestina. O rio Eufrates é formado por dois rios mananciais na região onde hoje é a Turquia, depois atravessa a Síria e o Iraque para unir-se ao rio Tigre; a partir daí, passa a chamar-se Shatt el-Arab, que finalmente desemboca no Golfo Pérsico, não muito distante da cidade de Abadã.

O fato de esses reis vindos do oriente não serem mencionados pelo nome dificulta qualquer explicação a respeito. Quem se der ao trabalho de ler comentários bíblicos que se referem a este assunto verificará que as interpretações divergem. Por esta razão, deixaremos em aberto a questão de se aqui se trata de outros povos árabes ou mesmo de outros povos que habitam em regiões mais orientais. Em todo o caso, uma coisa está clara: no juízo da sexta taça, trata-se de mais um deslocamento de tropas rumo a Israel.

Nos versículos 13-16 lemos como a besta (o dirigente da "Confederação Européia") e o falso profeta (o anticristo), que estão sob a influência do dragão, reagem a esse deslocamento de tropas. João vê como da boca do dragão, da boca da besta e da boca do falso profeta saem três espíritos imundos, semelhantes a rãs. Esses espíritos são espíritos de demônios, que fazem prodígios (como na 2ª praga sobre o Egito, em Êx 8:1-7) e conclamam os reis de todo o mundo a reunir-se em Armagedom. Esta é a ocasião em que se manifesta toda a eficácia dessa tri-unidade do mal.

Quem são, pois, os reis de todo o mundo? A expressão "de todo o mundo" reza literalmente: "de todo o mundo habitado". É uma expressão que também encontramos em Lucas 2:1 referindo-se a todos os habitantes do Império Romano de então. Isso leva a concluir que, ao tratar desses reis, podemos considerar os dez dirigentes do Império Romano ressurgido (que é a "Confederação Européia" - Ap 17:12-14).

O versículo 15 estabelece nitidamente uma ligação temporária entre essa guerra no Armagedom e a aparição de Cristo (ou, o "Dia do Senhor" ­1 Ts 5:2; Ap 3:3). Bem-aven­turados são os que aguardam a vinda de Cristo e que forem encontrados vigilantes. Uma comparação com Apocalipse 19:19-20 mostra que Armage­dom é o lugar onde as forças bélicas européias por fim serão vencidas e destruídas por Cristo. Este é o tema ao qual dedica­remos o próximo fascículo.

 

O SÁBADO

O termo sábado deriva de um verbo hebraico que significa descansar ou cessar toda atividade. O sábado ou "o dia do repouso" é a referência ao descanso de Deus que seguiu à criação. "Foram acabados os céus e a terra... E, havendo Deus terminado no dia sétimo a sua obra, que fizera, descansou nesse dia de toda a sua obra que tinha feito" (Gênesis 2:1-2).

O sábado não é, portanto, um sinal meramente judaico. Só mais tarde Deus ordenou o sábado como sinal da aliança eterna entre ele e seu povo:

"Também lhes dei os meus sábados, para servirem de sinal entre mim e eles, para que soubessem que eu sou o SENHOR que os santifica" (Ezequiel 20:12).

É interessante ler três passagens no livro de Êxodo que falam do dia do repouso ou sábado. Esse dia é sempre mencionado em relação às grandes intervenções de Deus com respeito ao seu povo.

1. O dom do maná no deserto é a expressão da graça do Deus fiel que se preocupa com seu povo: "Amanhã é repouso, o santo sábado do SENHOR. .. Assim, descansou o povo no sétimo dia".

2. O dom da lei é a expressão das exigências de Deus, as quais o homem é incapaz de cumprir. a quarto mandamento declara: "Lembra-te do dia de sábado, para o santificar. Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR ... 0 sétimo dia, descansou; por isso, o SENHOR abençoou o dia de sábado e o santificou" (Êxodo 20:8-11).

3. O dom de recursos para a edificação do tabernáculo é a expressão do desejo de Deus de habitar entre o seu povo:

"Certamente, guardareis os meus sábados ... a sétimo dia vos será santo, o sábado do repouso solene ao SENHOR" (Êxodo 31:12-­17; 35:1-2).

Desse modo, quer trate da graça de Deus ou da incapacidade do homem de obedecer a Deus, ou mesmo do desejo de Deus de habitar entre os homens, o sábado é mencionado como sinal do propósito divino de introduzir o homem em seu repouso.

Está claro que o sábado pertence à primeira criação. Está escrito que quando Deus terminou sua obra, descansou no sétimo dia (Hebreus 4:4). Contudo, esse repouso foi de curta duração. A criação foi arruinada, degradada por causa da transgressão do homem, o primeiro Adão. Como Deus, desde então, pôde descansar em meio de um ambiente caracterizado pelo pecado, pela miséria e pela morte? Deus ainda trabalha a fim de fazer o homem feliz, introduzindo-o em seu descanso. Isto é o que o Senhor Jesus declarou depois de curar um enfermo no dia do repouso:

"Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também" (João 5:17).

Assim é como o Senhor continua trabalhando, curando e livrando; e isso freqüentem ente no dia do repouso. Não é ele, o Filho do homem, "senhor também do sábado"? Ele podia dispor desse dia como achasse conveniente (Marcos 2:28). Foi de lugar em lugar fazendo o bem, até que chegou o dia da grande obra da salvação do homem. Morreu na cruz e, significativamente, passou o dia do repouso na sepultura. Ressuscitou no dia seguinte. Um novo dia resplandeceu, o de uma nova criação, o da entrada no período da graça, o primeiro dia da semana. A primeira criação - e com ela, a lei e o dia do repouso - acabou-se com a morte de Cristo. Por isso, o dia do repouso não tem mais razão de ser. É um erro, uma injustiça, forçar um filho de Deus a guardar o sábado nos dias de hoje. Uma nova criação, a criação de Deus, da qual Cristo é o princípio (Apocalipse 3: 14), surgiu depois de sua ressurreição. Assim, pois, é outro o dia que o crente é chamado a respeitar: o primeiro dia da semana (não o último), o dia do Senhor. As Escrituras falam freqüentem ente do dia do repouso, mas raramente do domingo. Contudo, este dia é mencionado uma vez pelo menos nas quatro partes que constituem o Novo Testamento, o que faz ressaltar ainda mais sua importância.

1. Nos evangelhos: "No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao sepulcro de madrugada, sendo ainda escuro" (João 20:1).

2. No livro de Atos: “No primeiro dia da semana, estando nós reunidos com o fim de partir o pão" (Atos 20:7).

3. Nas epístolas: "No primeiro dia da semana, cada um de vós ponha de parte, em casa, conforme a sua prosperidade" (1 Coríntios 16:2).

4. No Apocalipse: "Achei- me em espírito, no dia do Senhor" - o Dies Domini ­(Apocalipse 1:10). Desta expressão latina veio a palavra atual domingo.

Hebreus 4.9 atrai-nos a atenção. Diz: "Portanto, resta um repouso para o povo de Deus". Deus descansou depois das obras da criação, mas este descanso, por causa do pecado do homem, não durou muito tempo. Josué introduziu os filhos de Israel em Canaã, mas, por causa de sua infidelidade, não conheceram o verdadeiro descanso. Resta, portanto, um descanso sabático, não um novo sábado, mas, sim, segundo o texto original, um sabatismo, a saber, um descanso que permanece, que ninguém poderá perturbar. Esse descanso será desfrutado sobre a Terra pelo povo de Israel nos dias do milênio. "Naquele dia, recorrerão as nações à raiz de Jessé que está posta por estandarte dos povos; a glória lhe será a morada", disse o profeta Isaías (11:10). No céu, Ele mesmo será a porção da Igreja, o povo celestial de Deus. No estado eterno, em que Deus será tudo em todos, finalmente "ele descansará em seu amor" (Sofonias 3: 17 ¹). Então, todos os que lhe pertencem repousarão em seu descanso.


P. Rossel

¹ Bíblia em inglês, versão New Translation de J.N. Darby.

 

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