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PROFECIA: Os Tempos finais (parte 1)
PROFECIA: Os Tempos finais (parte 1)

PROFECIA:

OS TEMPOS FINAIS 1

Temos observado que acontecimentos do maior alcance na área da política universal simplesmente vem sucedendo nos últimos anos.

O panorama mundial tem sofrido mudanças decisivas. Alterações enormes tiveram lugar na Europa Oriental; a cortina de ferro e o muro de Berlim vieram abaixo. Conflitos importantes têm deixado o mundo apreensivo: basta citar a questão do Kuwait e de Kosovo. Inúmeras questões ainda pairam no ar, por exemplo: Como ficará a ex-União Soviética? Quanto tempo os comunistas perma­necerão no poder na China? Qual o conteúdo dos próximos tratados para o Oriente Médio? Terão eles êxito em assegurar uma paz duradoura?

Quando finalmente ocorrerão os acontecimentos característicos dos fins dos tempos, de que a Bíblia fala tão clara e quase minuciosamente? A minha proposta com esta série de artigos, que ora iniciamos, é fornecer um panorama resumido dos eventos futuros em sua possível seqüência cronológica. Espero que isto desperte o interesse dos leitores, em especial dos jovens, pela profecia bíblica. Ao citar uma série de passagens bíblicas, busco explicar a correlação existente entre elas, permitindo dessa forma que a própria Bíblia fale. Por isso peço aos leitores que leiam estes artigos com a Bíblia aberta.

No entanto, o meu desejo principal é que todos os que verdadeiramente crêem no Senhor e Salvador Jesus Cristo esperem com alegria pela Sua vinda.
W.M.

TEMPOS E ÉPOCAS

"Mas a respeito daquele dia ou da hora ninguém sabe; nem os anjos no céu, nem o Filho, senão o Pai. Estai de sobre­aviso, vigiai e orai, porque não sabeis quando será o tempo" (Mc 13:32-33).

Desde sempre, os que se ocupavam da profecia bíblica referente aos tempos finais perguntavam quando tais eventos iriam acontecer. A resposta é que simplesmente não sabemos com precisão. Eles podem ocorrer amanhã, como podem demorar alguns anos. Por esta razão, a primeira e mais importante pergunta que nos diz respeito não é quando se dará o cumprimento de todas as profecias bíblicas, mas se estamos (ou não) contando a todo tempo com o cumprimento delas.

Consideremos ainda outro aspecto: neste mesmo momento, Deus está promovendo farta colheita. Milhares estão convertendo-seI na ex-União Soviética. Os crentes de lá não conseguem atender à demanda por Bíblias e literatura cristã. Deus está realizando uma obra tremenda. Oremos com instância para que também na China, na Índia e em outros países as portas sejam mais uma vez bem abertas para o Evangelho.

AS PROFECIAS COMEÇAM A SER CUMPRIDAS: O ESTADO DE ISRAEL

"Aprendei, pois, a parábola da figueira: quando já os seus ramos se renovam e as folhas brotam, sabeis que está próximo o verão. Assim também vós: quando virdes todas estas coisas, sabei que está próximo, às portas. Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que tudo isto aconteça" (Mt 24:32-34).

Desde maio de 1948 existe novamente um estado de Israel, e isso depois de uma interrupção de aproximadamente 1.900 anos. Este acontecimento marca o inicio do cumprimento da profecia bíblica a respeito dos tempos finais. Uma das referên­cias mais claras com relação a isso sem dúvida é Mateus 24. Ali o próprio Senhor Jesus, nos últimos dias de sua vida terrestre, falou a respeito do futuro do povo de Israel.

1 Quando usamos a palavra "conversão", não estamos falando de uma eventual mudança de religião, mas da consciente aceitação do evangelho de Jesus Cristo, que implica uma confissão de culpa e a confiante aceitação da obra de redenção de Jesus Cristo na cruz.

Os Seus discípulos lhe haviam perguntado como reconheceriam a ocasião de Sua volta. Em Sua resposta, o Senhor não precisou nenhuma data, mas mencionou, entre outros, o sinal da figueira. Quem lê atentamente o evangelho segundo Mateus, nota que a figueira é uma figura de Israel (vide cap. 21:18-21; Jo 1:7 e Rm 11). Isso fica evidente mediante a expressão "não passará esta geraçã02" (Mt 24:34), uma referência inequívoca ao povo de Israel. Os dois mil anos que se passaram desde então confirmam a veracidade destas palavras. Quantos povos já não tentaram exterminar este povo de Israel! Lembremos apenas o detestável exemplo dos alemães em relação aos judeus no século XX.

Os ramos da figueira se tomariam tenros e brotariam folhas. Isso na verdade já aconteceu, visto que a ilustração se refere à restauração nacional do povo de Israel. Mas ainda"virá o momento em que a figueira há de produzir frutos maduros para Deus; isto se cumprirá quando Israel estiver restaurado também no aspecto espiritual. Este tempo não está longe, pois há claros indícios de que "está próximo o verão".

Encontramos no capítulo 37 do livro do profeta Ezequiel uma descrição detalhada deste processo da restauração nacio­nal de Israel, seguida por sua posterior restauração espiritual. Primeiro o profeta descreve a restauração nacional mediante a ilustração de uma ossada que se vai compondo para armar um esqueleto e depois é revestida de tendões, carne e pele (Ez 37:1-8). A restauração espiritual vem a seguir, quando Deus soprar o Seu Espírito sobre o povo, e este for despertado para a vida (Ez 37:9-14).

Inúmeras passagens na Palavra de Deus descrevem o grandioso evento da restauração do povo de Israel. Tão certo como uma parcela dessas profecias já se cumpriu todas as demais se cumprirão. Se há algo que se evidenciou confiável no transcorrer das épocas, isto é a Palavra de Deus.

2 A palavra "geração" aqui não tem sentido de, por exemplo, "as futuras gerações enfrentarão tempos difíceis"; mas significa "povos" ou "linhagem humana" (veja Dt 32:5,20).

O povo de Israel é e sempre será o povo de Deus, mesmo que por certo tempo Deus tenha de lidar com eles de maneira bastante dura. Conta-se que o rei da Prússia, Frederico, o Magno, desafiou o seu marechal a fornecer evidências da existência de Deus. A resposta teria sido esta: "Majestade, os judeus!".

A pergunta que nos instiga agora é: "Qual será o próximo evento?".

O ARREBATAMENTO DE TODOS OS CRENTES VERDADEIROS

"Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes com respeito aos que dormem, para não vos entristecerdes como os demais, que não têm esperança. Pois, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus, mediante Jesus, trará, em sua companhia os que dormem. Ora, ainda vos declaramos, por palavra do Senhor, isto: nós, os vivos, os que ficarmos até à vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que dormem. Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sem­pre com o Senhor. Consolai­-vos, pois, uns aos outros com estas palavras" (1 Ts 4:13-18).

O arrebatamento dos crentes, o episódio em que serão recolhidos pelo próprio Senhor, é o próximo evento a se cumprir. E é deste assunto que nos ocuparemos agora. A meu ver não há outro evento que ainda tenha de vir antes3 .

3 Muitos cristãos fiéis à Bíblia contam ainda com a edificação de um templo em Jerusalém, no qual os judeus ortodoxos hão de voltar a ofertar sacrifícios (trataremos disso mais adiante). Mas é igualmente possível que este templo seja apenas um edifício qualquer a ser usado temporariamente pare este fim. Em todo o caso, Paulo fala de um "templo" no qual se assentará o anticristo para ser adorado como se fora Deus (2 Ts 2:4). Mesmo que se venha a edificar um novo templo, de modo algum será o definitivo, pois segundo Ezequiel 40-48 este só será edificado na vigência do reino milenário.

A razão que motivou o apóstolo Paulo a discorrer sobre este assunto foi a falta de clareza dos crentes em Tessalônica. Provavelmente eles tinham ouvido do apóstolo numa ocasião anterior (pois ele tinha permanecido algum tempo entre eles) que o Senhor Jesus voltaria. Já naqueles dias os crentes esperavam por isso, inclusive o apóstolo Paulo, pois ele se inclui no ensinamento: "Nós, os vivos". A vinda de Cristo pode e deve ser a constante esperança de todos os crentes.

Mas aconteceu que, desde a estadia de Paulo em Tessalônica, alguns tinham adormecido (morrido), e os seus familiares se entristeceram pensando que os entes adormecidos não estariam presentes quando da vinda do Senhor. Para esclarecer esta dúvida sobre o' que aconteceria com os adormecidos em Jesus, Paulo escreve que Deus os faria voltar com Cristo. Quando Cristo voltasse do céu para levantar o Seu reino, todos os adormecidos no Senhor viriam junto. Será uma providência da parte de Deus, mas implica que esses crentes adormecidos primeiro sejam ressuscitados, e estejam com Cristo,. para então vir com Ele. Como isso sucederia, é explicado no trecho já mencionado de 1 Tessalonicenses 4.

Primeiro o apóstolo afirma ter recebido uma revelação especial a este respeito, uma Palavra do Senhor. Uma obser­vação mais minuciosa eviden­ciará que ele se refere às duas vindas de Jesus: ele menciona a vinda em que Deus fará vir com Jesus os que dormem nEle, e de outro evento anterior em que Jesus terá vindo para "arrebatá-los" , ou seja, primeiro virá buscá-los para que estejam com Ele (v.17) e tempos depois retomará aparecendo juntamente com eles (2 Ts 1:10; Zc 14:5).

Por ocasião dessa vinda para buscar os Seus, o Senhor há de arrebatar dois grupos de crentes: os que adormeceram (que naquele instante serão ressus­citados) e os que ainda estiverem vivos (que naquele instante serão transformados4) .

4 Tanto a ressurreição quanto a transformação dizem respeito ao corpo dos crentes. Nesse episódio os crentes receberão um novo corpo, glorioso, cuja "semente" será o corpo terrestre. A alma e o espírito, que por ocasião da morte foram separados do corpo e permaneceram no paraíso até então, serão neste momento unidos ao corpo glorioso.

Esses crentes que estiverem vivos nesse dia de maneira alguma precederão os que dormem. Isto porque o Senhor, ao vir do céu, fará Sua poderosa palavra de ordem soar primeiro aos crentes adormecidos, para que se levantem dos túmulos. Uma inumerável multidão de pessoas há de ressuscitar, a saber, todos os verdadeiros crentes, desde o começo da existência do gênero humano, até o que mais recentemente morreu no Senhor. Estará então concluído o número de todos os crentes, tanto da época do Antigo como do Novo Testamento. Hebreus 11:40 refere-se a essa conclusão, afirmando que os crentes do Antigo Testamento não seriam aperfeiçoados (ou concluídos) sem "nós", os crentes do Novo Testamento.

Após essa ressurreição de todos os adormecidos sucederá, quase simultaneamente, em um abrir e fechar de olhos, a transfor­mação dos crentes que estiverem vivos. Na sequencia imediata realizar-se-á o arrebatamento conjunto de todos eles.

O encontro com o Senhor Jesus será nas nuvens, invisível aos olhos daqueles que não creram em Cristo, e que por isso ficarão para trás. O próprio Senhor Jesus, quando ainda no mundo, falou a respeito dessa vinda para buscar os Seus:

AS MORADAS NA CASA DO PAI

"Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também" (Jo 14:1-3).

Essas palavras o Filho de Deus falou aos Seus discípulos na última noite, antes da Sua morte na cruz5. São Suas palavras de despedida aos discípulos, que O haviam acompanhado durante anos. Ele iria morrer, ressuscitar e retomar ao Seu Pai no céu, de onde tinha vindo. Depois de Sua ascensão, Ele não mais seria visível a eles, que então teriam de crer nEle do modo que já criam em Deus, a quem nunca tinham visto. Como consolo especial Ele lhes comunica ­sem mencionar detalhes sobre circunstâncias ou épocas - que voltaria para levá-los para Si, à casa do Seu Pai (e não só buscaria os discípulos, mas também todos os que tiverem crido em Cristo).

5 Segundo a contagem cronológica dos judeus, tratava-se inclusive do mesmo dia.

Imaginemos como se dará isto: Em um instante, e repentina­mente, milhões de pessoas não mais estarão nesta terra. Certamente nem serão as piores, ainda que proclamassem certas "idéias esquisitas", segundo a opinião pública ...

Você tem certeza de que estará entre elas? O Senhor Jesus Cristo há de voltar para arrebatar os crentes e assim cumprir as palavras que Ele e Seus apóstolos proferiram!

Agora vamos recorrer a mais passagens da Palavra de Deus para verificar o que deve acontecer após esse evento tão decisivo. O versículo seguinte é, ao mesmo tempo, uma compro­vação de que o arrebatamento ocorrerá antes de Deus desencadear terríveis juízos sobre esta terra6 .

6 É muito lamentável que um número cada vez maior de crentes esteja abandonando a convicção de que o arrebatamento da Igreja ocorrerá antes das tribulações. Eu espero, no decorrer desta série de artigos, demonstrar que a Bíblia contém claras referências indicando para o arrebatamento antes das tribulações.

A HORA DA PROVAÇÃO

"Porque guardaste a palavra da minha perseverança, tam­bém eu te guardarei da hora da provação que há de vir sobre o mundo inteiro, para experi­mentar os que habitam sobre a terra" (Ap 3: 10).

Vamos primeiro verificar o contexto no qual o versículo está inserido. Esse é um dos princípios mais importantes para uma interpretação sadia da Palavra de Deus.

Apocalipse é o único livro no Novo Testamento exclusiva­mente profético. O capitulo 1, após uma breve introdução, descreve a pessoa do Senhor Jesus Cristo como o futuro Juiz. Os capítulos 2 e 3 contêm sete cartas devasto conteúdo, dirigidas às sete igrejas que havia naquele tempo na provinda romana Ásia Menor. Por trás do significado histórico dessas cartas, há um sentido mais profundo: elas são uma "história da Igreja em miniatura", descrevendo em sete fascículos os traços gerais do desenvolvimento da Igreja (veja o quadro a seguir). Um maior detalhamento sobre este assunto, contudo, implicaria na ampliação do texto destes artigos; e há outras literaturas a este respeito.

Da sexta carta, dirigida à igreja em Filadélfia, ficamos sabendo que o Senhor guardará os seus de uma provação de âmbito universal7 que Deus fará vir. Esse período de provação e de juízos é minuciosamente descrito nos capítulos seguintes do Apoca­lipse. Alguns destes trechos ainda serão retomados nas próximas edições desta série.

Os juízos atingirão aqueles que "habitam sobre a terra”. Essa expressão é freqüente no Apo­calipse e designa aqueles que se alojam aqui8. Os interesses destes estão voltados exclusiva­mente para o que é terreno. Eles nada sabem de uma vocação celestial da Igreja. A promessa de arrebatamento, a respeito da qual Paulo escreve, ou das moradas na casa do Pai, às quais o Senhor referiu, eles desco­nhecem, ou, então, ridicularizam.

No entanto, para todos os que esperam pelo arrebatamento dos crentes, ou, muito mais, que esperam pelo seu Senhor, que então virá, esta passagem bíblica é mais uma indicação de que não há nenhum evento por acontecer antes do arrebata-mento, para não falar que os crentes da Igreja serão poupados dessa época de juízos.
(Continuará)

7 Em Apocalipse 3: 10 lê-se: "te guardarei da hora da provação" (Ek tes horas tou peirasmou). Os defensores da doutrina de que os crentes ainda passarão pelo período da grande tribulação (ou de parte dela) procuram traduzir a preposição "Ek" por "dentre". como significando "te guardarei de dentro da provação". É verdade que este seria geralmente o sentido da preposição "Ek", mas não neste caso. Seria bem mais normal, se fosse assim, que aqui ocorresse a preposição "na" ou "através da". Compare outras ocorrências: " ... Jesus que nos livra da (Ek) ira vindoura (1 Ts 1: 10); "peço ... que os guardes do (Ek) mal"' (Jo 17:15). "Destas (Ek) coisas fareis bem se vos guardardes" (At 15:29).
8 Literalmente traduzido significa: "...os moradores da terra." Veja Ap 6:10; 8:13; 11:10; 13:8,12,14; 17:2,8.

 

A Sequência dos eventos proféticos - O panorama da história da Igreja