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Referęncia para o estudo bíblico
Referęncia para o estudo bíblico

Referência para o estudo bíblico

Um auxílio para professores de escola dominical e amigos da Palavra de Deus.

* Sugere-se que os versículos indicados com asteriscos (*) sejam memorizados.

As citações entre colchetes [] pressupõem maior conhecimento bíblico e podem ser deixadas de lado conforme a idade dos alunos.

ABORDAGENS DO VELHO TESTAMENTO

68. A glória e o declínio de Salomão

  1. A aliança de Salomão com Hirão: 1 Reis 5:1-12.
  2. A construção do templo: 1 Reis 6.
  3. A rainha de Sabá: 1 Reis 10:1-13
  4. O declínio e o fim de Salomão: 1 Reis 11:1-2,4-13, 26-33, 42-43.

Explicação e ensinamentos:

Deus consente que Hirão, um rei dos gentios, sirva a Israel com todos os meios e recursos, mas que depois também participe de suas bênçãos. [Este contexto prefigura o poder e a glória que os gentios usufruirão por ocasião do reino milenar de Cristo, quando as nações hão de servir e estar sujeitas a Israel (Ap 21 :24-26)].

Hoje são os crentes em Cristo que constituem o templo de Deus, os quais Ele mesmo edifica (*1 Pe 2:5 e *Ef 2:20-22). As grandes e preciosas pedras empregadas na construção do templo de Salomão são figura do grande valor das almas que são salvas.

Sabá (Sheba = a feliz Arábia)  era estimado como o mais glorioso país da terra. Quão grande não deve ter sido a glória de Salomão, se fez pasmar a própria rainha de Sabá! Esta última prefigura as nações no reino milenar de Cristo (Is 60:6 e 66:18).

Por amor a suas mulheres pagãs, Saio mão introduz a idolatria em Israel (Dt 17: 17 -20). Quanto o início de seu reinado foi admirável; e quanto foi triste o seu final! O juízo proferiu-se sobre Salomão (*1 Co 10:12). Seu exemplo é uma solene advertência aos crentes.

 

69. A divisão do reino

  1. A separação das dez tribos: 1 Reis 12:2-20.
  2. A idolatria de Jeroboão: 1 Reis 12:25-33 e 33:1-9.
  3. O anúncio do juízo: 1 Reis 14:7-10,14-16.
  4. O juízo sobre Roboão: 2 Crônicas 12.

Explicação e ensinamentos:

O juízo proferido sobre Salomão ocorre nos dias em que seu filho Roboão reinava sobre Israel. Dez das doze tribos acabaram-se separando. A idolatria, a inveja entre Israel (em especial Efraim) e Judá, bem como a atitude soberba e extremamente dura de Roboão, resultam em separação. Embora Jeroboão fosse um homem de ânimo aguerrido, não era temente a Deus. Em sua estratégia para providenciar algo que ocupasse o lugar do culto ao Senhor Jeová, ele acaba introduzindo a idolatria em Israel (o culto a bezerros e "nos altos"). A Escritura designa isso como "o pecado de Jeroboão" (I Rs 16:31; 2 Rs 10:31 e outras ocorrências). Deus lhe faz ver sua impotência (castigando-o enquanto ofertava). Como não atentou, foi totalmente exterminado (*SI 34:16). Não pensemos que essas coisas não nos dizem respeito; os nossos deuses podem ser: o orgulho, a nossa honra, a riqueza, os prazeres, etc.

Roboão, o filho de Salomão, tolerou igualmente a idolatria. No caso dele, o juízo de Deus foi a pilhagem dos tesouros do templo e dos tesouros da casa do rei. Roboão humilhou-se, e Deus atenuou o juízo (*1 Pe 5:5). Entre os reis de Judá houve alguns piedosos. Entretanto, todos os que governaram sobre as dez tribos (Israel, ou Efraim) foram ímpios. Na história dos reis podemos ver a gravidade do governo e dos santos caminhos de Deus.


70. Elias

  1. Elias no ribeiro Querite: 1 Reis 17:1-9.
  2. Elias em Sarepta: 1 Reis 17:10-16.
  3. Elias ressuscita o filho da viúva: 1 Reis 17:17-24.

Explicação e ensinamentos:

Além do culto às imagens, o culto ao SENHOR (JEOVÁ) ainda vinha sendo praticado até então. Acabe, porém, totalmente dominado por sua ímpia mulher, Jezabel, introduz o culto a Baal (uma espécie de adoração ao so1) em todo o país. É nesses dias escuros que Deus desperta para Si um Elias. Com o coração cheio de amor para com o povo e zelo pela honra de Deus, ele entra em cena para demover o povo da senda de perdição (a grande seca era evidência disso: Dt 11:16-17). Tanto é que o juízo veio finalmente a realizar-­se pela oração de Elias (*T g 5: 17). Deus sustenta esse profeta de forma maravilhosa (por meio de corvos), mas o faz viver pela fé (por causa da falta de água) e o envia a uma viúva carente, dentre os gentios, para receber provisão (1 Rs 17:9). Que coisa vergonhosa para Israel, que rejeitou seu profeta! (Lc 4:25­26). Pelo falar de Deus (a morte da criança), a mulher chega à compreensão de seu pecado. Deus a ajuda maravilhosamente (*SI 50:15).

Nos dias e nas épocas mais escuras, Deus se manifesta àqueles que lhe são fiéis. Ele os atende, cuida deles e abençoa o testemunho que Lhe rendem (*SI 33:18-20). 

 

71. Elias no Carmelo

  1. A fé fervorosa de Elias: 1 Reis 18:1-2; e 17-29.
  2. A decisão: 1 Reis 18:30-39.
  3. O juízo: 1 Reis 18:40-46.

Explicação e ensinamentos:

Se a tribulação não levou Israel à conversão, quem sabe a bondade divina alcançaria o coração desse povo? (*Rm 2:4). Deus envia chuva.

Elias demonstra ser um servo obediente, destemido e humilde quando leva uma nova notícia a Acabe, chamando-lhe a atenção para o seu pecado. Sua oposição resoluta contra a idolatria evidencia a plena devoção que tinha ao SENHOR e a confiança em Sua assistência (*SI 18:29­30). Fica óbvio que Baal é um ídolo impotente e seus sacerdotes são mentirosos e charlatões (SI 115:4-8). Elias faz que a unidade do povo seja representada no altar de doze pedras. Sua oração tem em vista a honra de Deus, mas também a salvação do povo. Deus responde (SI 118:21,24) e glorifica Seu próprio nome (Is 42:8). O extermínio dos sacerdotes de Baal foi um procedimento justo, pois, do contrário, Israel não se haveria libertado do culto aos ídolos (é assim também que Cristo haverá de julgar: SI 18:40­-42). Perante Acabe, Elias é um severo juiz; perante Deus, um servo humilde (v. 42).

 

72. A fuga de Elias

  1. Elias foge para o deserto:1 Reis 19:1-7.
  2. Elias no monte Horebe: 1 Reis 19:8-18. 

Explicação e ensinamentos:

Elias pensava que todos os empecilhos tivessem sido removidos, quando depara com um poderoso inimigo (Jezabel), a grande opositora de Deus e de Seu povo. Elias enfraquece na fé, atenta para as circunstâncias, dificuldades e para sua própria vida (1 Rs 19:3). Torna-se impaciente, medroso e desanima (Dt 20:3-4). A ferramenta sempre é fraca: a força está somente em Deus. Observem a maneira consoladora e amigável que Deus trata com o profeta apesar de seu pedido desacertado (*SI 103:14; Is 51:12). Deus ainda tem um trabalho pronto para o seu servo, e o consola e fortalece para esse novo trabalho. No Horebe Deus faz seu servo entender que é apenas uma de suas ferramentas (apresentando-lhe o vento, o terremoto e o fogo), poderosas para derrubar ou preparar o caminho, mas que Sua preferência é operar Sua obra em amor tenro e suave, pois este cura e firma. Elias aprende a humildade e transmite seu ministério ao sucessor Eliseu.

[Os sete mil que não dobraram os joelhos perante Baal são ilustração do futuro remanes­cente de Israel (Rm 11:2-5).]

 

73. Elias novamente perante Acabe

  1. A ambição pecaminosa de Acabe: 1 Reis 21: 1-4.
  2. O crime de Jezabel: 1 Reis 21:5-16.
  3. A sentença de Deus: 1 Reis 21: 17 -29; 22:29-38; 2 Reis 9:25,30-37.

Explicação e ensinamentos:

Jezreel era uma planície muito fértil ao pé do monte Carmelo. Não foi por obstinação nem ganância que Nabote se negou a ceder a vinha, mas porque amava a lei, que proibia a venda de heranças (Nm 36:5-9; *1 Jo 5:3). Nabote é homem piedoso e obediente ao SENHOR a qualquer custo. Acabe porta-se como uma criança mimada; e, à maldosa Jezabel, nenhum recurso é mau demais, contanto que lhe renda a vinha. O proceder injusto e ímpio dos anciãos de Israel é mostra do quanto a nação já havia apostatado do SENHOR (Gn 20:16; *Pv 17:15). Por que Acabe também é designado como assassino? Por ter consentido com tudo, sem interferir. A sentença o alcança, apesar de suas precauções. Jezabel é igualmente alcançada pela justa sentença (*SI64:6-7). Entretanto, porque Acabe se humilha, Deus retarda o juízo (21:27-29). Em Nabote vemos uma figura.do remanescente fiel dos dias vindouros, pois este se apega firme aos testemunhos, e Deus executa vingança em favor dele (Ap 9:9,11).

 

74. A ascensão de Elias; os primeiros milagres de Eliseu

  1. Elias e Acazias: 2 Reis 1.
  2. O arrebatamento de Elias: 2 Reis 2:1-18.
  3. A primeira aparição de Eliseu: 2 Reis 2:19-25.

Explicação e ensinamentos:

Ao consultar Baal-Zebube (que significa: "senhor das moscas"), Acazias estava automaticamente voltando-se contra o Senhor. No Carmelo, o fogo desce do céu e cai sobre a oferta, de modo que o povo pode sair livre. Aqui, porém, o fogo é derramado sobre Acazias e seus emissários. No Carmelo, viu-se graça; aqui, juízo [Elias é figura do remanescente, Ap 11:5] (Os crentes do período da graça precisam saber que Espírito possuem - Lc 9:51-62).

Por causa disso, Elias precisa sair de Gilgal (que significa a "libertação do opróbrio do Egito" - Js 5:9) e ir para Betel (onde Deus havia prometido sua bênção a Jacó - Gn 28:13-15) e para Jericó (a cidade sob maldição - Js 6:26, mas que mesmo assim fora reedificada ­1 Rs 16:34). Porfim, Eliassegue para o Jordão.

A ascensão de Elias é figura do arrebatamento dos crentes (1 Ts 4:17).

Em 2 Reis 2:9, Eliseu pede, de certa forma, pela herança dos primogênitos (Dt 21: 17). Como Eliseu recebeu o manto de Elias, assim também os crentes recebem o poder do Espírito quando têm os olhos fitos no Senhor lá no alto (Ap 1:8).



75. Eliseu

  1. As vasilhas da viúva: 2 Reis 4:1-7.
  2. Eliseu e a sunamita: 2 Reis 4:8-16.
  3. Morte e ressurreição do filho da sunamita: 2 Reis 4:17-37.

Explicação e ensinamentos:

Neste caso, a graça e o auxílio do SENHOR se orientam pela medida da fé (vejam o pedido de Abraão em Gn 18:23-33; e também Mt 8: 13). O SENHOR não somente providencia a quitação da dívida, mas também cuida da provisão para o futuro próximo (*Ef 3:20-21).

Eliseu empregou o poder que lhe foi outorgado em favor de outros. Não possuía nada para si, ele era pobre e enriquecia a muitos. Nisso é figura do Senhor (*Mt 8:20; *2 Co 8:9). A sunamita piedosa foi ricamente abençoada por acolher Eliseu (Hb 13:2).

[O SENHOR se vale da tribulação da sunamita para ser glorificado. Tem a oportunidade de testemunhar primeiramente do poder da vida (o nascimento do filho), depois do poder da ressurreição. Na lei de Moisés (o bordão) não havia poder (2 Rs 4:31), mas sim na morte do Senhor, que por graça se entregou por nós (Eliseu, deitando-se sobre o menino, se identificou com o morto - 2 Rs 4:34; do mesmo modo, Cristo foi até a morte conosco). Após a morte vem a ressurreição. Em nosso caso, esta é primeiro um fato espiritual, mas um dia será também, finalmente, uma realidade física (Jo 5:25,29; 2 Co 5:14-15).



76. Eliseu e Naamã

  1. A doença de Naamã: 2 Reis 5:1-7.
  2. A cura: 2 Reis 5:8-19.
  3. A infidelidade de Geasi: 2 Reis 5:20-27.

Explicação e ensinamentos:

Consideremos a brilhante posição de Naamã: famoso, rico, honrado e amado pelo rei e por seus subordinados (os servos até chamam-no "pai" - 2 Rs 5: 13); porém era leproso. Típica figura do ser humano, que, apesar de várias virtudes, é pecador. Deus se faz valer da lepra do general Naamã para salvá-lo. Maravilhosos caminhos de Deus! Uma menina prisioneira serve de instrumento, sendo fiel e honrando ao SENHOR e a Seu testemunho, mesmo no desterro. Que contraste com o rei de Israel, incrédulo, ainda que morando no país do profeta! O mesmo se dá hoje com muitos privilegiados que se professam cristãos, mas não conhecem a salvação divina. O remédio é simples, mas requer humilhação e expõe o caráter orgulhoso e pecaminoso de Naamã (2 Rs 5: 11). Pela fé, o general é curado e fica puro. Sua humildade, a maravilhosa confissão (2 Rs 5: 15), a oferta em dinheiro, a adoração que rende ao SENHOR e a consciência renovada (2 Rs 5: 18) são frutos do novo homem.

A lepra é figura do pecado (nojento, contagioso, incurável). A cura só é possível mediante a fé (*Rm 3:23-24, *SI103: 1-5).

O Jordão é figura da morte de Cristo, o único meio pelo qual alcançamos a redenção (Rm 6:6-7). Considere o pecado e a morte de Geasi (*1 Tm 6:6-10).

 

77. Anjos guardam a Eliseu; Samaria é sitiada e livrada

  1. Eliseu em Dotã: 2 Reis 6:8-23
  2. Samaria é sitiada e livrada: 2 Reis 6:21-7:20

Explicação e ensinamentos:

Outra vez há guerra entre as dez tribos e a Síria. O milagre da cura de Naamã não influenciou de forma alguma o coração dos reis. Isso fica patente no caso do rei da Síria, que quer mandar prender Eliseu (2 Rs 6: 13). Ele esquece que não está tratando somente com Eliseu, o homem de Deus, mas com o próprio SENHOR (Jeová), cujos olhos percorrem toda a terra.

Parece evidente que Jorão quer ferir o inimigo, agora que este caiu tão facilmente em suas mãos (2 Rs 6:21).

Considere o medo do moço de Eliseu: "Ai! Meu Senhor! Que faremos?", e a resposta encora­jadora que recebeu: "Não temas". Então o moço enxerga aqueles que são "enviados para serviço a favor dos que hão de herdar a salvação" (Hb 1:14).

Por ocasião do cerco a Samaria, a aflição toma dimensões cada vez maiores. O rei está vestido com pano de saco, e as mulheres querendo comer os próprios filhos. Outra vez se mostra quem é Jorão. Não é ele o culpado, mas sim o SENHOR e Seu servo. Portanto, Eliseu deve ser executado. Apesar dessa depravação do rei, o SENHOR ainda evidencia graça e anuncia a libertação:

"Amanhã, a estas horas mais ou menos, dar-se-á um alqueire de flor de farinha por um sido, e dois de cevada, por um sido, à porta de Samaria". Agora atente para a incredulidade do comandante: "Ainda que o SENHOR fizesse janelas no céu, poderia suceder isso?" (2 Rs 7 :2­3). O comandante está, na verdade, zombando das palavras de Deus, o que não fica sem a devida punição: verá, mas não poderá comer daquilo. Todos em Sarna ria são agraciados, ele é o único a ser julgado - atropelado junto à porta (2 Rs 7:20).

A salvação vem pelo SENHOR (2 Rs 7 :6). Os quatro leprosos fornecem uma lição importante para todo crente: eles mesmos são impuros, sua doença é incurável, estão prestes a morrer. Tal era o estado de todo o povo de Samaria. Tal é também o estado de cada pecador. Dirigem-se aos sírios e encontram pão para o ventre faminto e também muitos tesouros. Logo os habitantes de Samaria repetem a mesma experiência, que cada pecador também viverá quando se dirigir a Deus: redenção, salvação e muitas bênçãos. [O próprio Israel - o povo terreno de Deus ­será, num futuro próximo, beneficiário das bênçãos divinas quando enfim se voltar para Deus.]

Poderia alguém permanecer calado? "Não faremos bem; este dia é dia de boas-novas, e nós nos calamos; se esperarmos [ ... ] seremos tidos por culpados" (2 Rs 7 :9; Ez 33: 7 -9).

 

Auxílio ou empecílio no âmbito do testemunho local