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Referências para o estudo bíblico
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Referências para o estudo bíblico

Um auxílio para professores de escola dominical e amigos da Palavra de Deus.

* Sugere-se que os versículos indicados com asterisco (*) sejam memorizados.
• As citações entre colchetes ( J pressupõem maior conhecimento bíblico e podem ser deixadas de lado conforme a idade dos alunos.

 

ABORDAGENS DO VELHO TESTAMENTO

A HISTÓRIA DO POVODE DEUS: OS PATRIARCAS

14. Jacó e Isaque

  1. Esaú despreza a sua primogenitura: Gênesis 25:27-34.
  2. Isaque recebe a promessa: Gênesis 26: 1-6.
  3. O engano de Jacó: Gênesis 27: 1-29.
  4. A amargura de Esaú e sua idéia de vingança: Gênesis 27:30-45.

Explicação e ensinamentos:

Os desígnios de Deus são estabelecidos em graça (Gn 25:23). A primogenitura dava direito a uma porção dobrada na herança paterna, ao domínio sobre a tribo e às bênçãos da promessa. Esaú, "um profano"

(Hb 11:16), abre mão das elevadas posses do futuro em troca de vantagens materiais inferiores do tempo presente (Hb 12: 17 e MI 1:2-3). Jacó é "simples", habita em "tendas" e estima a primogenitura.

[O amor de Isaque para com Esaú e seus pratos saborosos era carnal; ele desobedeceu ao mandamento divino (Gn 25:28). Rebeca quis antecipar-se a Deus mediante um plano astuto, mas sua infidelidade lhe custou aflição e amargura.]

Considere a astúcia, a mentira e o engano de Jacó (e as conseqüências: castigo, fuga e 21 anos de servidão). [A natureza humana com seus planos só comete erros e termina em fiasco. Em contraposição, o procedimento de Javé é justo e o seu propósito se realiza maravilhosamente.] (*SI 37:5).

 

15. A fuga de Jacó

  1. Sua fuga: Gênesis 28 e 29:1-14.
  2. Sua servidão a Labão: Gênesis 29:15-30.
  3. A decisão de voltar: Gênesis 30:25-36 e 31:1-7.

Explicação e ensinamentos:

Deus se revela a Jacó e lhe manifesta sua eleição. Jacó é objeto da graça ilimitada de Deus; ele, que era fraco, insensato e desamparado, que nem por nascimento, nem tampouco pelo caráter tinha direito à eleição. Jacó ainda está cheio de temor e atônito perante Deus (*1 Jo 4:18; SI 26:8 e *27 :4). Seu conhecimento de Deus é muito pequeno, sua resposta contém um "se" condicionante, um voto, como se fosse um contrato.

[O sonho da escada terá seu pleno cumprimento no reino vindouro de Cristo em Israel, quando então se estabelecerá comunicação entre o Céu e a Terra (Jo 1:50-51).]

A astúcia e infidelidade de Labão são instrumentos da disciplina de Deus sobre Jacó. Jacó não espera no Senhor na dependência dele (Tg 1:4).

 

16. O retorno de Jacó

  1. Jacó foge de Labão: Gênesis 31:17-29 e 55-32:2.
  2. Seu temor e sua oração: Gênesis 32:3-21.
  3. A luta em Peniel: Gênesis 32:22-32.
  4. A reconciliação de Jacó com Esaú: Gênesis 33.

Explicação e ensinamentos:

A fuga e todos os caminhos astutos de Jacó são decorrentes da sua incredulidade, e ainda assim Deus se manifesta graciosamente a ele, prote­gendo-o nos perigos (*Hb 1: 14; SI 34: 7). Jacó traça primeiro os seus planos e depois faz oração, mas por fim segue confiando nos seus estratgemas (* Jr 17: 9). Jacó fica a sós com Deus, e Deus o humilha e quebra-lhe a força própria; agora, final­mente, ele se lança nos braços divinos e é abençoado (Jó 42:5­6). Israel significa "o lutador de Deus". Jacó volta afazer planos: como o coração humano é corrompido! Deus reconcilia Esaú e salva Jacó (*SI145:18­19). Jacó não usufrui a mesma paz que Abraão em sua vida e seu caminho, pois ele mesmo não foi tão fiel e íntegro (Fp 4:9).

 

17. Os sonhos de José e a sua venda aos ismaelitas

  1. Sua juventude e seus sonhos: Gênesis 37: l-lI.
  2. José é vendido: Gênesis 37:12-30.
  3. O pesar de Jacó: Gênesis 37:31-36.

Explicação e ensinamentos:

José, o objeto do amor de seu pai, fora designado para uma elevada vocação. Os sonhos deviam manifestar esse propósito aos de sua casa. Mas só despertam a inveja e o ódio dos irmãos. José não acusa os irmãos perante o pai pelo prazer da denúncia, mas porque detestava o mal. Os irmãos tramam a morte dele porque queriam por termo em sua exaltação; mas Deus interfere mediante a chegada dos mercadores. Depois da venda, os irmãos de José mentem e enganam o pai (*Êx 20: 12).

Os irmãos são uma representação dos judeus da época do Senhor no que diz respeito ao ódio eà inimizade deles (* Jo 1:11). José representa o Senhor:

1 Em seu testemunho mediante a,condenação do mal (Jo 7:7).

2 Em sua rejeição (Mt 21:22). Tanto José como o Senhor foram entregues aos gentios (SI 129:1-2).

 

18. José como escravo e prisioneiro

  1. José na casa de Potifar: Gênesis 39:1-19.
  2. José na prisão: Gênesis 37:20-23.
  3. Os sonhos do copeiro e do padeiro: Gênesis 40.

Explicação e ensinamentos:

O senhor de José é um eunuco, comandante da guarda do faraó e da fortaleza. Deus abençoa José (*SI 92: 12; *34:8). Segundo o propósito de Deus, José devia ser exaltado, e Satanás quer arruinar esse propósito mediante a tentativa de sedução feita pela mulher de Potifar, os sofrimentos e a prisão. Tudo isso, entretanto, coopera para a execução dos planos de Deus (*Rm 8:28).

José representa o Senhor:

1 Em sua aprovação quando tentado (Mt 4).

2 Na injusta sentença que os gentios impuseram sobre ele (Potifar e Pilatos).

3 Na rejeição: José na prisão, Cristo na cruz (At 2:22-23).

4 Ele foi colocado com o copeiro e o padeiro, o Senhor foi posto entre os malfeitores (*Is 28:29).

 

19. A exaltação de José

  1. Os sonhos do faraó: Gênesis 41:1-24.
  2. José interpreta os sonhos e é ouvido: Gênesis 41:25-57.

Explicação e ensinamentos:

Devido às inundações do rio Nilo, o Egito era fertilizado anualmente. Quando falhavam, havia seca e fome. José demonstrou-se fiel, e Deus, de sua parte, usa os sonhos do faraó para que tudo fosse preparado para a exaltação de seu servo. Na verdade, todas as circunstâncias eram contrárias à exaltação de José: ele era estrangeiro, pastor, escravo e tido por malfeitor; antes já tinha havido a oposição e o ódio dos irmãos, bem como a sua venda. Mas Deus está a seu favor e faz com que toda a terra seja preenchida de sua glória. (O anel de sinete levava o nome do rei, com ele se assinavam os decretos. As alvas roupas de linho fino indicavam que José fora exaltado à posição de sacerdote. O colar de ouro era o símbolo da nobreza e da dignidade reais).

José é uma representação de Cristo em Sua exaltação (*Fp 2:9-11). [Cristo há de dominar por ocasião do reino milenar (SI 99:1-5; Ap 19:15; 20:4). Tal como José foi o sustentador e abençoador de toda a terra, assim também o será Cristo. A noiva de José, uma gentia, é uma figura da Igreja de Cristo, quase totalmente constituída por povos dentre as nações]. Deus requer que todos se sujeitem a Cristo: "Inclinai-vos!" (Gn 41:43), e somente abençoa e salva por intermédio dEle: "Ide a José" (Gn41:55; *1 Sm 2:7-8).

 

20. Os irmãos de José – (A)

  1. A viagem dos irmãos ao Egito: Gênesis 42:1-17.
  2. O medo e o arrependimento dos irmãos:

Gênesis 42: 18-25.

  1. A viagem de volta e o relato a Jacó: Gênesis 42:26-38.

Explicação e ensinamentos:

Por meio da fome Deus põe a casa de Jacó novamente em contato com José. Os irmãos agora experimentam um justo castigo que visava a levá-los ao reconhecimento da culpa. José verifica que a atitude deles tinha mudado, pois constata que tinham reconhecido a culpa e manifestavam amor no trato de uns para com os outros. O coração de José arde em amor pelos irmãos que se tinham feito culpáveis e não cogita vingança (Rm 12: 19). [Os irmãos afligidos são figura da aflição e dos juízos que hão de sobrevir sobre o futuro remanescente de Israel (Zc 12:10-­14; Is 1:27; 4:3-4 e Mt 24)]

 

21. Os irmãos de José – (B)

  1. A viagem dos irmãos: Gênesis 43:1-15.
  2. A cordial acolhida de José: Gênesis 43:16-34.

Explicação e ensinamentos:

O propósito de José ao exigir que lhe mostrem Benjamim era avaliar, pelo comportamento dos irmãos, como estava agora a índole deles. Jacó no início recusa entregar Benjamim, mas por fim se lança totalmente nos braços de Deus confiando nas Suas misericórdias e no Seu socorro, apesar do risco de ficar sem filhos. A abnegada inter-cessão de Judá em favor de Benjamim é muito bonita. José favorece Benjamim perante os demais irmãos para prová-los. A dor que Jacó sentia agora nos dias de sua idade certamente o fez recordar da dor que ele causara aos seus pais e dos seus maus caminhos (Nm 32:23). O governo de Deus é sério e castiga as transgressões, ainda que por vezes tardiamente. Por outro lado, abençoa os que O temem desde a mocidade. A aflição dos irmãos também lhes trouxe benefícios, pois os laços que os ligavam se estreitaram (*SI 133; 1). [O mesmo acontecerá no futuro com as tribos de Israel Os 11:12-13)].

 

22. José se dá a conhecer aos seus irmãos

  1. A prova e a confirmação dos irmãos: Gênesis 44.
  2. José se dá a conhecer: Gênesis 45: 1-24.
  3. A alegria de Jacó: Gênesis 45:25-28.

Explicação e ensinamentos:

José avança para a última prova. Consegue um argumento aparentemente plausível para reter Benjamim como prisioneiro e verificar se os irmãos iam abandoná-lo, e também para aprofundar o arrependimento que tinham manifestado (Gn 42:21). O fato de rasgarem as suas vestes indica com que dor eles encaram a situação. As palavras de Judá manifestam de maneira tocante a sua plena devoção ao irmão e o amor de filho para com o pai. José se manifesta a eles e desabafa o transbordante coração. Desvia-lhes a atenção da culpa para os maravilhosos caminhos de Deus (Rm 11:33). O beijo confirma a recon­ciliação; eles passam a conversar francamente com José (*1 Pe 3:9). Do modo que José se manifestou aos irmãos, o Senhor Jesus também há de se manifestar no futuro a Israel quando este se converter (Is 25:9); Ele também faz isso hoje com cada alma que se arrepende de seus pecados e lhe muda a mente natural (*Pv 28: 13; * Jo 6:37). [A alegria do velho Jacó (Israel) é uma alusão à futura alegria de Israel quando Jesus for acatado e coroado como o seu Messias (Is 12).]

 

23. Jacó e José

  1. Jacó segue para o Egito: Gênesis 46:1-7 e 28-30.
  2. Jacó perante o faraó: Gênesis 47:1-12.
  3. Jacó abençoa Efraim e Manasses:

Gênesis 47:27-31 e capo 48.

Explicação e ensinamentos:

A partida de Jacó para o Egito é um marco de transição na história do povo de Israel. [Encerra-se a história da família, inicia-se a história do povo). Jacó está muito contente por saber que José ainda vive (*5142: 11). Sua gratidão em Berseba e a confiante perseverança até que Deus lhe ordene seguir adiante (5137 :5). Jacó é humilde em sua descrição perante o faraó (Gn 47:9). [Ainda que se reconheça fraco perante Deus, ele abençoa o rei pagão. Veja que até o crente mais fraco sabe possuir algo superior que o mais nobre dos incrédulos.]

Em sua bênção Jacó privilegia o filho mais moço. O modo de agir de Deus é diferente do dos homens: ele emprega graça. Ele ama o pequeno e humilde (*1 Co 1:28-29).

 

24. A morte de Jacó e a de José

  1. Jacó abençoa seus filhos Judá e José: Gênesis 49:8-11,26.
  2. A morte e o sepultamento de Jacó: Gênesis 49:28-33 e 50:4-13.
  3. A mensagem pacificadora de José e sua morte: Gênesis 50: 14-26.

ExpIicação e ensinamentos:

O direito de primogenitura é transferido a Judá e José (1 Cr 5:2).

A Judá foi conferida a dignidade, o domínio; mais tarde vemo-la à frente das tribos (Jz 1:2). De Judá procede o nome "judeu". De Judá também procede Jesus Cristo, o Messias (*Gn 49:10; *Ap 5:5). [Até Abraão, esperava-­se que a salvação viesse da "semente da mulher", desde então, da casa de Abraão, e agora da tribo de Judá. Veja que o círculo foi ficando cada vez mais estreito. "Síló" (Gn 49: 10) significa "descanso" ou "paz" (príncipe da paz). Em Cristo temos o cumprimento dessa profecia.

José, por sua vez, recebeu dobrada porção da herança (Efraim e Manassés). Esta era, normalmente, a porção da primogenitura. O que Jacó diz a respeito de José é uma alusão a Cristo como aquele "sepa­rado" dos pecadores (v. 26)].

O fim de Jacó está em glorioso contraste com sua vida de outrora. É como um belo pôr­-do-sol após um dia de tempestade (Sl 119:67). José conta firmemente com o êxodo para a terra prometida (Gn 50:25; 47:28-30; Hb 11:22).

Que termos acertados emprega José, ao dizer: "Vós intentastes o mal [ ... ]!" Deus pode fazer que de coisas más nos sejam revertidas bênção e salvação. Foi mediante Sua rejeição e morte que Cristo veio a ser o "Salvador do mundo" (Rm 11:12-13; *33-36).

Como sugestão, recomen­damos recordar os traços exemplares de José.

 

"Estudos sobre a palavra de Deus” - I João 3