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Referências para o estudo bíblico
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Referências para o estudo bíblico

Um auxilio para professores de escola dominical e amigos da Palavra de Deus.

ABORDAGENS DO VELHO TESTAMENTO

* Sugere-se que os versículos indicados com asteriscos (*) sejam decorados.
• As citações entre colchetes [ 1 pressupõem maior conhecimento bíblico e podem ser deixadas de lado conforme a idade dos alunos.

 

25. Jó

  1. Jó, quem foi e o que fez: Jó 1:1-S.
  2. Deus, Satanás e Jó: Jó 1:6-12.
  3. Jô perde os seus bens: Jó 1:13-17.
  4. Seus filhos são mortos: Jó 1:18-19.
  5. A resposta de Jô: Jó 1:20-22.
  6. Novamente Deus, Satanás e Jó: Jó 2:1-8.
  7. A prova mais difícil: Jó 2:9-10.
  8. Jô e seus amigos: Jó 2:11 até 37:24.
  9. Deus fala a Jó: Jó 38: 1 até 40:2
  10. A resposta de Jó: Jó 40:3-S
  11. Deus torna a falar a Jó: Jó 40:6-41:34
  12. A humilhação de Jó: Jó 42:1-6.
  13. Jô oferece sacrifícios por seus amigos: Jó 42:7-9.
  14. O bendito final que Jô experimentou: Jó 42:10-17.

Explicação e ensinamentos:

Jô não é um personagem fictício, ele realmente existiu. As Escrituras o reputam no mesmo nível de Noé e Daniel (Ez 14:14-­20). É difícil indicar o período em que ele viveu. Alguns entendem que, como Abraão, ele era um grande criador de rebanhos; logo, deve ter vivido na mesma época do patriarca. Outros pensam que ele viveu nos dias em que Israel peregrinou pelo deserto. Mas Já não pertencia ao povo de Israel, ele era das nações.

Deus por três vezes testifica que Jó O temia (Jó 1: 1,8; 2:3). Ninguém na terra é comparável a ele. Ainda assim Deus, que enxerga os mais ocultos recônditos do coração, constata algo na vida desse servo tão fiel que não era para Sua honra (veja Jó 29 e 30).

Em primeiro lugar, Deus faz com que se evidencie o grande temor de Deus que havia em Jó, isto ele realizou no final do capítulo 2. Mas depois também faz com que Jó enxergue a necessidade de condenar-se a si mesmo à luz de Deus. E, conseqüentemente, Jó não se considera mais coisa alguma. Para chegar a isso, Deus primeiro se faz valer dos amigos de Jó, como que preparando-­lhe um encontro Consigo mesmo. o Senhor tem a mesma intenção para conosco, e é disso que nos fala Tiago 5:11.

As primeiras palavras de Jó são lastimáveis (Jó 3:3), pois um crente sempre pode saber ­mesmo em meio a enormes provações - que o final será glorioso, que sua leve e momentânea tribulação lhe produzirá um eterno peso de glória (2 Co 4:17).

Elifaz recorre a suas experiências para explicar-lhe os caminhos de Deus. Ele julga os sofrimentos de Jó segundo o que tinha visto (Jó 4:7-9; 5:27).

Bildade aponta para as gerações anteriores (Jó 8:8) e diz: "Como seria puro aquele que nasce de mulher?" (Jó 25:4).

Zofar enfatiza as exigências de Deus. Mas, se fosse isso, como Jó poderia subsistir? (Jó 11:10-11; 20:26-29).

Esses amigos de nada valeram a Jó. O resultado foi que Jó cada vez mais justificava e louvava a si mesmo(JÓ29-31). Mas aquele a quem o Senhor louva, este é que é aprovado (2 Co 10:18). Se Jó manifestou alguma coisa boa, isso era unicamente graça divina. E quem verifica isso já não louva mais a si mesmo, porém agradece a Deus. Entretanto, não deixemos de atestar a fé de Jó, que tantas vezes se evidenciou (Jó 16:20; 19:25-26). Ele deseja um advogado, um mediador, e deseja obter uma resposta de Deus o mais depressa possível (Jó 9:33-35; 16:19-21; 31:35).

O quarto amigo de Jó deveria, então, apresentar-lhe a verdade e a graça (Jó 32:21; 33:7). Eliú aponta para o fato que as perguntas feitas por Jó somente poderiam ser respondidas por Deus (Jó 32: 13). Depois continua, como que dizendo: "JÓ,. estás considerando Deus como teu inimigo, e nisto não tens razão (Jó 33:9-12). Não, Deus não é um inimigo que busca a tua perdição, ele quer a tua restauração" (Jó 33:24-33). Eliú fala também da grandeza de Deus (Jó 37).

Em seguida o próprio Deus passa a falar a Jó do meio de um redemoinho. Fala-lhe de Sua onipotência, de Sua criação e de Sua provisão (Jó 38 a 40:2). Jó passa a se considerar pequeno aos seus próprios olhos (Jó 40: 3­5). E Deus fala a Jó pela segunda vez; ele então se retrata, se arrepende e lamenta no pó e na cinza (Jó42: 1-6). Na presença de Deus, ele agora compreende que "na minha carne não habita bem nenhum" (Rm 7:18).

Agora Deus também pode compadecer-se dele segundo a grandeza das suas misericórdias (Lm 3:32).

As Escrituras falam de provações, disciplina e juízo.

A provação tem como objetivo o fortalecimento da fé, que se reverte para a honra do nome de Deus. Considere indivíduos como Calebe, Daniel e Abraão. A provação se manifesta se a fé é autêntica (veja Dn 6; Gn 22).

A disciplina tem como objetivo a preservação e a purificação. Considere os casos de Paulo (2 Co 12:7) e dos hebreus (Hb 12: 12-13).

O propósito do juízo é que não sejamos condenados juntamente com o mundo (1 Pe 4:17). Considere os coríntios (1 Co 11:31).

 

26. Moisés

  1. A opressão de Israel: Êxodo 1:6-14,22;
  2. Moisés nasce e é preservado: Êxodo 2:1-10;
  3. A fuga de Moisés: Êxodo 2:11-15;
  4. A estada em Midiã: Êxodo 2:16-25.

Explicação e ensinamentos:

Deus cumpre a bênção da promessa feita a Abraão, e Israel se multiplica sobremaneira, apesar das cruéis medidas de um Faraó hostil (*Is 8:10; * Êx 2:4). Deus quer salvar Israel. Ele preserva a vida do seu salvador e o educa de uma maneira maravilhosa. O ocultamento e a salvação de Moisés são contados como ato de fé (Hb 11:23). Moisés, um homem instruído e honrado (At 7:22), manifesta, contudo, amor por seu povo desprezado, o povo de Deus, e se identifica com ele (*Hb 11:25-­26). [Entretanto, como ainda não é para Deus uma ferramenta humilde e dependente, ele não age em conformidade com os pensamentos de Deus (Êx 2:12; Tg 1:4,20). Mesmo assim, sua fuga para Midiã pode ser considerada como um gesto de fé (Hb 11:27). Em Midiã, numa escola de quietude e privações que durou quarenta anos, Moisés aprendeu a conhecer a si mesmo e a Deus (2 Tm 2:5-6).

Moisés é uma figura de Cristo no que diz respeito a:

Ter sido rejeitado pelos judeus (At 7:27,35,52; Lc 19:14);  

Ter-se identificado voluntariamente com o povo desprezado (Hb 11:25; Mt 3:5­6 e 13);  

Ter tomado uma gentia por esposa. Considerem que a Igreja, a noiva de Cristo, é constituída em sua grande maioria por gentios;

Ter sido rejeitado e, ainda assim, ter-se tornado o salvador de Israel. Cristo, por sua vez, ainda há de se tomar o Salvador de Israel (At 7:37 e 2:36; Rm 11:26).]

 

27. Moisés é enviado

  1. O chamamento de Moisés: Êxodo 3:1-17.
  2. A recusa de Moisés: Êxodo 4:1-1 7 .
  3. Moisés retoma ao Egito: Êxodo 4:18-20 e 27-31.

Explicação e ensinamentos:

Depois de Moisés finalmente ter sido forjado como uma ferramenta útil, nos confins "atrás do deserto", e o Egito, por sua vez, ter completado a medida da punição que devia ser infligida a Israel por causa de seus pecados, chegou a hora da libertação (Gn 15:13-16; At 7:17).

Deus se manifesta em sua santidade (fogo na sarça): embora o povo de Israel seja fraco e pecaminoso, ele habita no meio dele e o sustenta (Lv 26:11-12; *Hb 12: 29); e em sua graça (Êx 3: 7-8: "Vi a aflição do meu povo,”).

 

28. O cântico de louvor: Êxodo 15:1-3.

Explicação e ensinamentos:

O SENHOR introduz uma nova contagem de tempo. A história anterior de Israel deveria ser esquecida. O mesmo se passa com o cristão: sua vida somente começa com a salvação. O cordeiro pascal é uma alusão a Cristo (1 Co 5:7).

[O cordeiro tinha de ser guardado em casa do décimo ao décimo quarto dia para então ser sacrificado, e o seu sangue aplicado nas ombreiras das portas. Assim também Cristo:

Deus o conhecia desde a eternidade, mas somente foi manifestado nos últimos dias (GI4:4; *1 Pe 1:18-20).]

O cordeiro tinha de ser assado no fogo. Assim também Cristo teve de submeter-se ao santo e justo juízo de Deus (SI 17:3 e 22:1). Sob a proteção do sangue, Israel estaria em plena segurança quando do juízo divino.

[Comer do cordeiro representa figuradamente a verdadeira aceitação do Senhor Jesus mediante a fé, bem como a íntima comunhão com ele (Jo 6:53).]

[Os pães asmos (sem fermento, que é figura do pecado) representam a separação do mal (1 Co 5:8). As "ervas amargosas" são a representação da morte de Cristo por nossos pecados, o que para nós é um pensamento amargo e doloroso. J Consumado o último juízo, tem início o êxodo do povo com a assistência e a direção de Deus (mediante a nuvem e a coluna de fogo). Este foi um ato de fé (Hb 11:29; SI 114). [O mar Vermelho é para nós uma figura do poder redentor, mas também separador, que a morte de Cristo tem em si.]

O perecimento dos egípcios é uma figura do juízo vindouro que sobrevirá sobre o mundo (*SI 34:7,16,21; 2 Ts 1:8-9).

 

29. Israel no deserto

  1. Os filhos de Israel em Mara e Elim: Êxodo 15:22-27.
  2. Os filhos de Israel em Sim e Refidim: Êxodo 16-17:1-7.
  3. A luta com Amaleque: Êxodo 17:8-16.

Explicação e ensinamentos:

Os louvores de Israel silenciam em Mara. As águas amargas são uma prova para o povo, que murmura (SI 106:11-13). O lenho doce é uma referência à cruz do Senhor, mediante a qual as águas da morte e todas as aflições são superadas ou, ao menos, suavizadas (Hb 3:15-16). Elim é figura do tenro cuidado que o crente experimenta no deserto (*SI 23:1-3).

Em seguida o povo chega a um lugar chamado Sim e novamente revela insatisfação e amargura. No coração Israel volta ao Egito e não manifesta gratidão a Deus (Rm 1:21). Mas a graça de Deus lhe dá as codornizes e o maná (o pão do céu). O maná é uma figura do Senhor, que é o alimento espiritual dos crentes (J0 6:48,51,57-58). Em Refidim vê-se descrença e maldade sem igual (*SI 95:7-10). E o nosso coração se assemelha ao do povo de Israel! Por isso, é tão . importante que experimentemos o novo nascimento e nos coloquemos sob a proteção da graça do Senhor (Jo 3:3; Hb 12:15).

A rocha ferida é uma figura de Cristo, de cujo lado aberto fluíram a nossa salvação e a nossa vida (1 Co 10:4). Graças à intercessão de Moisés, Amaleque é vencido. Moisés em cima do monte é uma figura do Senhor intercedendo por nós perante Deus (Hb 7:25-26) [e Josué no vale, munido da espada afiada, é uma figura do Espírito de Jesus, que cá embaixo habita no coração dos crentes e se vale da Palavra de Deus (GI 5:16-17; Hb 4:12-13)].

 

30. Israel perante o Sinai

  1. Os preparativos para a outorga da lei: Êxodo 19.
  2. Os dez mandamentos são apregoados: Êxodo 20:1-17.
  3. O voto do povo: Êxodo 20:18-21; 24:3-18.

Explicação e ensinamentos:

Até aqui o SENHOR Javé se manifestara em graça a Israel. Ele desejava que o povo atentasse para a sua voz de misericórdia e observasse o pacto de sua graça. Mas em vez de acatar as promessas que lhes foram feitas em graça, o povo de Israel se coloca no terreno da lei, numa esfera em que as coisas são feitas segundo as próprias forças, e se dispõe a cumprir um voto: "Tudo o que falou o SENHOR faremos" . O SENHOR então muda sua postura perante o povo e se manifesta com trovões, relâmpagos e fumaça. Daí em diante, ele somente se revela ao povo em sua santidade (Hb 12:29) e lhe outorga a lei para que a fraqueza e o caráter pecaminoso de Israel sejam manifestados (*Rm 3:20; 5:20; 7:9,13-14).             .

A lei é como que espelho para o pecador e aio para o conduzir a Cristo (*GI 3:24). Cristo é o fim da lei (Rm 8:3; 10:4). E o indivíduo, uma vez que se toma cristão, passa a ter a vontade de Deus escrita no coração - que a Escritura, alegoricamente, designa por "tábuas de carne" (2 Co 3:3; Hb 10:16).

 

31. O povo apostata

  1. A idolatria de Israel: Êxodo 32: 1-6.
  2. A ira do SENHOR e a intercessão de Moisés: Êxodo 32:7-14.
  3. O castigo dos apóstatas rebeldes: Êxodo 32:15-29.
  4. Deus não encerra seus vínculos com Israel: Êxodo 32:30-35.

Explicação e ensinamentos:

Israel quebra seu voto, quebra a aliança, desvencilha-se do Deus vivo e proclama uma imagem como sendo o seu deus (Êx 20:4­5; SI 106:19-22). Moisés se interpõe em intercessão e impede que a cólera de Deus os destrua (SI 106:23). Em sua argumentação ele faz referência às glórias de Deus, à honra de seu nome e às promessas que tinha feito (Êx 32: 11-13). Então são mortos apenas os que perseveravam aferrados à apostasia.

A segunda intercessão de Moisés visava a que Israel fosse acolhido pelo SENHOR. No versículo 33, Deus fala segundo a sua glória, e isso requer a aniquilação do pecador; quando Deus hoje fala por meio do evangelho, exige um outro requisito: a aniquilação do pecado.

Moisés aqui é figura de Cristo como mediador (*1 Jo 2:1). Ele se dispôs a fazer-se maldição no lugar de Israel, e Cristo fez-se maldição em nosso lugar (GI 3: 13) - visto que também tínhamos os nossos "bezerros de ouro", ou seja, ídolos (1 Jo 2: 15, 17 e 5:21).

 

"Estudos sobre a palavra de Deus” - I João 4