Revista Leituras Cristãs

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O Problema da Violência em Nossa Sociedade

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São 13:30. O sino toca. A última aula terminou. Alunos de 15 e 16 anos da nona e décima classe disparam escadaria abaixo e se juntam no estacionamento. Um grande aglomerado circular se forma – bem espremido. Dois alunos brigam. Um sangra no nariz, mas o outro continua batendo. Logo, o primeiro está caído no chão. Todos os outros alunos e alunas assistem e gritam: “Bate mais, mais!”. Um chute na cabeça do que está caído no chão termina este terrível espetáculo. Um professor tenta penetrar no aglomerado. Mas ele é impedido pelos espectadores. Só com muito sacrifício ele consegue chegar perto do ferido. “Vai embora!”, gritam os alunos.


Dois estudantes de dez anos, de Liverpool, matam um menino de dois anos de forma cruel; os motivos são desconhecidos…


Um estudante de 15 anos estrangula uma aposentada em sua residência, joga água fervendo sobre sua cabeça, mete seu canivete na barriga dela e finalmente bate na cabeça dela com um martelo. Ele havia sido pego ao tentar roubar a carteira dela.


Dois estudantes de 15 anos batem em um desempregado de 28 anos, o revistam em busca de dinheiro, e finalmente o matam.


 

Violência na escola, violência no parque infantil, violência entre casais, violência na família, entre irmãos, etc. Sem falar da violência dos grupos de direita e esquerda, que constantemente aparecem na mídia.


É simplesmente assustador!
Muitos pedagogos, psicólogos e médicos se encontram impotentes.
Os políticos também se perguntam se o conceito de educação da geração anterior dos pedagogos foi falho.
O pesquisador da juventude Klaus Hurrelmann, da cidade alemã de Bielefeld, diz:

“Eu posso dizer, mais uma vez, que o atual problema dos jovens, já como crianças, realmente é a experiência de viver em um ambiente desregrado. E se experimentam psicologicamente a experiência do desregramento sem limite, a reação deles, para achar uma saída, é a agressão acompanhada de depressão e doenças. Nós precisamos novamente de autoridades confiáveis.”

Enquanto isso, o programa antiviolência é discutido entre educadores, professores, psicólogos e psicoterapeutas. Há pelo menos 23 anos se prega contra a violência nos cronogramas para as matérias de idioma, política, ciências sociais, etc.
Mas a violência continua a aumentar, apesar de tudo. Isto não é um desenvolvimento estranho?
Conscientização é um conceito com um bom propósito, mas não é o conceito revelado pelo nosso Criador.


E Ele sabe muito melhor. Ele tem a solução.

O que os homens pensam

Muitos pesquisadores acreditam que a tendência de agressão faz parte do homem. Esta tendência deseja se desdobrar sobre o “eu”. Mas ela colide com a resistência da sociedade religiosa e outras normas, que por outro lado influenciam a consciência das pessoas. Quando a energia da tendência fica muito forte, pode gerar certas formas de exteriorização da violência, das quais citaremos duas:

  • A violência pessoal direta, na forma de bater, chutar, boxe, atirar (com arma de fogo), etc.
  • A violência estrutural indireta, quando, por exemplo, se trata de injustiça social.

Portanto, a violência nem sempre precisa chegar a agressões físicas, mas pode levar a problemas
psíquicos, psicossociais ou sociais.
Nós não podemos citar todas as hipóteses que se imagina (cientificamente aceitas) para o surgimento da violência. Muitos pesquisadores dizem que a tendência de violência faz parte do gênero humano (Ch. Darwin, S. Freud, K. Lorenz); outros, no entanto, falam que a agressão vem do fato da inferioridade do organismo humano (J. G. Herder, I. Kant, A. Gehler, A. Adler). Outro grupo refere o fato da agressividade humana ao nível social, e acha que a agressão surge porque as pessoas tratam umas às outras sem o uso adequado da razão (C. F. v. Weizsäcker).

Mas nós cristãos, que dizemos a respeito deste assunto?
Vamos meditar um pouco sobre isso.

Como surge a violência?

Uma resposta baseada na Bíblia
Gênesis 6:11, diz:

“A terra, porém, estava corrompida diante da face de Deus; e encheu-se a terra de violência” (cf. v. 13).

O motivo para a corrupção é a violência, conforme Gênesis 6:5:

“E viu o Senhor que a maldade do homem se multiplicar a sobre a terra eque toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente”.

O coração do homem é o centro, a origem de todo o processo de pensamentos e ações. Aqui, finalmente é decidido o que se pensa, por que se pensa assim, e por que alguém age assim.
A sentença de Deus sobre o mundo pré-diluviano é singular: todo pensamento do coração
humano era só mau. Nosso mundo e sociedade de hoje é melhor que o pré-diluviano? (cf. Mateus 24:37).
Bem, uma democracia não existia naquele tempo, mas o coração do homem não muda com a forma de governo. Continua mau, ruim, se não houver uma purificação do coração.

Como o coração do homem se tornou mau?

Romanos 5:19 dá uma resposta clara:

“Porque, como pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores”.

Deus tinha dado um simples mandamento, e o homem transgrediu este mandamento. O consequente distanciamento de Deus também levou à desarmonia entre Adão e Eva. O pecado, como princípio mau em nós homens, entre outras coisas, ocasiona a destruição da comunicação e do relacionamento. Pela destruição da comunhão com Deus começa um processo de alienação no próprio homem (desunião interna; Romanos 7) e na sociedade (“odiosos, odiando-nos uns aos outros” Tito 3:3). Então não precisamos nos admirar do ato de violência de Caim (Gênesis 4); do desejo de diversão dos habitantes da terra antes do dilúvio (Gênesis 6:1-4; Mateus 24:38); e nem sobre as ações do poderoso caçador Ninrode (Gênesis 10:8-11). Um coração desviado do Deus Criador leva a toda forma de pecado, incluindo a violência. Em Tiago 4:1 lemos:

“De onde vêm as guerras e pelejas entre vós? Porventura não vêm disto, a saber, dos vossos deleites, que nos vossos membros guerreiam?”.

Quem for seduzido e carregado pelo “próprio desejo” não pode produzir nada além de pecado, e uma forma de pecado é a violência (não desejada por Deus), citada em muitas partes como, por exemplo, em Gênesis 4.

Como resolvemos o problema da violência?

Você já reparou que é um grande engano quando as pessoas acreditam que pode haver um mundo sem violência depois da queda do homem? O homem, no paraíso, tendo a oportunidade de escolher se decidiu contra Deus. A desobediência ao mandamento divino trouxe juízo. Deus mesmo “lançou o homem para fora” do jardim do Éden
(Gênesis 3:24). Quando o homem se opõe à vontade de Deus, Deus precisa julgá-lo. Deus institui autoridades para a manutenção da ordem social, para que o mal seja reprimido, se necessário, com força, ou seja, controlado. Assim surgem formas de sociedade, estruturas de Estado, que por fim só podem ser mantidos juntos com força.
Por favor, abra a Bíblia e leia os seguintes trechos:

Gênesis 4:14; 6:13; 9:6; 11:7-8

Deuteronômio 20:1

Romanos 13:4

Todas as tentativas humanas de controlar atos de violência na humanidade são nada mais que a tentativa tola de alegres especulações de utopistas e idealistas.
O mal está no mundo e precisa ser castigado. Para isto, o Estado deve usar a “espada” (Romanos 13:3-4; 1 Pedro 2:14); da Igreja o mal deve ser expulso (1 Coríntios 5); na família, o pai é especialmente responsável pela educação dos filhos “na doutrina e admoestação do Senhor” (Efésios 6:4).
Bem intencionados, os movimentos pela paz, marchas pela paz, organização de demonstrações contra ações de violência política, ações de esclarecimento sobre “paz em um mundo sem violência”, do ponto de vista humano, sem dúvida parecem louváveis, mas na perspectiva bíblica e profética estão condenados a falhar.
Os dirigentes do movimento neomarxista (1968) verificaram que suas ideias revolucionárias permaneceram inoperantes.

A solução da problemática da violência é simples:

  1. O homem precisa se reconhecer como pecador, e admitir que o princípio do desejo (de agressão) nele, obedece à “lei do pecado e da morte” (arrependimento e conversão).
  2. Desta lei somos libertados pela “lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus” (Romanos 8:2). Violência, e todo mal que sai do coração humano, só é controlado se eu submeto minha vida ao controle do Senhor Jesus e à direção do Espírito Santo. O coração é purificado “pela fé” (Atos 15:9), e fé não é outra coisa senão “confiar no Senhor”. Se realmente confiamos no Senhor Jesus não tentaremos forçar nada, então a razão e o poder humano não são mais a base para ação, mas a mente do Senhor e Sua Palavra (cf. Colossenses 3:12-17).
  3. O Senhor diz: “Bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam evos perseguem;… Pois, se amardes os que vos amam, que galardão tendes?… E, se saudardes unicamente os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem os publicanos também assim?” (Mateus 5:44-47).
  4. Nós podemos agradecer ao Senhor que, como cristãos, não precisamos pagar mal com mal, mas podemos confiar em Deus, que no tempo certo atende as orações. A fé confia na ação de Deus.
A. S.
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