Revista Leituras Cristãs

Conteúdo cristão para edificação

Escolha da Profissão

O tema “Escolha da profissão” é um assunto que sempre ocupa os pensamentos, também dos cristãos e principalmente dos jovens.

Sabendo disso, gostaríamos de tratar esse tema e procurar abordar alguns pontos com mais detalhes; porém, estamos cientes que poderemos fazê-lo apenas de forma breve, ainda assim, esperamos que os pensamentos aqui expostos sejam úteis aos leitores. Reunimos neste artigo, pensamentos e ponderações de vários irmãos.

Neste contexto, constantemente surge a pergunta:

Como posso conhecer a vontade do Senhor Jesus, concretamente, nesses casos?

É evidente, para todos, que a escolha da profissão é uma decisão fundamental que só pode ser tomada com a ajuda do Senhor e em oração.

Se perguntarmos:

‘O que devo fazer Senhor?’

podemos ter a certeza que não seremos prejudicados.

Consideremos alguns pontos relevantes.

Motivos

  • Nosso objetivo de vida como cristãos:

“Ou não sabeis… que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo” (1 Coríntios 6:19-20).

  • Nossa vocação:

“a nossa cidade [cidadania] está nos céus” (Filipenses 3:20).

  • Nossa tarefa:

“para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (1 Pedro 2:9).

  • O objetivo do nosso trabalho:

    Para nós mesmos:

“comam o seu próprio pão” (2 Tessalonicenses 3:8,12).

Para outros:

“para que tenha o que repartir com o que tiver necessidade” (Efésios 4:28).

“Tenho-vos mostrado em tudo que, trabalhando assim, é necessário auxiliar os enfermos, e recordar as palavras do Senhor Jesus, que disse: Mais bem-aventurada coisa é dar do que receber” (Atos 20:35).

  • Os interesses de Deus têm a prioridade:

“Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom”.

“Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mateus 6:24,33).

  • A oração:

“Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas”.

“Confia ao Senhor as tuas obras, e teus pensamentos serão estabelecidos” (Provérbios 3:5-6; 16:3).

Aspectos Práticos

Alguém chamou a atenção para o aspecto “missionário” ao refletir sobre a escolha da profissão. Podemos considerar em oração diante do Senhor se não deveríamos escolher uma profissão que poderia ser útil em um campo missionário nos lugares mais necessitados, caso o Senhor quisesse nos mandar para um lugar desses.

Com a escolha da profissão, realmente muita coisa é definida para a vida futura, e não é qualquer profissão que é útil no campo missionário. Não se trata de definir hoje a profissão que será útil no trabalho missionário, mas manter aberta a possibilidade para este caminho do Senhor conosco, e continuar a orar (Mateus 9:37-38).

Por outro lado, com a escolha da profissão os cristãos não planejam toda a sua vida. Abraão, Davi, Paulo, e muitas outras pessoas, mostram que Deus, em Seus caminhos, sempre pode fazer mudanças fundamentais. Apenas é lamentável quando assinalamos períodos do passado como tempo morto: aprendido em vão, estudado em vão, trabalhado em vão. Se estivermos em constante “contato visual” com o Senhor, tudo faz sentido (Romanos 8:28).

Teria sido melhor Davi não ter sido pastor no começo? O seu tempo junto às ovelhas foi sem valor? Para nós está claro que Davi foi conduzido por Deus.

Você está disposto a encontrar também essa condução em sua vida?

Certamente estamos à procura de um trabalho que nos traga alegria e onde devamos e queiramos estar comprometidos (Colossenses 3:23).

Ao mesmo tempo, na escolha da profissão, devemos nos certificar de que esta não nos absorva completamente, que não nos “devore”. A ocupação profissional também pode ser um serviço para o Senhor. Mas a nossa profissão permite ter tempo para outros serviços para o Senhor?

A profissão nunca deve se tornar um objetivo em si mesmo (cf. Mateus 6:3).

Jó é um bom exemplo prático. Embora fosse latifundiário e “gerente” de um grande empreendimento, ele reservava tempo para cuidar pessoalmente da vida espiritual de seus numerosos filhos. Aparentemente, os filhos já eram adultos. Como pai de família, Jó continuava não sendo acomodado e negligente.

Você gostaria de crescer muito profissionalmente por meio da diligência e por um compromisso constante com o trabalho? Suas negligências frente à família, à vizinhança e à congregação não podem ser equilibradas com o sucesso profissional. Mais tarde, você não poderá enfrentar a Deus com desculpas.

 

Cristãos exercem sua profissão com responsabilidade. Portanto, a profissão deveria combinar com suas capacidades e inclinações.

Sucesso no trabalho é algo elementar.

Como os discípulos ficaram frustrados quando eles pescaram a noite toda e nada apanharam (João 21). O Senhor viu isso, e logo encheu as suas redes.

Havendo uma possibilidade de trabalhar na área escolhida, antes da decisão, você deve usá-la (por exemplo, um estágio).

Uma consideração especialmente para as irmãs, talvez entre a escola e a formação profissional, seria passar um tempo com uma família maior, ou em outro lugar onde a ajuda seja necessária. Pode ser que, por meio disso, se obtenha novos incentivos em relação à escolha da profissão.

Aspecto Financeiro

Relacionado ao tema dinheiro, alguém escreveu:

Que propósito a nossa profissão deve cumprir em relação a nós mesmos? Evidentemente, ganhar dinheiro! Mas, para quê? Precisamos refletir cuidadosamente; pois certamente não é correto e sensato ganhar o máximo de dinheiro para simplesmente, apenas possuí-lo.

O apóstolo Paulo dá duas razões para isso:

1. Temos que ganhar o próprio sustento para nós e para as nossas famílias. Para alguns preguiçosos em Tessalônica, Paulo escreve:

“A esses tais, porém, mandamos, e exortamos por nosso Senhor Jesus Cristo, que, trabalhando com sossego, comam o seu próprio pão” (2 Tessalonicenses 3:12; cf. 3:8).

Mas quanto precisamos?

Uma referência prática temos em 1 Timóteo 6:8:

“Tendo, porém, sustento, e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes”.

Isto quer dizer que não devemos nos orientar por tudo que nós poderíamos nos permitir! Mas a nossa diretriz deve ser a pergunta:

O que realmente necessitamos — como crentes, como estrangeiros neste mundo?

Se nós mantivermos isto em mente, então, ao escolher uma profissão não olharemos primeiramente para o salário que poderemos receber.

2. Não devemos trabalhar apenas para nós, mas também para outros. Paulo lembra em Efésios 4:28 que aquele que trabalha, faça “com as mãos o que é bom, para que tenha o que repartir com o que tiver necessidade”. Se ganharmos mais do que necessitamos, muito bem — enquanto nosso coração não estiver preso no dinheiro. Mas o que fazemos com o excedente? Cuidado! Perigo!

Para este caso, Paulo cita uma declaração do Senhor Jesus:

“Mais bem-aventurada coisa
é dar do que receber” (Atos 20:35).

Bem-aventurado quer dizer mais abençoado; o próprio Senhor Jesus nos promete uma benção se estivermos dispostos a colocar o nosso dinheiro à Sua disposição, em vez de pensar logo de início no bem-estar da própria carteira!

Estas reflexões, que são princípios resultantes da Palavra de Deus, não são mandamentos duros; não, o Senhor Jesus não exige nenhuma obediência escrava. Antes, Ele prefere discípulos que também, antes da escolha da profissão, Lhe peçam:

“Ensina-nos a ser fiéis discípulos!

Ensina-nos a remir nosso tempo,

Este curto tempo na terra;

Para proveito na eternidade”.

Isto nos leva a um pensamento final:

Nosso Senhor virá em breve para nos buscar. Tudo aquilo que inúmeras pessoas buscam alcançar por meio da sua profissão — autorrealização, reputação social, bem-estar material, carreira — se tornará em um instante, e por toda a eternidade, sem valor e indiferente.

“Mas ajuntai tesouros no céu… Porque onde estiver o vosso tesouro, ali estará também o vosso coração” (Mateus 6:20-21).

“E tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor… porque a Cristo, o Senhor, servis” (Colossenses 3:23-24).

Onde está o meu coração?

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