Revista Leituras Cristãs

Conteúdo cristão para edificação

Para que Existem as Estrelas?

“Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos. Um dia faz declaração a outro dia, e uma noite mostra sabedoria a outra noite. Não há linguagem nem fala onde não se ouça a sua voz. A sua linha se estende por toda a terra, e as suas palavras até ao fim do mundo. Neles pôs uma tenda para o sol, o qual é como um noivo que sai do seu tálamo, e se alegra como um herói, a correr o seu caminho. A sua saída é desde uma extremidade dos céus, e o seu curso até à outra extremidade, e nada se esconde ao seu calor” (Salmo 19:1-6).

Na Bíblia, o “céu” tem três significados: atmosfera (lugar das aves e dos aviões), o céu onde estão as estrelas (o universo), e terceiro, a habitação de Deus. No Salmo 19 se trata do céu onde estão as estrelas.

 

Quantas estrelas existem?

“Então o levou fora, e disse: Olha agora para os céus, e conta as estrelas, se as podes contar. E disse-lhe: Assim será a tua descendência” (Gênesis 15:5).

A olho nu, nós podemos ver cerca de 3.000 estrelas. Somando os dois hemisférios, chegamos aproximadamente a 6.000 estrelas. A primeira pessoa que olhou para o céu com um telescópio artesanal foi Galileu Galilei (1564-1642). O que viu, ele descreve em seu livro Sidereus Nuncius:

“É realmente algo grandioso poder acrescentar, à numerosa quantidade de estrelas fixas que podíamos observar com a nossa capacidade natural, inumeráveis outras; e poder ver estas que nunca antes haviam sido vistas, e cujo número ultrapassa em mais de dez vezes as que já conhecíamos”.

Isto resulta então, em um número aproximado de 30.000 estrelas.

No ano de 1862, os astrônomos Ärgelander e Schönfeld finalizaram, a assim chamada, “Bonner Durchmusterung” (catalogação de estrelas). Eles analisaram o céu noturno com o auxílio de um telescópio, e chegaram a 324.198 estrelas de grandeza tipo 9 a 10. Portanto, mais uma vez o décuplo.

 

Vias Lácteas

Investigações com telescópios modernos têm mostrado que a Via Láctea (galáxia) do hemisfério norte tem pelo menos 100 bilhões de estrelas. Se alguém contasse estas estrelas, contando três estrelas por segundo, com a idade de 100 anos — sem dormir — ele chegaria a apenas 10% das estrelas dessa Via Láctea.

No céu do hemisfério norte só existe mais uma Via Láctea visível a olho nu. É a Nebulosa de Andrômeda, que nos concede a mais distante visão a olho nu. Ela está a uma distância de cerca de 2,26 milhões de anos-luz.

No hemisfério sul há dois outros sistemas estelares visíveis sem um telescópio, a saber, a Grande e a Pequena Nuvem de Magalhães, das quais a grande também tem cerca de 100 bilhões de estrelas.

No total, há alguns bilhões de tais galáxias em nosso universo.

Se investigarmos ainda mais o universo, verificaremos que estas galáxias não ocorrem isoladamente, mas em aglomerados.

O mais conhecido é o Aglomerado de Virgem (Virgo), que é composto por aproximadamente 2500 surpreendentes galáxias individuais.

De acordo com o conhecimento atual da astronomia, se está convencido de que há pelo menos 10²⁵ (1 seguido por 25 zeros) estrelas. Provavelmente, esta estimativa é muito baixa. Para ilustrar: o computador mais rápido faz 93 quadrilhões de cálculos em um segundo, ou seja, se ele contasse as estrelas ininterruptamente, ainda levaria aproximadamente 4 mil anos.

Em Jeremias 33:22 lemos:

“Como não se pode contar o exército dos céus, nem medir-se a areia do mar”.

O que nós descobrimos no século 21, a Bíblia já sabia na Antiguidade. Mas Deus contou as estrelas:

“Conta o número das estrelas, chama-as a todas pelos seus nomes. Grande é o nosso Senhor, e de grande poder; o seu entendimento é infinito” (Salmo 147:4-5).

Isaías 40:26 afirma:

“Levantai ao alto os vossos olhos, e vede quem criou estas coisas; foi aquele que faz sair o exército delas segundo o seu número; ele as chama a todas pelos seus nomes; por causa da grandeza das suas forças, e porquanto é forte em poder, nenhuma delas faltará”.

Deus criou todas essas estrelas. Ele deu a todas um nome. Deus não precisa de computadores nem de telescópios nem de tempo. E o mais surpreendente é que esse Deus ainda se preocupa com cada pessoa:

“Que é o homem mortal para que te lembres dele? E o filho do homem, para que o visites? Pois pouco menor o fizeste do que os anjos, e de glória e de honra o coroaste” (Salmo 8:4-5).

Porque para Deus, não faz diferença se Ele cria 1000 ou 10²⁵ estrelas:

“Porque falou, e foi feito; mandou, e logo apareceu” (Salmo 33:9).

 

A diversidade de estrelas

Todas essas estrelas são completamente diferentes. Nenhum floco de neve que já caiu na terra será exatamente igual a outro. Isto também se aplica para as estrelas:

“Uma é a glória do sol, e outra a glória da lua, e outra a glória das estrelas; porque uma estrela difere em glória de outra estrela” (1 Coríntios 15:41).

Podem-se distinguir as estrelas de acordo com vários critérios: segundo a massa, segundo a luminosidade, raio, temperatura, classe espectral, densidade média, gravidade na superfície, velocidade de rotação, composição química, e muitos outros critérios.

Aqui estão alguns exemplos: a estrela que está mais próxima da Terra (exceto o Sol) é a Proxima Centauri. Ela está a 4,3 anos-luz de distância. Em uma vida, nunca poderíamos chegar lá com uma
nave espacial. O objeto mais distante que conhecemos no momento é o Quasar PKS2000/330. Ele está a uma distância de 15 bilhões de anos-luz, o que é 9,46 bilhões de quilômetros x 15 bilhões.

A estrela que aparece mais brilhante na Terra, é a Sirius. A estrela com o maior brilho absoluto é Eta Carinae. Ela é 4 milhões de vezes mais brilhante do que o nosso sol. A maior estrela conhecida é a Betelgeuse. Seu diâmetro é de 870 bilhões de quilômetros, cerca de 625 vezes o tamanho do sol.

 

Para que todas essas estrelas?

Penso que encontraremos a resposta a esta pergunta em Gênesis 1:14-19:

“E disse Deus: Haja luminares na expansão dos céus, para haver separação entre o dia e a noite; e sejam eles para sinais e para tempos determinados e para dias e anos. E sejam para luminares na expansão dos céus, para iluminar a terra; e assim foi. E fez Deus os dois grandes luminares: o luminar maior para governar o dia, e o luminar menor para governar a noite; e fez as estrelas. E Deus os pôs na expansão dos céus para iluminar a terra, e para governar o dia e a noite, e para fazer separação entre a luz e as trevas; e viu Deus que era bom. E foi a tarde e a manhã, o dia quarto”.

As estrelas devem dar a sua luz e iluminar a terra. Com isso fica claro que foram criadas com um objetivo específico. Foram criadas para os homens.

Aqui, a luz se refere primeiramente ao sol. Ele é vital para nossa vida. Por meio da fotossíntese, a energia da luz é transformada em energia química.

Sem este processo genial não existiria cadeia alimentar para os seres vivos. Este processo que ocorre em cada folha e em cada broto de grama ninguém conseguiu reproduzir até hoje. Nós não sabemos como funciona este processo. O sol é o grande fornecedor de energia. A cada segundo, 4,3 milhões de toneladas de massa solar são transformados em energia. Este mesmo processo acontece em todas as outras estrelas/sóis.

Além disso, as estrelas servem para a medição do tempo. Aqui não são apenas citadas as unidades, mas também como podem ser medidas (dias, meses, anos).

Ademais, as estrelas tem a tarefa de proclamar uma mensagem. Esta proclamação acontece de forma absolutamente silenciosa:

“Não há linguagem nem fala onde não se ouça a sua voz” (Salmo 19:3).

Em todo lugar, em toda a terra, a linguagem do céu é compreendida. Esta mensagem qualquer pessoa pode entender (erudito ou analfabeto), em qualquer lugar (no polo norte ou no polo sul):

“A sua linha se estende por toda a terra, e as suas palavras até ao fim do mundo” (Salmo 19:4).

Este código não pode ser apagado. Na terra podemos destruir informações. Até mesmo em países ateístas, esta mensagem pode ser ouvida. Nesses países também há pessoas que acreditam em Deus.

 

O que as estrelas anunciam?

“Porquanto o que de Deus se pode conhecer neles se manifesta, porque Deus lho manifestou. Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se veem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis; porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu” (Romanos 1:19-21).

Portanto, elas anunciam o eterno poder e a divindade de Deus. Para isto bastam as obras da Sua criação.

As pessoas tiram suas conclusões disso. Elas reconheceram a grandeza do Criador.

A partir do altar “AO DEUS DESCONHECIDO”, Paulo disse:

“O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens” (Atos 17:24).

Este Deus se dirigiu pessoalmente a nós, homens, em Seu Filho Jesus Cristo.

O Novo Testamento nos revela que o Filho de Deus é o criador de todas as coisas (João 1:1-3,10; Colossenses 1:15; Hebreus 1:3), e também do gigantesco universo com as suas muitas e diferentes estrelas.

Quão grande e infinitamente sublime é este Senhor. E é o mesmo Senhor que veio a esta terra para, por amor aos homens perdidos, entregar a Sua vida na cruz do Gólgota.

W. G.
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