Segurança, Certeza e Gozo da Salvação (Parte 1)

Segurança, Certeza e Gozo da Salvação (Parte 1)

Segurança, Certeza e Gozo da Salvação – Parte 1

Muito se faz em nossos dias visando garantir “segurança”. São objeto de proteção o patrimônio, a integridade física, a saúde, o emprego…

A idéia é que, tendo a certeza de uma boa proteção contra as “fatalidades” e as circunstâncias desfavoráveis, nós nos sintamos seguros e, com isso, mais felizes. E a felicidade é o justo anseio de cada um de nós.

Mas…

1- Você sente absoluta SEGURANÇA?

2- Você tem CERTEZA a respeito da vida e da morte?

3- Você experimenta real e constante ALEGRIA?

 

 Deseja ter clareza a respeito destes três pontos?

Nós lhe antecipamos que isto é realmente possível. Este artigo pode ajudá-lo nesse sentido. Por favor, continue lendo com atenção.

Todos, também você, caro leitor, estamos de viagem. Os caminhos que trilhamos variam bastante. São parecidos em apenas dois pontos: têm um começo e tem um fim. Nós nascemos – nós temos de morrer.
E como isso tudo acaba?
Ou existe uma outra vida após a morte?

Na Bíblia Deus fala de duas possibilidades para a continuidade de nossa existência:

A vida eterna- no Céu – em feliz comunhão com Ele; ou

A “segunda morte” – no Lago de Fogo – num tormento sem fim e eternamente separados de Deus.

Uma coisa é certa: o que Deus diz, é cem por cento verdade!

Por isso é necessário questionar­-nos enquanto é tempo se estamos’ encaminhados para o destino que desejamos. Ninguém sabe quando chega o fim de sua vida. Pode ser daqui a dez anos ou mais ­possivelmente ainda dentro de um ano – ou talvez ainda hoje?!

Onde você estará quando sua estada aqui na Terra chegar ao seu fim?

Você já pode saber a resposta agora; e com todo acerto.

 

A Que Grupo Você Pertence?

As pessoas podem ser divididas em três grupos:

1. Pessoas que estão certas de que um dia irão ao Céu, pois crêem em Jesus Cristo, o qual morreu pelos seus pecados;

2. Pessoas que estão incertas se um dia alcançarão o Céu, embora queiram alcançá-la.

3. Pessoas que não crêem no Senhor Jesus Cristo e afirmam indiferença quanto àquilo que se passará após a morte.

É um fato muito terrível quando alguém não se importa com a continuidade eterna de sua existência, vivendo somente para trabalhar e correr atrás do dinheiro, procurando sua satisfação nos prazeres e diversões, e esquecendo que a vida é como uma bolha de sabão da qual, quando ela se arrebenta, não sobra nada.

Assim, milhões estão cegos para o juízo que os espera, cegos também ao amor de Deus, que tanto deseja fazê-los felizes. Vivem como se não houvesse Deus, nem morte nem juízo.

E Deus, contudo, tem avisado que se verá obrigado a julgar os homens por causa dos pecados que cometem ou já cometeram. A morte é o salário do pecado, a retribuição que nos é devida por todos os maus pensamentos, palavras e ações.

Mas Deus sabe quão horrível é a “segunda morte”, o Lago de Fogo, o tormento infinito, e por isso fez o possível para guardar os homens desse destino. Ele ama o pecador! Movido pelo maior amor que se pode conceber, Deus deu o Seu próprio Filho. Ele enviou Jesus Cristo ao mundo para que morresse, pendurado numa cruz de madeira em nosso lugar, uma morte terrível.

“Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco, pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores”
(ROMANOS 5,8).

Por isso,… todo o que nEle crê pode ir ao Céu, e é poupado do juízo de Deus.

Você também pertence ao grupo dos indiferentes?

Então a sua situação é bem perigosa, pois está à beira de um abismo!

Cada dia pode ser o último de sua vida, e depois vem o juízo. Ai seu destino estará selado para sempre: o Lago de Fogo, a “segunda morte” (APOCAUPSE 20,11-15).

É o Diabo que procura enganar as pessoas para que caiam com ele na mesma desgraça. Ele as seduz a crer que o final não será tão ruim. Que ainda lhes resta tempo suficiente para pensar na morte e no juízo. E que o mais razoável é aproveitar primeiro a vida.

Mais tarde… sussurra o Diabo. Mas a Palavra de Deus – a qual é confiável – diz: “Eis agora o dia da salvação” (2 CORlNTIOS 6,2). Há um ditado que diz: “A estrada do mais tarde conduz à cidade do nunca!” Demorar pode ser fatal. Por isso, aceite hoje o presente da graça que Deus lhe oferece para estar em SEGURANÇA contra o horror dos tormentos do inferno.

 

A Incerteza Procede da Incredulidade!

Talvez você diga: “Mas eu não sou indiferente aos interesses de minha alma. Por várias vezes eu já pedi a Deus que perdoasse os meus pecados. Porém, em meu coração continuam o medo e a incerteza. Será que Deus me acolherá?”.

Neste caso a sua condição não é a mesma dos que são indiferentes, contudo o que causa o seu medo e incerteza é a mesma coisa: a incredulidade.

As pessoas indiferentes não crêem que são pecadoras e culpadas perante Deus, e que serão julgadas por isso.

Você, em sua incerteza, não crê que a proposta de salvação que Deus lhe oferece seja suficiente.

Estamos convencidos de que, se você enfocar com franqueza este assunto de seu destino eterno, não poderá ficar satisfeito enquanto não tiver a CERTEZA de possuir a salvação eterna. Pois “que aproveita ao homem, ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?” (MARCOS 8,36). Estas páginas são dirigidas especialmente às almas que anseiam ter a completa certeza da sua salvação.

Toda pessoa que considerar a sua relação com Deus, sendo sincera, verá que é impura e culpada. Perante a santidade divina surge a consciência do pecado. E se então pensarmos no futuro, pode-nos acometer o medo: “Como posso apresentar­-me perante Deus, o justo Juiz? De nada me adiantam as outras boas obras”. Aí compreendemos: “Eu estou perdido”.

Porém, este é o ponto ao qual todos precisam chegar. É o começo da verdadeira bênção. Tal consciência é operada por Deus. Ele tem prazer em vê-lo chegar a esse ponto.

Não precisamos, no entanto, continuar nesta condição, sentindo-nos culpados; Deus quer que declaremos tudo a Ele. Seria bom que essa atitude fosse espontânea, pois, embora a consciência do pecado cause tristeza e inquietação, também desperta um anseio por salvação. A operação de Deus nos induz a abandonar os caminhos do pecado e a dar uma meia-volta, voltando-nos e convertendo-nos a Deus. O passo a ser dado é reconhecer e confessar nossa culpa. É simples, e está descrito na Bíblia em 1 João 1:9:

“Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.”

Foi assim com o filho pródigo, em Lucas 15. É o que se passa com todos que têm tido esta imensa experiência em sua vida. Isto é conversão. É o acesso ao caminho da plena paz. E o Céu se alegra por você.

Alguém está perdido. Chega cansado e faminto a uma encruzilhada, e sem saber que direção tomar. Ali lhe é dito que um dos caminhos talvez o conduza ao destino desejado. Acaso estaria satisfeito com esta informação vaga e imprecisa? Decerto que não, pois o que lhe interessa é ter CERTEZA de estar no caminho certo.

O mesmo se passa com todo aquele que sabe estar perdido, num caminho errado. De nada adianta alguém lhe mostrar um caminho que talvez, aparentemente, o leve ao Céu.

Ele quer estar cem por cento convicto de se achar no caminho correto.

Todo engano é muito perigoso, pois “há caminho que parece direito ao homem, mas o seu fim são os caminhos da morte” (PROVERBIOS 16,25) (¹).

1 – Edição Revista e Corrigida de Almeida.

Mas felizmente dispomos de orientação absolutamente confiável: a Palavra de Deus, a Bíblia. Por meio dela Deus aponta o caminho, e Ele deseja que você o escolha para que esteja em segurança.

Vamos então consultá-la e sondar o que Deus diz sobre:

1. 0 CAMINHO DA SALVAÇÃO, para que esteja em SEGURANÇA (ATOS 16,17).

2. O CONHECIMENTO DA SALVAÇÃO, para que tenha a CERTEZA dela (LUCAS 1:77).

3. A ALEGRIA DA SALVAÇÃO, para que desfrute de GOZO (SALMO 51,12).

Estas três coisas estão bem relacionadas entre si, mas veremos que cada uma delas está apoiada numa verdade distinta. Por isso, é bem possível que uma pessoa saiba qual é o caminho da salvação, sem contudo ter certeza de estar pessoalmente salva; ou então, saiba que está salva e ainda assim não goze da alegria que deveria acompanhar esse conhecimento.

Segurança:

  1. O CAMINHO DA SALVAÇÃO

     O Velho Testamento apresenta uma série de ilustrações que contêm, para nós, um sentido espiritual. Para elucidar “o caminho da salvação”, tomemos um mandamento que Deus deu ao Seu povo naquele tempo:

“Porém todo primogênito (2) da jumenta resgatarás com cordeiro; se o não resgatares, será desnucado (3); mas todo primogênito do homem entre teus filhos resgatarás” (ÊXODO 13,13).

Com estas palavras na mente, imaginemos uma cena que teria ocorrido há quase três mil anos. Vemos dois homens, um sacerdote de Deus e um pobre camponês israelita. Estão conversando e gesticulam bas­tante, parece que tratam de uma questão importante. O tema da discussão parece ser o jumentinho que está entre eles.

– Vim saber – diz o pobre israelita – se o senhor desta vez não pode abrir uma exceção. Este jumentinho é o primeiro filhote de uma jumenta que tenho. Embora eu saiba que a lei de Deus o requer, espero que desta vez Deus poupe o meu animal. Sou pobre, e um animal desses me fará muita falta.

– Mas – responde o sacerdote resoluto – a lei de Deus é clara e determina: “Todo primogênito da jumenta resgatarás como cordeiro; se o não resgatares, será desnucado” . Onde está o cordeiro?

 

– Mas eu não tenho um cordeiro!

– Então vá comprar um e traga-o aqui. Das duas uma: o jumento tem de morrer ou então um cordeiro no lugar dele.

– Ah -diz o homem, abatido, – então perdi a minha esperança; não tenho dinheiro para comprar um cordeiro.

Entrementes, aproxima-se um ancião israelita que passava por ali. Ele ouviu o suspiro desse pobre homem, fitou-o por um pouco e lhe falou em tom amigável:

– Não desanime;· eu posso ajudá-la. Em casa temos um cordeiro que não tem nem mancha nem defeito algum, e nunca se extraviou. É verdade que todos somos muito apegados a ele, mas vou buscá-lo mesmo assim. Deste modo você pode ficar com o seu jumentinho.

O bondoso israelita se foi e logo voltou com o cordeiro prometido, o qual é aceito pelo sacerdote, amarrado e imolado … o sangue escorre, e o sacrifício é consumido pelo fogo.

O sacerdote então se volta ao pobre israelita e lhe diz:

– Não se preocupe mais com o jumentinho; o cordeiro foi morto em seu lugar. Agora pode voltar para casa com a consciência tranqüila. Mas não esqueça de agradecer a seu amigo pelo que lhe fez.

2)Primogênito: o primeiro filho nascido.
3)N. do T. : Ou seja. “cortar-Ihe-ás a cabeça”, como está na versão Revista e Corrigida de Almeida.

 

 

O que Significam o Amigo Generoso e o Cordeiro?

Essa história é uma figura daquilo que Deus quer fazer por você. Em conseqüência dos seus pecados, a justiça de Deus exige do pecador o seu justo castigo, a saber, a sua morte. Visto que o homem não tem como pagar por sua culpa, Deus tem de julgá-la.

Resta ainda uma alternativa: que morra um substituto aprovado por Deus. Porém … onde achar? Você conhece um?!

O próprio Deus cuidou disso.

Ele proveu o Seu único e mui amado Filho – um “cordeiro sem defeito”.

“Eis o Cordeiro de Deus ­disse João Batista ao ver o Senhor Jesus -, que tira o pecado do mundo!” (JOÃO 1.29). Esse Jesus, o Filho de Deus, caminhando para a cruz, “como cordeiro foi levado ao matadouro” (ISAÍAS 53,7). Lá Ele padeceu, “o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus” (1 PEDR0 3,18) 4.

Ele pagou tudo o que Deus, em função dos pecados que cometemos, teve de exigir.

Se você realmente crer no Filho de Deus, ou seja, se você confiar inteiramente nEle e naquilo que Ele fez, então você não será condenado! Deus lhe atribuirá o crédito da obra executada por Cristo 5.

Depois de ter morrido em favor dos nossos pecados, o Senhor Jesus ressuscitou. Ele vive agora, e Ele mesmo tem dito: “Porque Eu vivo, vós também vivereis” (JOÃO 14,19).

Ele ainda nos deu uma outra promessa: “E quando Eu for, e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que onde eu estou estejais vós também” (JOÃO 14,3). Ali estaremos “em casa”.

Apesar disso, você talvez diga:

“Estou ciente de que não tenho a capacidade de fazer algo pelo que possa ir ao céu. Entendo também que meu único recurso é confiar em Cristo e em Sua obra. Mesmo assim, não estou bem convicto que tudo esteja inteiramente arranjado. Hoje me sinto feliz e tenho gozo considerando que, por ter crido no Senhor Jesus, Deus perdoou os meus pecados. Mas não é todo dia assim. Ao invés de ser feliz, tenho dúvidas e medo. Por que isso?”

Então me permita uma pergunta: Você já ouviu falar de um marujo que tenha lançado a âncora para dentro de seu barco? Nunca, é claro, pois ele teria perdido o seu juízo! Ele sempre a lança para fora, no mar.

O que quero dizer com isso é o seguinte: para ter a CERTEZA da salvação, você não deve olhar para dentro, para si mesmo, mas para fora, para o Senhor Jesus. Você condiciona a certeza de sua salvação a seus sentimentos. Enquanto estiver satisfeito com eles, pensa que está tudo em ordem, mas, amanhã, quando não gozar mais dessa sensação de felicidade, você é balançado de um lado para o outro como um barco que está em apuros.

Lembre sempre que sua salvação só pode estar ancorada naquilo que o Senhor Jesus fez por você.

“Ele é a nossa paz”, e “pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós … [nem] de obras, para que ninguém se glorie” (EFÉSIOS 2,14,8-9).

Somente o sangue de Jesus Cristo purifica de todo pecado.

4)Edição Revista e Corrigida de Almeida ..
5)Ou seja, Deus irá considerar o que Cristo fez como se você o tivesse feito.

Certeza:

  1. O CONHECIMENTO DA SALVAÇÃO

Para compreender esse ponto, leiamos 1 João 5:13:

“Estas cousas vos escrevi a fim de saberdes que tendes a vida eterna, a vós outros que credes em o nome do Filho de Deus.”

Se puder, leia agora em sua Bíblia Êxodo 12, que relata a noite que antecedeu a saída do povo de Israel do Egito, a noite da Páscoa, a terrível noite em que Deus castigaria aquela terra com a morte de todos os filhos primogênitos.

Naquele tempo viviam no Egito também os israelitas, e Deus não disse que pouparia sem qualquer exigência as casas deles. É bem verdade que Deus proveu um recurso pelo qual o filho mais velho das famílias israelitas não teria de morrer. Tinham de tomar do sangue do cordeiro pascal e aplicá-lo por fora no arco da porta da casa. “O sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes: quando eu vir o sangue, passarei por vós” (verso 13).

Era o que Deus tinha prometido. A Palavra de Deus lhes era a garantia para a segurança do filho mais velho de cada casa. Obviamente, desde que observadas as prescrições divinas!

Vamos supor que estejamos no Egito nessa noite e que visitemos duas casas dos israelitas para ouvir o que dizem.

Na primeira casa nós notamos o medo e a dúvida estampados no rosto das pessoas. Qual é o motivo? O filho mais velho nos conta que Deus naquela noite vai passar pela terra do Egito e matar todos os primogênitos.

– E – diz ele – não sei o que será de mim quando chegar a meia-noite. Somente amanhã, quando Deus já tiver passado a nossa casa, poderei saber que fui salvo. Antes disso fica difícil ter a certeza de que nada me acon­tecerá. Os nossos vizinhos do lado dizem que têm certeza da sua segurança, mas achamos que isso é muita presunção da parte deles. O que me resta a fazer é esperar que tudo corra bem para mim.

– Mas – perguntamos – o Deus de Israel não proveu um meio para que sua vida fosse salva?

– Claro que sim – respondeu ele – e nós seguimos as instruções dEle à risca: matamos um cordeiro de um ano, sem defeito, e passamos o sangue na moldura da porta. Mas não temos ainda a plena certeza que isso vá ajudar, dando-nos proteção.

Vejamos agora a casa vizinha.

Toda a família está ao redor da mesa e come da carne do cor­deiro assado. Todos têm em sua mão um bastão para caminhar e estão prontos para deixar a casa.

Como é possível que esta gente possa estar tão tranqüila quando um fato tão terrível está por acontecer?

 

Há Diferença entre os Dois Casos?

– Ah! – diriam todos -, só estamos aguardando a ordem de Deus para marcharmos, a nossa escravidão aqui no Egito está por terminar!

– Mas vocês se esqueceram de que esta noite Deus estará rodeando as casas para matar todos os primogênitos?

– Não, sabemos disso muito bem. Mas o nosso filho está seguro, pois já espargimos o sangue do cordeiro, segundo a vontade do nosso Deus.

– Mas os vizinhos também fizeram isso – respondemos -, e, mesmo assim, todos estão inquietos e infelizes, pois não têm certeza de que seu filho será poupado.

Então o filho mais velho vem para a frente. Radiante e com firmeza, ele diz:

– Aplicamos o sangue no arco da porta, e também confiamos na Palavra de Deus. Ele disse: “quando eu vir o sangue, passarei por vós”. Deus nos diz que está satisfeito ao ver o sangue lá fora e nós aqui dentro ficamos descansando na Sua Palavra. O sangue nos dá a SEGURANÇA, e a Palavra de Deus nos dá a CERTEZA.

Muito bem! Caro leitor, e isso vale também para nós!

O sangue do Cordeiro de Deus, o sangue de Jesus Cristo, foi derramado. Ele deu a Sua vida. Nada poderia nos conferir maior segurança de que seremos poupados do juízo de Deus do que o sangue de Cristo!

E a palavra proferida por Deus nos traz certeza, pois não há nada mais confiável que a Palavra do próprio Deus.

E agora uma pergunta:

Qual dos dois primogênitos estava mais seguro? O da primeira casa, cujos moradores estavam temerosos, ou o que estava na ou­tra, onde todos não tinham medo?

Talvez você pense: “O filho da segunda casa, visto que estava sossegado e satisfeito”.

Não! Definitivamente não!

Ambos estavam igualmente seguros.

A segurança deles não dependia dos sentimentos que havia neles, mas do sangue aspergido lá fora e da garantia que Deus confere à Sua Palavra.

Se você quiser ter certeza de que irá ao céu, então não dê atenção aos seus sentimentos tão inconstantes, mas sim ao testemu­nho infalível da Palavra de Deus:

“Em verdade, em verdade vos digo: Quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida” (JOÃO 5,24).

 

Das Dúvidas até a Certeza

Tomemos ainda um exemplo da vida prática.

Um certo colono não tem pasto suficiente para o seu gado e fica sabendo que uma boa pastagem perto de sua casa está para ser alugada. Ele escreve ao dono da terra comunicando o seu interesse em arrendar a terra, mas a resposta demora a chegar.

Ao falar disso ao seu vizinho, este lhe diz: “Estou certo de que o proprietário lhe arrendará o pasto, pois sei que gosta de você e o considera como um homem esforçado”. Com estas e outras palavras, o colono fica todo cheio de esperanças.

No dia seguinte, encontra-se com outro vizinho, e este lhe diz:

“Receio que suas chances sejam pequenas, pois ouvi dizer que o Sr. Fulano também quer a terra, e você sabe como ele é amigo do proprietário”.

As esperanças do pobre lavrador desvanecem-se como bolhas de sabão. Abatido, ele vai para casa.

Ali chegando, nota que a carta do proprietário chegou. Com o seu coração batendo acelerado, ele abre o envelope e começa a ler. À medida que avança na leitura, sua mulher nota que a satisfação retrata-se em seu rosto. Ele levanta a carta exclamando: “Está resolvido! Posso arrendar o pasto pelo tempo que eu quiser, e as condições são ótimas. Acabaram-se as incertezas; agora já não me importo com a opinião de ninguém, pois tenho a palavra do proprietário, e esta resolve o assunto!”.

Há muita gente tão cheia de dúvidas como esse colono. São agitadas e perturbadas pelas diferentes opiniões dos homens; ou então se ocupam demais com os seus próprios pensamentos e sentimentos (que estão sempre mudando). Por isso não têm sossego nem paz.

Somente obteremos a CERTEZA genuína ao confiar plenamente na Palavra de Deus.

É na Bíblia que podemos ver o que Deus pensa acerca das coisas. Ali encontramos todos os Seus planos e pensamentos. Quem crê ser verdade o que Deus diz; e nisso confia, obterá a certeza.

Para chegar a esse ponto, cada um percorrerá um caminho diferente, pois não há um padrão nem regras. O que conta é confiar de verdade na Palavra de Deus. Não importa a maneira como você der o passo, mas que o passo seja dado!

Paulo pregava a conversão a Deus, e a seguir anunciava também a fé no Senhor Jesus Cristo (ATOS 20:21). Pois o que importa em primeiro lugar é crer (confiar) que Deus lhe perdoou todos os pecados. A seguir Deus deseja dirigir o seu olhar para o Senhor Jesus na cruz. Ali Ele cumpriu tudo o que foi necessário.

Aceite essa verdade, aproprie­-se dela. E depois agradeça-Lhe!

A dúvida e o medo desapa­recerão. E então já não será mais de importância o que as pessoas lhe dizem.

A Bíblia diz a verdade, seja quando fala do juízo sobre os que desconsideram a Deus, seja quando proclama que todo o que crê em Jesus Cristo tem a vida eterna.

“Deus não é homem, para que minta… porventura, tendo Ele prometido, não o fará?” (NÚMEROS 23:19).

Mas talvez você pergunte:

“Como posso saber que minha fé é certa?”

Só podemos responder: “Creia na pessoa certa! Confie no verdadeiro Salvador, o Filho de Deus!” É isso que importa.

Não é uma questão de saber se a sua fé é muita ou pouca, forte ou fraca, mas se a pessoa na qual você crê é digna de con­fiança.

Há uns que se agarram a Cristo com a energia semelhante à do que está-se afogando, enquanto outros apenas o tocam por trás, “na orla da veste” .

Mas isso não quer dizer que uns estejam mais seguros do que outros. Todos fizeram a mesma descoberta: que em si mesmos não há nada em que possam confiar, e que somente Cristo e Sua Palavra são dignos de confiança.

O único meio de alcançar a paz interior é quando se confia e descansa na Obra que Ele consumou na cruz. “Crer nEle” é  isso.

“Em verdade, em verdade vos I digo: Quem crê, tem a vida eterna” (JOÃO 6:47).

 

Há Coisas que não Podem Salvar

Até a mais fraca centelha de fé no Senhor Jesus é suficiente para obter a vida eterna. Ao passo que a confiança, por fervorosa que seja, em qualquer outra coisa, senão nEle, não é capaz de salvar – nem mesmo as boas ações ou as práticas religiosas.

Quando o Senhor Jesus Cristo esteve na Terra, Deus no-LO apresentou usando as seguintes palavras: “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo” (MATEUS3,17). É como se nos tivesse dito: “NEle vocês realmente podem confiar, pois Ele é o Meu amado Filho!”.

E, de fato, Ele se submeteu ao juízo em favor do pecador. Todo o ardor da ira divina contra o pecado atingiu Aquele que era santo e justo. Ao dar a Sua vida na cruz, Ele estava “carregando em seu corpo os nossos pecados” (I PEDROZ,Z4). Ali Deus depositou sobre Ele toda a nossa injustiça e O castigou, considerando-O como o nosso pecado.

O Problema de uma Menina

Que pena que alguns não com­preendem a extensão de Sua obra!

Uma menina certa vez me disse:

– Eu realmente creio no Senhor Jesus, mas se me perguntam se estou salva, não digo “sim”, pois receio mentir.

Ela era a filha de um açougueiro, que naquele dia fora comprar alguns animais. Então eu lhe disse:

– Imagine que seu pai, voltando para casa, lhe diga que comprou dez ovelhas. Suponha que logo depois um freguês venha ao açougue e lhe pergunte:

“Quantas ovelhas o seu pai comprou hoje?”. Você por acaso lhe diria que não quer responder por ter receio de mentir?

A mãe da menina, que ouvia a conversa do quarto vizinho, exclamou:

– Isso seria fazer de seu pai um mentiroso.

– A sua mãe tem razão – eu disse -, você estaria fazendo de seu pai um mentiroso. Mas não é o mesmo que você está fazendo com Deus?! Ele nos disse que todo que crê em Seu Filho tem a vida eterna. Se duvidamos, fazemo-LO mentiroso!”

“Se admitimos o testemunho dos homens, o testemunho de Deus é maior; ora, este é o testemunho de Deus, que ele dá acerca do seu Filho. Aquele que crê no Filho de Deus tem em si o testemunho.

Aquele que não dá crédito a Deus, o faz mentiroso, porque não crê no testemunho que Deus dá acerca do seu Filho” (1 JOÃO 5,9-10).

“Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado 6 para justiça” (ROMANOS 4,3).

Em quem Podemos Crer?

Para muitos a fé é uma questão’ de sentimentos, incerta e difícil de explicar, que define se esta­mos adequados ao céu. Mas é justamente isso que a fé não é.

O que realmente crê não olha para dentro de si, analisando os sentimentos que há em seu coração. Antes, o seu olhar está dirigido para uma pessoa viva, Cristo, confiando que Ele cumpriu tudo que é necessário para poder levá-lo ao céu.

Este dá ouvidos ao testemunho de Deus, que é a Verdade e a Luz. Esta atitude traz-lhe paz ao coração.

A pessoa do Filho de Deus é digna de minha confiança. A obra que cumpriu me fornece (concede) SEGURANÇA em vista da eternidade. A Palavra de Deus, me garante a CERTEZA dessa segu­rança: esclarece a todo que crê em Jesus Cristo que os seus pecados estão perdoados, e que agora ele se tomou um filho de Deus.

Em Cristo e na Sua obra temos o caminho da salvação. (A SEGURANÇA).

e na Palavra de Deus obtemos o conhecimento da salvação. (A CERTEZA).

 

Continua em Segurança, Certeza e Gozo da Salvação (Parte 2)

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