Revista Leituras Cristãs

Conteúdo cristão para edificação

Referências para o estudo bíblico - Dicas para a escola dominical

Referências para o estudo bíblico

Um auxílio para professores da escola dominical e amigos da Palavra de Deus.

 

* Sugere-se que os versículos indicados com asteriscos (*) sejam memorizados.

  • As citações entre colchetes [ ] pressupõem maior conhecimento bíblico e podem ser deixadas de lado conforme a idade dos alunos.

ABORDAGENS DO VELHO TESTAMENTO

O POVO DE DEUS NA TERRA PROMETIDA

 

43. Josué

  1. A instrução de Deus a Josué: Josué 1:1-9.

Josué envia espias: Josué 2.

A travessia do Jordão Josué 3.

Explicação e ensinamentos:  

Josué tinha uma tarefa difícil, mas Deus o qualificou com coragem e entendimento (Êx 17:14), ousadia e determinação (Nm 14:8-9). Ainda assim necessitava do consolo, do encorajamento e do conselho do SENHOR(1). Deus lhe indica especialmente a lei (a saber, sua Palavra), da qual sempre poderá obter forças para o seu trabalho.

Agindo desse modo, seria bem­-sucedido (SI 119:97-100, *1540:31).

O nome "Josué" é uma composição de Jehoshua (Jeová) e Oséias ("salvação") (Nm 13:16). Significa, portanto, "Jeová é salvação" (ou Salvador). A forma grega do nome Josué é Jesus. É justamente Ele Quem conduz os crentes através deste mundo cheio de provações e os leva até a Canaã celestial (Hb 2:10; 4:8-9).

[Os limites da terra (Dt 1: 7; Js 1 :4) são uma ilustração do mundo: o deserto alude a sua pobreza espiritual; as montanhas, a seu poderio; o grande rio, a sua prosperidade exterior; e o mar, a sua constante agitação.]

¹ Ou: Javé (que é Jeová).

Raabe reconhece que o juízo de Deus recairia sobre ela, porém, pela fé, lança-se nos Seus braços e se identifica com o Seu povo (Hb 11:31). Raabe veio a ser matriarca da casa de Davi, da qual procedeu o Messias (vejam que graça!).

[O Jordão é uma figura da morte. Se a páscoa nos remete à expiação, e a travessia do mar Vermelho, à redenção e libertação do poder do inimigo, o Jordão nos apresenta o término da vigência da velha natureza do crente (Rm 6:2-8). Com Josué à frente, o povo tomou posse da terra da bênção. Assim também os crentes, liderados por Jesus, o verdadeiro Josué, tomam posse das bênçãos celestiais (Ef 2:6; 6:10-18; Hb 4:8-9).

 

44. Josué na terra prometida

  1. A conquista de Jericó: Josué 6:1-5; 10-20.
  2. O roubo de Acã: Josué 7.

Explicação e ensinamentos:

A terra de Canaã foi dada a Israel, mas precisava ser conquistada (Josué 1:3). Jericó é um grande obstáculo. O poderio de Israel era insuficiente. A única maneira de tomar a cidade era mediante a fé (Hb 11:30). Deus quer que a honra da vitória sobre o inimigo seja unicamente Sua. De Israel, Ele esperava apenas que manifestasse perfeita2 perseveran­ça. Jericó é figura dos obstáculos que o crente desejoso de andar segundo sua vocação celestial há de encontrar. A cidade inteira foi amaldiçoada, o povo não pôde tocar nada. Da mesma forma, também os crentes não devem envolver-se com o mundo, nem aferrar o coração a seus tesouros (1 Jo 2:15; * 1 Tm 6:6-10).

Israel logo se esqueceu de sua impotência, e a autoconfiança o levou à ruína. Com Deus o povo era capaz de grandes coisas, mas sem Ele não conseguia realizar nada (Jo 15:5). Josué ficou desalentado, mas a razão disso é que ele não tinha agido em comunhão com o SENHOR. Moisés procedera de maneira diferente (Êx 32:11-23). A maldição que pesava sobre Israel era conse­qüência do pecado de um indivíduo. Depois de removido o mal, Deus volta a ficar com Israel (Na 1:2-3; SI 30:5).

² É de conhecimento geral que o número “sete”, nas Escrituras, é o número da perfeição. Aqui, em Josué 6:4, o número “sete” ocorre três vezes.

 

45. A astúcia dos gibeonitas; a vitória de Josué

  1. A chegada dos gibeonitas: Josué 9:1-6.
  2. Os homens de Israel: Josué 9:7-8a.
  3. Josué firma um pacto: Josué 9:8b-15.
  4. O engano é descoberto: Josué 9: 16-27.
  5. Adoni-Zedeque e Gibeom: Josué 10:1-6.
  6. Josué contra Adoni-Zedeque: Josué 10:7-11.
  7. A fé de Josué: Josué 10:12-15.
  8. Os cinco reis: Josué 10: 16-28.
  9. O sul é vencido: Josué 10:29-43.

Explicação e ensinamentos:

O livro de Josué é uma ilustração de nossas batalhas nos lugares celestiais. Prevalecer na batalha só é possível quando tomamos toda a armadura de Deus: Efésios 6:10-20. Josué e os anciãos não consultaram o SENHOR (Js 9: 14) e o povo teve de arcar com as conseqüências: quando a aliança não é observada, o juízo de Deus incide sobre ele (2 Sm 21). Trata­-se de um ensinamento importante para a igreja de Deus, que também não tem sido vigilante. Temos de arcar com as conseqüências da infidelidade. Cabe-nos, portanto, humilhar-nos pelo pecado e afastar-nos do mal.

Atendendo à ordem do SENHOR, Josué sai a pelejar com Adoni­-Zedeque (Js 10:8). Na batalha Deus prova que está ao lado de Israel: a) o SENHOR conturba os inimigos, que,  b) ao fugir, são por Ele feridos com grandes pedras de granizo e, c)  atende à oração de Josué, fazendo com que o dia se estenda quase o dobro de sua duração normal.

Aos que andam na fé, ninguém se lhes pode opor. Contudo, após uma vitória dessas, é preciso retomar a Gilgal, o lugar da circuncisão, para expressar e recordar que somos impotentes.

 

46. A tomada de Canaã; as cidades de refúgio; a morte de Josué.

  1. Novas vitórias: Josué 11.
  2. A terra é distribuída: Josué 14.
  3. As cidades de refúgio: Josué 20.
  4. O retomo das duas tribos e meia: Josué 22.
  5. A despedida e a morte de Josué: Josué 24.

Explicação e ensinamentos:

Cidades de refúgio. Estava prescrito que o homicida, aquele que derrama o sangue de outro homem, devia ser morto (Gn 9:6; Êx 21:12). Se o réu não fosse encontrado, devia-se proceder conforme as instruções de Deuteronômio 21:1-9. Para os que não mataram intencional­mente, Deus estabeleceu as cidades de refúgio: Deuteronômio 19:4-5,10. O homicida involuntário tinha de comparecer perante o conselho dos anciãos (Js 20:4; Dt 19:10-13,15; Nm 35:15-34). Deus lhe assegurava justiça. No entanto, esse indivíduo, que matou por descuido ou engano, tinha de habitar na cidade de refúgio até que morresse o sumo sacerdote, não podia habitar a terra da sua possessão.

No que se refere ao Messias, Israel é homicida. A nação clamou:

"Crucifica-o!". "Este é o herdeiro; ora, vamos, matemo-lo e apoderemo-nos da sua herança" (Mt 21:38). A parte de Israel que assim clamou sofrerá o juízo. Pela outra parte, que também é culpada da morte do Messias, mas agiu por ignorância (At 3:17; 1 Co 2:8), o Senhor intercedeu:

"Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem!" (Lc 23:34).

Por causa de sua incredulidade, Paulo tinha sido ignorante (1 Tm 1:13). A lei prescrevia que o indivíduo que veio a ser homicida por ignorância tornava-se livre com a morte do sumo sacerdote. No tocante a Israel, a situação do povo hoje é semelhante à do homicida que recorre a uma cidade de refúgio e fica impedido de subir para as festas. Não há para ele oportunidade para render adoração a Deus. O remanescente que em dias futuros se voltará para Deus, continuará nessa mesma situação até que venha o novo sumo sacerdote. Quando Cristo aparecer não segundo a ordem de Arão, mas segundo a ordem de Melquisedeque, esse remanescente fiel herdará a terra e voltará a sua vinha e a sua figueira.

As duas tribos e meia assentadas do outro lado do rio Jordão, região fora das divisas da terra prometida, retomam a sua possessão. Agora experimenta­vam repouso (Js 22:4). Por meio do altar que construíram, quiseram dizer: "nós também pertencemos ao povo de Deus" (Js 22:22-29).

O que conta, afinal, é o propósito resoluto: "Eu e a minha casa serviremos ao SENHOR!" (Js 24:15b). "Deitai fora os deuses estranhos" (Js 24:23). Que nós também deitemos fora tudo o que não convém a Deus e nos disponhamos resolutamente como Josué: "Queremos servir ao SENHOR!".

 

47. Os primeiros juízes (Juízes 1 a 5)

  1. A infidelidade dos israelitas: Juízes 2:7-13; 24:31.
  2. A ira do SENHOR: Juízes 2:14-23.
  3. Otniel: Juízes 1:1-20; 3:1-11.
  4. Eúde, Sangar e Jael: Juízes 4:1-5:31.

Explicação e ensinamentos:

Na terra prometida, Israel não evidenciou fidelidade alguma (Jz 2:1-5; 6; 11-13). Abandonou Gilgal, o bendito lugar da circuncisão - alusão à conde­nação da "carne" (CI 2:11) -, e agora se encontra em Boquim (que significa "o que chora"). Ainda assim Deus se compadece do pobre povo e desperta um salvador da aflição (SI 107:6,13,19,28).

Mediante o caso de Débora, Deus nos mostra como era triste a condição de Israel. Não havia nenhum homem forte. Débora era uma mulher cheia de fé. Apesar da condição de Israel, ela assume uma postura de dependência - que Deus, aliás, indicou a toda mulher - e estimula Baraque a entrar na luta pelo SENHOR. Em vez de proceder de maneira autônoma, Baraque pede que Débora o ajude: "Se fores comigo, irei" (Jz 4:8). Mas não era essa a ordem que Deus dera em Gn 2:18.

Temos ainda Héber. Alguns versículos que nos auxiliam a pensar nele são f.x 18:27; Jz 4:11; 1 Sm 15:6; 1 Cr 2:50; 2 Rs 10:15; Jr 35. A respeito de Jael, temos Jz 5:24.



48. Gideão

  1. A decadência de Israel: Juízes 2:1-14.
  2. O chamado de Gideão: Juízes 6.
  3. A vitória de Gideão: Juízes 7:1-23.

Explicação e ensinamentos:

Gideão é humilde, pequeno, um homem sem força natural (Jz 6: 15), mas um instrumento apropriado para Deus (SI 33: 16-18; *121:2). A estima de Gideão pela Palavra de Deus e seu amor pelo povo evidenciam uma vida piedosa. Seu sacrifício revela fraca compreensão, mas serve de ocasião para Deus mostrar Sua bondade. Observem a ordem das coisas: Gideão é primeiro um adorador de Deus, para depois ser sua testemunha.

Deus não quer que a vitória seja obtida pelo poder humano, mas, sim, mediante corações que desfrutam neste mundo somente o essencial para o serviço, que desejam dedicar-se apenas à causa de Deus e O sigam sem reservas.

[Os três testemunhos: 1 trombetas (a Palavra de Deus), 2 os vasos de barro vazios (a nossa impotência), 3 as tochas (a vida de Jesus). As tochas dentro dos vasos de barro representam a vida de Jesus manifestada nos crentes, que são todos fracos (2 Co 4:7). Deus é, desse modo, glorificado por meio de Gideão e seus companheiros (*2 Co 12:9)].


49. Sansão

  1. Os pais de Sansão e o seu casamento: Juízes 13:1-2,23,25; cap. 14.
  2. Seus feitos entre os filisteus: Juízes 15.
  3. Sua queda e fim: Juízes 16:4-31.

Explicação e ensinamentos:

Em conseqüência de sua maldade, Israel está agora nas mãos dos inimigos (filisteus). A decadência era grande, o povo nem ao menos tem desejo de ser salvo. Contudo, Deus em sua graça decide salvá­-lo O instrumento seria Sansão.

[Sansão era nazireu, tinha de evitar toda bebida alcoólica (o que ilustra a separação do mundo e seus prazeres), (2) não podia cortar os cabelos (os cabelos compridos são ilustração de submissão e dependência) e também não podia tocar em cadáveres (ilustrando que todo pecado e impureza deviam ser evitada). Números 6:1-7.]

Entretanto, Sansão não é espiritual. Ama o mundo (*l Jo 2:15-16); não atenta às instruções da Palavra de Deus (Dt 7:3). Seu ato de vingança desagrada a Deus(*Rm 12:19-21).

Judá se coloca do lado dos filisteus, os inimigos de Deus, e entrega-lhes seu próprio salvador amarrado(Jz15:9-13). [O mesmo se deu com o Senhor Jesus: judeus e gentios levantaram-se contra Ele]. Sansão não atribui a vitória ao SENHOR, pelo contrário, dá ao lugar o nome Ramate-Lei, que significa "O Alto da Queixada". Mas, ao sobrevir-lhe a necessidade, ainda demonstra dependência do SENHOR (v. 18), que o recompensa (v. 19).

Sansão revela o segredo de sua força e cai. Mas, estando na miséria, humilha-se, e Deus usa-o novamente como instrumento para salvação de Israel. [Dessa forma, apesar da fraqueza, Sansão às vezes ainda constitui figura do Senhor, cuja vitória maior sobre o inimigo também aconteceu mediante a morte.]


50. Jefté

  1. A descendência de Jefté:

Juízes 11:1-3.

  1. Jefté é chamado de volta:

Juízes 11:4-10.

  1. Os acontecimentos preliminares da luta contra Amom:

Juízes 11:11-27.

  1. O voto de Jefté e sua vitória:

Juízes 11:28-33.

  1. Jefté e sua filha:

Juízes 11:34-40.

  1. Jefté e Efraim:

Juízes 12:1-7.

Explicação e ensinamentos:

Em vários aspectos, Jefté é uma figura de Cristo.

(1) Rejeitado pelos irmãos, (2)não reivindica seus direitos e vai para uma terra estranha, (3)o rejeitado retoma como regente soberano (Lc 19:11-27).

Jefté ainda não aprendera a lição mais importante de Eclesiastes 5:1 (Sl 141:3).

Por fim, vemos a filha de Jefté entrar na morte ainda virgem(alusão a uma vida de castidade e devoção a Deus). Ela se submete à vontade de seu pai, mesmo que isso lhe seja penoso. A devoção voluntária dessa moça é suplantada pela perfeita devoção do Senhor Jesus: Ele devotou-se ao Pai, cumprindo tudo que era do Seu agrado; devotou-se também a nós, entregando, por fim, Sua vida em sacrifício para nossa salvação.


51. Rute

  1. A fidelidade de Rute: Rute 1
  2. Sua diligência e humildade: Rute 2:1-13.
  3. A recompensa de Rute: Rute 2:14-23; 3:9-13; 4:9-10.

Explicação e ensinamentos:

Nos dias dos juízes, vemos Israel num estado muito lamentável porém o relato sobre Rute, que é. da mesma época, mostra a graça de Deus. A carestia em Israel é disciplina do SENHOR mas poucos anos depois, a abundante colheita é novamente uma evidência da graça. A mudança de Abimeleque não é um gesto de fé nem tampouco foi aprovada por Deus, daí também os casos de morte.

Embora Orfa ame Noemi ternamente, não possui fé e, portanto, não tem energia para se afastar de seus deuses (*Hb 11:6). Rute, por sua vez, manifesta uma fé preciosa que não se abala pelas dificuldades. Está resoluta (Mt 19:29) e se identifica com o povo de Deus. Nos campos, manifesta sua humildade, diligência e gratidão (Pv 10:4). Deus derrama Sua graça abundantemente sobre ela. Rute alcança o favor de Boaz (1 Tm 4:8) e se torna ascendente do próprio Senhor Jesus.

 

52. Eli e Samuel

  1. A oração de Ana: 1 Samuel 1:1-18.
  2. O cântico de Ana: 1 SamueI 2:1-10.
  3. O anúncio do juízo sobre Eli e sua casa: 1 SamueI 3:1-18.
  4. O juízo: 1 Samuel 4:1-11,12-18.
  5. A arca vai para os filisteus: 1 Samuel 5.
  6. O retorno da arca: 1 Samuel 6.
  7. Samuel como juiz 1 Samuel 7.

Explicação e ensinamentos

Em Israel, não ter filhos era tido como castigo ou vergonha. Por isso, Ana está aflita. Em Siló estava a presença do Senhor, repre­sentada pela arca da aliança (Nm 7:89; Lv 16:2; 1 Sm 4:4). Ela vai até lá para clamar ao Senhor, e este lhe atende a oração feita com fé (Tg 5:16). Ana consagra o filho ao Senhor (*Mt 19:14).

Eli era um homem piedoso, porém fraco. Não educava os filhos no temor de Deus (*Pv 1:8; 22:6).-A rejeição dos filhos de Eli coincide com o chamado de Samuel. Deus achou prazer na fidelidade de Samuel (SI 31:23; 119:9) e por isso lhe comunicou o juízo, não a Eli. A derrota que Israel sofreu é conseqüência de sua incredulidade e idolatria (1 Sm 7:3; SI 78:58-61).

Samuel fundou escolas de profetas em Ramá, Gilgal, Jericó e Betel, nas quais se ensinavam aos jovens a lei e os estatutos dos sacrifícios. O profeta era a boca de Deus.

Israel teve seu relacionamento com Deus restaurado pela fiel atuação de Samuel. Samuel era um homem de oração: 1 Sm 7:5,8-9; 12:23; Jr 15: 1 e SI 99:6.

 

53. Saul torna-se rei

  1. Israel quer um rei: 1 SamueI8:1-9,22.
  2. Saul é ungido: 1 Samuel 9:1-6,15-17; 10:1.
  3. Saul torna-se rei: 1 Samuel 10:9,17-27.
  4. A vitória de Saul sobre os amonitas: 1 Samuel 11.

Explicação e ensinamentos:

Segundo Deuteronômio 17:14-20, Israel poderia ter um rei caso desejasse. Mas aqui o povo está anelando equiparação com as nações pagãs e com isso rejeitando o SENHOR como seu rei (1 Sm 8:7 e 20). A ingratidão e a incredulidade são a raiz da decadência de Deus (Hb 3:12 e *SI 146:3). Deus e Samuel ficam entristecidos. Deus concede a Israel um rei segundo o coração carnal do povo: jovem, bonito, grande e valente. O padrão do povo eram os aspectos exteriores, o que se pode ver. Na verdade, os olhos dos israelitas estavam obscurecidos. Saul era um homem diligente e religioso, mas, não obstante o Espírito por vezes estivesse sobre ele, pois era ungido, não era genuinamente nascido de novo (Os 13: 11).
Por ocasião da conclamação à batalha contra os amonitas, não observamos menção do nome do SENHOR. Não vemos Saul proceder por fé, mas por suas próprias forças (*SI 147: 10-11).


 
54. A rejeição de Saul

  1. O sacrifício feito em teimosia: 1 Samuel 13:5-14.
  2. Sua desobediência: 1 Samuel 15:1-9.
  3. Sua rejeição: 1 Samuel 15:10-31.

Explicação e ensinamentos:

Saul é posto à prova e manifesta tanto incredulidade como vontade própria, por isso Deus o põe de lado. Israel está em estado de guerra, e seu rei não manifesta confiança em Deus. Conseqüência: o povo o segue, mas cheio de temor. Quão diferente foi nos dias em que seguiam após Josué!

Na luta contra Amaleque, fica completamente evidente quem era Saul. 1 Samuel 15:13 demonstra que ele não era sincero. Deus não está interessado em sacrifícios com aparência religiosa, mas, sim, num coração submisso que atenta para Ele e o glorifique (*1 Sm 15:22-23). Foi a desobe­diência de Saul que levou Deus a rejeitá-lo (*Lc 1:52; Dn 2:21).

O arrependimento de Saul (1 Sm 15:30) não é o arrependimen­to segundo Deus. Ele só está preocupado com sua honra e reputação perante o povo. A maneira que Samuel, por sua vez, trata com Agague está em conformidade com os pensamentos de Deus.

 

"Estudos sobre a palavra de Deus” - II e III João


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